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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

CNBB divulga nota sobre a realidade sociopolítica brasileira


A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta quinta-feira (27), durante coletiva de imprensa, nota sobre “A realidade sociopolítica brasileira: dificuldades de oportunidades”. O texto foi aprovado pelo Conselho Permanente da instituição, que esteve reunido em Brasília, de 27 a 29 deste mês.
Na nota, a CNBB manifesta-se a respeito do momento de crise na atual conjuntura. “A permanência e o agravamento da crise política e econômica, que toma conta do Brasil, parecem indicar incapacidade das instituições republicanas que não encontram um modo de superar o conflito de interesses que sufoca a vida nacional, e que faz parecer que todas as atividades do país estão paralisadas e sem rumo”, declaram os bispos.

Confira a íntegra do texto:

A REALIDADE SOCIOPOLÍTICA BRASILEIRA
DIFICULDADES E OPORTUNIDADES

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília de 27 a 29 de outubro de 2015, comprometido com a vivência democrática e com os valores humanos, consciente de que é dever da Igreja cooperar com a sociedade para a construção do bem comum, manifesta-se acerca do momento de crise na atual conjuntura social e política brasileira.
A permanência e o agravamento da crise política e econômica, que toma conta do Brasil, parecem indicar a incapacidade das instituições republicanas que não encontram um modo de superar o conflito de interesses que sufoca a vida nacional, e que faz parecer que todas as atividades do país estão paralisadas e sem rumo. A frustração presente e a incerteza no futuro somam-se à desconfiança nas autoridades e à propaganda derrotista, gerando um pessimismo contaminador, porém, equivocado, de que o Brasil está num beco sem saída. Não nos deixaremos tomar pela “sensação de derrota que nos transforma em pessimistas lamurientos e desencantados com cara de vinagre” (Papa Francisco – Alegria do Evangelho, 85).
Somos todos convocados a assegurar a governabilidade que implica o funcionamento adequado dos três poderes, distintos, mas harmônicos; recuperar o crescimento sustentável; diminuir as desigualdades; exigir profundas transformações na saúde e na educação; ampliar a infraestrutura, cuidar das populações mais vulneráveis, que são as primeiras a sofrer com os desmandos e intransigências dos que deveriam dar o exemplo. Cada protagonista terá que ceder em prol da construção do bem comum, sem o que nada se obterá.
É preciso garantir o aprofundamento das conquistas sociais com vistas à construção de uma sociedade justa e igualitária. Cabe à sociedade civil exigir que os governantes do executivo, legislativo e judiciário recusem terminantemente mecanismos políticos que, disfarçados de solução, aprofundam a exclusão social e alimentam a violência, entre os quais o estado penal seletivo, as tentativas de redução da maioridade penal, a flexibilização ou revogação do Estatuto do Desarmamento e a transferência da demarcação de terras indígenas para o Congresso Nacional. No genuíno enfrentamento das atuais dificuldades pelas quais passa o país, não se pode abrir espaço para medidas que, de maneira oportunista, se apresentam como soluções fáceis para questões sabidamente graves
e que exigem reflexão e discussão mais profundas com a sociedade.
A superação da crise passa pela recusa sistemática de toda e qualquer corrupção, pelo incremento do desenvolvimento sustentável e pelo diálogo que resulte num compromisso comum entre os responsáveis pela administração dos poderes do Estado e a sociedade. O Congresso Nacional e os partidos políticos têm o dever ético e moral de favorecer a busca de caminhos que recoloquem o país na normalidade. É inadmissível alimentar a crise econômica com uma crise política irresponsável e inconsequente.
Recorde-se que “uma sociedade política dura no tempo quando, como uma vocação, se esforça por satisfazer as carências comuns, estimulando o crescimento de todos os seus membros, especialmente aqueles que estão em situação de maior vulnerabilidade ou risco. A atividade legislativa baseia-se sempre no cuidado das pessoas” (Papa Francisco ao Congresso dos EUA). Nesse sentido, com o espírito profético inspirado na observância do Evangelho, a CNBB reitera que o povo brasileiro, os trabalhadores e, principalmente, os mais pobres não podem ser prejudicados em nome de um crescimento desigual que reserva benefícios a poucos e estende a muitos o desemprego, o empobrecimento e a exclusão.
A construção de pontes que favoreçam o diálogo entre todos os segmentos que legitimamente representam a sociedade é condição fundamental para a superação dos discursos de ódio, vingança, punição e rotulação seletivas que geram um clima de permanente animosidade e conflito entre cidadãos e grupos sociais. Esse clima belicoso, às vezes alimentado por parte da imprensa e das redes sociais, poderá contaminar ainda mais os corações e mentes das pessoas, aprofundando abismos e guetos que, historicamente, maculam nossa organização social. Ao aproximar-se o período eleitoral de 2016, é responsabilidade de todos os atores políticos e sociais, comprometidos com a ética, a justiça e a paz, aperfeiçoarem o ambiente democrático para que as eleições não sejam contagiadas pelos discursos segregacionistas que ratificam preconceitos e colocam em xeque a ampliação da cidadania em nosso país.
A corrupção se tornou uma “praga da sociedade” e um “pecado grave que brada aos céus” (Papa Francisco - O rosto da misericórdia, n.19). Acometendo tanto instituições públicas, quanto da iniciativa privada, esse mal demanda uma atitude forte e decidida de combate aos mecanismos que contribuem para sua existência. Nesse sentido, destaca-se a atuação sem precedentes dos órgãos públicos aos quais compete combater a corrupção. A contraposição eficaz à corrupção e à sua impunidade exige, antes de mais nada, que o Estado cumpra com rigor e imparcialidade a sua função de punir igualmente tanto os corruptos como os corruptores, de acordo com os ditames da lei e as exigências de justiça.
Deus nos dê a força e a sabedoria de seu Espírito, a fim de que vivamos nosso ideal de construtores do bem comum, base da nova sociedade que almejamos para nós e para as futuras gerações.

Brasília, 28 de outubro de 2015.


Dom Sergio da Rocha 
Arcebispo de Brasília-DF

 Dom Murilo S. R. Krieger
 Arcebispo de São Salvador da Bahia- BA 

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília-DF
Secretário Geral da CNBB

Horário de Celebração de Finados


Segunda Feira ás 08h no Cemitério Paroquial São João Batista.
 Se estiver chovendo será no Santuário.

FAM está com Inscrições Abertas


A Faculdade Arquidiocesana de Mariana está com inscrições abertas para o curso de especialização em História da Arte sacra", que será oferecido em módulos, no período das férias. Informações pelo telefone 31.35581439

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Deus ama sem medidas, recorda Papa Francisco

Na homilia de hoje, Papa falou sobre o amor de Deus; embora os critérios humanos não entendam em plenitude, Ele ama sem medidas, disse.





Na Missa de hoje, Papa fala do amor de Deus / Foto: L'Osservatore Romano
Na Missa de hoje, Papa fala do amor de Deus / Foto: L’Osservatore Romano
Deus sempre dá a sua graça com generosidade aos homens, que têm o hábito de mensurar as situações: entender a abundância do amor divino é sempre fruto de uma graça. Em resumo, essa foi a reflexão do Papa Francisco na Missa desta terça-feira, 20, na Casa Santa Marta.
Francisco partiu de um trecho da Carta de São Paulo, na Liturgia do dia, para falar da grande generosidade do amor de Deus. A salvação trazida por Jesus é uma demonstração disso, é uma amizade entre Deus e o homem.
“Como Deus dá a salvação? Como diz que nos dará quando fazemos uma obra boa: uma medida boa, cheia, transbordando… Isso faz pensar na abundância até o ponto de Paulo dizer, como o resumo final: ‘Onde se multiplicou o pecado, aí superabundou a graça’. Esse é o amor de Deus: sem medidas”.
Sem medidas, assim como o pai da parábola evangélica que, todos os dias, olha o horizonte para ver se o filho decidiu voltar para casa. Assim é o coração de Deus, explicou o Papa: um coração que está sempre aberto para abraçar e beijar aquele filho que voltou para casa.
“Deus não é mesquinho. Ele dá tudo. Deus não fica parado, Ele olha, espera que nos convertamos. Deus sai para procurar cada um de nós. A cada dia, ele está procurando, como já disse na parábola da ovelha ou da moeda perdida. Sempre é assim”.
O Santo Padre disse ainda que, no céu, se faz mais festa por um só pecador que se converte do que por cem que são justos. Mas ele admitiu que não é fácil, com os critérios humanos pequenos e limitados, entender o amor de Deus. Isso só acontece por uma graça.
“É verdade, nós sempre temos o hábito de mensurar as situações, as coisas, com as medidas que nós temos: e as nossas medidas são pequenas. Por isso, nos fará bem pedir ao Espírito Santo a graça de nos aproximarmos pelo menos um pouco para entender esse amor e ter a vontade de sermos abraçados, beijados com aquela medida sem limites”, concluiu.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Relacione-se bem com quem está ao seu lado

Nestes últimos dias, o Papa Francisco fez um novo apelo pela paz na Terra Santa, pedindo que se diga um ‘não’ ao ódio e à vingança e se tenha a coragem de dar passos concretos em direção à paz:
“Sigo com grande preocupação a situação de forte tensão e de violência que aflige a Terra Santa. Neste momento existe a necessidade de muita coragem e muita força de vontade para dizer não ao ódio e à vingança e realizar gestos de paz. Por isto rezemos, para que Deus reforce em todos, governantes e cidadãos, a coragem de oporem-se à violência e de dar passos concretos de distensão. No atual contexto médio-oriental é mais do que nunca decisivo que se faça a paz na Terra Santa: isto nos pede Deus e o bem da humanidade”.
Senhor Deus, O Teu Filho Jesus, Príncipe da Paz, veio ensinar-nos que todos somos irmãos e que devemos comprometer-nos com a paz nas nossas relações.
No nosso mundo, vemos com tristeza tantos irmãos e irmãs que sofrem os horrores da guerra e das mais variadas formas de violência. Os mais pobres, os menores, são as primeiras vítimas do ódio e dos conflitos de interesses que movem as grandes decisões do mundo.
Dá-nos, Pai de Bondade, o Teu Espírito de Paz, para que a possamos construir à nossa volta, nas nossas relações e nas relações daqueles que vivem ao nosso lado. Ilumina a mente e o coração dos que decidem os destinos dos povos, para que a guerra nunca seja a solução.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

ELEIÇÃO DOS NOVOS CONSELHEIROS TUTELARES



Nós, membros das pastorais sociais da Arquidiocese de Mariana, saudamos, com grande esperança, as ELEIÇÕES PARA CONSELHEIROS TUTELARES que acontecem no próximo domingo, dia 4 de outubro, em todos os municípios do Brasil. É a primeira vez que estas eleições ocorrerão de maneira unificada, conforme a Lei 12.696/2012, que alterou os artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente referentes ao mandato e à eleição dos Conselhos Tutelares.
O Conselho Tutelar tem a missão de fazer que os direitos da criança e do adolescente, garantidos por lei, sejam plenamente exercidos. Trata-se de um órgão com competência legal para exigir o cumprimento dos direitos assegurados nas normas internacionais, na Constituição e nas leis voltadas para a população infanto-juvenil. Não existe uma modalidade desta natureza em nenhum outro país.
O Estatuto da Criança e do Adolescente dispõe, em seu art. 137, que as decisões do Conselheiro somente podem ser revistas pela autoridade judiciária a pedido de quem tenha interesse legítimo. Isto mostra a importância do papel de um conselheiro, que precisa ser uma pessoa qualificada para lidar com situações tão difíceis e delicadas que envolvem a criança, o adolescente e suas famílias.
Agradecemos a tantos que se dedicaram, até a presente data, à função de conselheiros tutelares. Saudamos os candidatos/as que se apresentam para as eleições do próximo domingo, agradecendo sua disponibilidade para essa missão nobre e desafiante, sobretudo diante das desigualdades e violências que vitimam milhares de crianças e adolescentes.
Incentivamos cada cidadão a participar das eleições, no próximo domingo, votando em candidatos/as que se destaquem pela idoneidade moral; pela competência; pela experiência no trabalho com criança e adolescente; pelo espírito de serviço e amor à causa, assumindo o compromisso de defender a dignidade e o bem estar das crianças e dos adolescentes, sobretudo, os que se encontram em situação de vulnerabilidade social.
Recordamos que é imperioso respeitar o Conselho Tutelar como órgão representante da sociedade civil e não do governo constituído, para que não se preste a interesses político/eleitoreiros, mas, com liberdade, trabalhe na defesa e fomento de políticas que, de fato, atendam aos direitos da criança e do adolescente.
Seja o compromisso com a vida, a motivação cristã para nossa maior inserção na sociedade, trabalhando, à luz da cidadania, pela inclusão social, a começar dos pequenos, das crianças e adolescentes.


Mariana, 1° de outubro de 2015.


Dimensão Sociopolítica da Arquidiocese de Mariana
Pastoral da Criança e do Menor
Pastorais Sociais
Coordenação Arquidiocesana de Pastoral

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Harmonia e Incentivo marcam o Encontrão dos Grupos de Reflexão

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O 10° Encontrão dos Grupos de Reflexão da Região Norte reuniu, com muita animação, mais de 800 pessoas na Escola Estadual Mares Guia, em Barão de Cocais, no último domingo, 27 de setembro. A paróquia São José foi a responsável por organizar e colocar em prática todas as atividades proposta para o encontro.
EncontrãoSegundo a coordenadora da iniciativa, Margaretti Santiago Bretas Deniz, para produzir o encontrão foi necessário a realização de reuniões durante um mês, na qual foram escolhidos os representantes de cada setor (cozinha, acolhida, limpeza, entre outros). “A maioria dos alimentos que usamos no encontro foram ofertados durante as celebrações, então toda a organização foi muito tranquila, cada um fazendo um pouco”, explica Margaretti.
O padre Ronaldo da Silva Miranda celebrou a missa de abertura do encontrão juntamente com os padres presentes, trazendo uma homilia conjunta que engrandeceu ainda mais as discussões. O padre José Afonso também contribuiu com a conversa apontando questões sobre os ensinamentos do Papa Francisco e da importância do papel do leigo(a) na sociedade cristã. Reforçando essa ideia, ainda, foi trabalhado o “Documento 107” com o intuito de incrementar o conhecimento dos grupos de reflexão.
De acordo com o assessor regional da CEBs, padre Luiz Faustino, o 10° Encontrão foi bastante proveitoso e conseguiu atingir o objetivo de motivar os grupos a continuarem com os seus projetos de forma animada e transformadora. O dia festivo terminou com o sorteio de brindes doados pelas paróquias e com a exposição dos roteiros de reflexão dos últimos 40 anos, dando destaque para a Arquidiocese de Mariana que produz há 20 anos os seus próprios roteiros.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

20 conselhos do Papa Francisco aos recém-casados

Momento especial para os recém-casados receber os conselhos do Santo Padre




Ao final das audiências gerais, já se tornou costume a saudação do Papa a casais recém-casados. Um momento muito especial para essas pessoas que iniciam uma vida a dois receber a benção do Santo Padre. Em primeiro lugar, Francisco elogia a coragem dos jovens por terem escolhido o matrimônio porque, segundo o Papa, casar “requer muita coragem”. Ao longo do ciclo de catequeses direcionadas às famílias, selecionei 20 conselhos aos novos casais:
20 conselhos do Papa Francisco aos recém-casados
Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Conselhos



1. Façam a experiência do amor gratuito como é o amor de Deus pela humanidade.
2. A mansidão dos santos indique a vocês o estilo das relações entre os cônjuges na família.
3. A fortaleza da santidade até o martírio aponte os valores que verdadeiramente valem a pena na vida familiar.
4. Amem a vida que é sempre sagrada, apesar de marcada por fragilidade e doenças.
5. As obras de misericórdia ajudem vocês a viverem a existência conjugal abrindo-a à necessidade dos irmãos.
6. Encontrem na aliança que, Cristo assumiu com Sua Igreja a preço de Seu Sangue, a base a do pacto conjugal de vocês
7. Construam sua família sobre o mesmo amor que uniu José à Virgem Maria.
8. Desejo de coração que vocês cresçam na generosa disponibilidade em relação ao Senhor, seguindo o exemplo da Virgem Santa.
9. Coloquem Deus no centro para que sua história conjugal tenha mais amor e mais felicidade.
10. Vivam o matrimônio em concreta adesão a Cristo e aos ensinamentos do Evangelho.
11. Vivam o seu amor imitando o amor misericordioso de Jesus.

Virgem Maria



12. Aprendam da Virgem Maria a conceder espaço à escuta da Palavra de Deus e à prática da caridade, vivendo com alegria a pertença à Igreja, à família dos discípulos do Cristo Ressuscitado.
13. A cruz cotidiana seja a referência de vocês para que a vida familiar seja uma lareira de oração e recíproca compreensão.
14. Aprendam a cultivar a devoção à Mãe de Deus pedindo-a para que não falta nunca na casa de vocês o amor e o respeito recíproco.
15. O amor à Eucaristia nutrido pelos santos estimule vocês a fundar a família sobre o amor de Deus.
16. O apostolado dos santos nas periferias convide vocês a ajudar os mais frágeis e necessitados da família.
17. A Devoção ao Sagrado Coração de Jesus e ao Coração Imaculado de Maria sustente vocês no caminho conjugal e na educação com amor dos filhos que o Senhor quiser lhes dar.
18. No caminho que vocês assumiram, busquem a Eucaristia para que nutridos de Cristo sejam famílias cristãs tocadas pelo amor do Coração de Jesus.

Santa Mônica



19. Confiemos à intercessão de Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, os recém-casados e os pais cristãos para que como Mônica, acompanhem com o exemplo e com a oração o caminho dos filhos.
20. Santa Maria seja o modelo no caminho conjugal de dedicação e fidelidade.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

CARTA DO PAPA FRANCISCO


COM A QUAL SE CONCEDE A INDULGÊNCIA 
POR OCASIÃO DO JUBILEU EXTRAORDINÁRIO DA MISERICÓRDIA 

Ao Venerado Irmão
D. Rino Fisichella
Presidente do Pontifício Conselho
 para a Promoção da Nova Evangelização
A proximidade do Jubileu Extraordinário da Misericórdia permite-me focar alguns pontos sobre os quais considero importante intervir para consentir que a celebração do Ano Santo seja para todos os crentes um verdadeiro momento de encontro com a misericórdia de Deus. Com efeito,  desejo que o Jubileu seja uma experiência viva da proximidade do Pai, como se quiséssemos sentir pessoalmente a sua ternura, para que a fé de cada crente se revigore e assim o testemunho se torne cada vez mais eficaz.
O meu pensamento dirige-se, em primeiro lugar, a todos os fiéis que em cada Diocese, ou como peregrinos em Roma, viverem a graça do Jubileu. Espero que a indulgência jubilar chegue a cada um como uma experiência genuína da misericórdia de Deus, a qual vai ao encontro de todos com o rosto do Pai que acolhe e perdoa, esquecendo completamente o pecado cometido. Para viver e obter a indulgência os fiéis são chamados a realizar uma breve peregrinação rumo à Porta Santa, aberta em cada Catedral ou nas igrejas estabelecidas pelo Bispo diocesano, e nas quatro Basílicas Papais em Roma, como sinal do profundo desejo de verdadeira conversão. Estabeleço igualmente que se possa obter a indulgência nos Santuários onde se abrir a Porta da Misericórdia e nas igrejas que tradicionalmente são identificadas como Jubilares. É importante que este momento esteja unido, em primeiro lugar, ao Sacramento da Reconciliação e à celebração da santa Eucaristia com uma reflexão sobre a misericórdia. Será necessário acompanhar estas celebrações com a profissão de fé e com a oração por mim e pelas intenções que trago no coração para o bem da Igreja e do mundo inteiro.
Penso também em quantos, por diversos motivos, estiverem impossibilitados de ir até à Porta Santa, sobretudo os doentes e as pessoas idosas e sós, que muitas vezes se encontram em condições de não poder sair de casa. Para eles será de grande ajuda viver a enfermidade e o sofrimento como experiência de proximidade ao Senhor que no mistério da sua paixão, morte e ressurreição indica a via mestra para dar sentido à dor e à solidão. Viver com fé e esperança jubilosa este momento de provação, recebendo a comunhão ou participando na santa Missa e na oração comunitária, inclusive através dos vários meios de comunicação, será para eles o modo de obter a indulgência jubilar. O meu pensamento dirige-se também aos encarcerados, que experimentam a limitação da sua liberdade. O Jubileu constituiu sempre a oportunidade de uma grande amnistia, destinada a envolver muitas pessoas que, mesmo merecedoras de punição, todavia tomaram consciência da injustiça perpetrada e desejam sinceramente inserir-se de novo na sociedade, oferecendo o seu contributo honesto. A todos eles chegue concretamente a misericórdia do Pai que quer estar próximo de quem mais necessita do seu perdão. Nas capelas dos cárceres poderão obter a indulgência, e todas as vezes que passarem pela porta da sua cela, dirigindo o pensamento e a oração ao Pai, que este gesto signifique para eles a passagem pela Porta Santa, porque a misericórdia de Deus, capaz de mudar os corações, consegue também  transformar as grades em experiência de liberdade.
Eu pedi que a Igreja redescubra neste tempo jubilar a riqueza contida nas obras de misericórdia corporais e espirituais. De facto, a experiência da misericórdia torna-se visível no testemunho de sinais concretos como o próprio Jesus nos ensinou. Todas as vezes que um fiel viver uma ou mais destas obras pessoalmente obterá sem dúvida a indulgência jubilar. Daqui o compromisso a viver de misericórdia para alcançar a graça do perdão completo e exaustivo pela força do amor do Pai que não exclui ninguém. Portanto, tratar-se-á de uma indulgência jubilar plena, fruto do próprio evento que é celebrado e vivido com fé, esperança e caridade.
Enfim, a indulgência jubilar pode ser obtida também para quantos faleceram. A eles estamos unidos pelo testemunho de fé e caridade que nos deixaram. Assim como os recordamos na celebração eucarística, também podemos, no grande mistério da comunhão dos Santos, rezar por eles, para que o rosto misericordioso do Pai os liberte de qualquer resíduo de culpa e possa abraçá-los na beatitude sem fim.
Um dos graves problemas do nosso tempo é certamente a alterada relação com a vida. Uma mentalidade muito difundida já fez perder a necessária sensibilidade pessoal e social pelo acolhimento de uma nova vida. O drama do aborto é vivido por alguns com uma consciência superficial, quase sem se dar conta do gravíssimo mal que um gesto  semelhante comporta. Muitos outros, ao contrário, mesmo vivendo este momento como uma derrota, julgam que não têm outro caminho a percorrer. Penso, de maneira particular, em todas as mulheres que recorreram ao aborto. Conheço bem os condicionamentos que as levaram a tomar esta decisão. Sei que é um drama existencial e moral. Encontrei muitas mulheres que traziam no seu coração a cicatriz causada por esta escolha sofrida e dolorosa. O que aconteceu é profundamente injusto; contudo, só a sua verdadeira compreensão pode impedir que se perca a esperança. O perdão de Deus não pode ser negado a quem quer que esteja arrependido, sobretudo quando com coração sincero se aproxima do Sacramento da Confissão para obter a reconciliação com o Pai. Também por este motivo, não obstante qualquer disposição em contrário, decidi conceder a todos os sacerdotes para o Ano Jubilar a faculdade de absolver do pecado de aborto quantos o cometeram e, arrependidos de coração, pedirem que lhes seja perdoado. Os sacerdotes se preparem para esta grande tarefa sabendo conjugar palavras de acolhimento genuíno com uma reflexão que ajude a compreender o pecado cometido, e indicar um percurso de conversão autêntica para conseguir entender o verdadeiro e generoso perdão do Pai, que tudo renova com a sua presença. 
Uma última consideração é dirigida aos fiéis que por diversos motivos sentem o desejo de frequentar as igrejas oficiadas pelos sacerdotes da Fraternidade São Pio X. Este Ano Jubilar da Misericórdia não exclui ninguém. De diversas partes, alguns irmãos Bispos referiram-me acerca da sua boa fé e prática sacramental, porém unida à dificuldade de viver uma condição pastoralmente árdua. Confio que no futuro próximo se possam encontrar soluções para recuperar a plena comunhão com os sacerdotes e os superiores da Fraternidade. Entretanto, movido pela exigência de corresponder ao bem destes fiéis, estabeleço por minha própria vontade que quantos, durante o Ano Santo da Misericórdia, se aproximarem para celebrar o Sacramento da Reconciliação junto dos sacerdotes da Fraternidade São Pio X, recebam validamente e licitamente a absolvição dos seus pecados.,
Confiando na intercessão da Mãe da Misericórdia, recomendo à sua protecção a preparação deste Jubileu Extraordinário.
Vaticano, 1 de Setembro de 2015
Franciscus

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Lembretes

  • Esta semana todas as famílias estão convidadas a celebrar a Semana Nacional da Família. Procure o roteiro dos encontros com o ( a) Coordenador (a) da sua Comunidade. Organize um grupo de famílias vizinhas e faça os encontros conforme orientação do roteiro. De 2ª a sexta-feira os encontros de oração serão nas famílias. Por isto nesta semana o salão paroquial, o Santuário e todas as igrejas estarão fechadas à noite. (no santuário continuarão as celebrações pela manhã). O encerramento da Semana da família será nos setores: Sábado às 18horas no setor Rosário, domingo às 18 horas no setor Nossa Sra. Perpétuo Socorro e às 19h30 nos setor Santuário. Por isso, não haverá celebração no domingo, a noite no São Miguel e chácara III. Se sobraram roteiros da Semana da Familia na sua comunidade, favor entregar no Escritório Paroquial para serem repassados para outras comunidades.

  • Encontro da Pastoral Familiar dia 16 das 8h às13h. no salão paroquial. Precisamos de mais pessoas na Pastoral Familiar: Venha participar.

  • Reunião para organizar a Pastoral da Sobriedade, no salão paroquial, dia 20 às 19h30. Todos estão convidados, mas principalmente quem tem problema com algum vício.

  • Lembramos aos catequistas o Retiro Espiritual, dia 23 das 7h às 16 horas, no Salão Paroquial. Faça inscrição no Escritório Paroquial.


  • A família Querubins comunica que as aulas e ensaios retornam nesta quinta-feira nos mesmos horários. As novas inscrições devem ser feitas na quinta-feira no horário de 14 ás 18horas, na sede da Familia querubins. Maiores informações com Elza.