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terça-feira, 30 de julho de 2013

OBRIGADO PAPA

Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo (SP)

O papa Francisco deixou marcas profundas na sua passagem no Rio de Janeiro para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), de 22 a 28 passado. Muito se escreveu e ainda se escreverá sobre essa visita; cada um vê as coisas pelo seu lado. Seguindo a sua metodologia, vou resumir minhas impressões em três pontos: Os jovens. Foram eles o motivo de sua vinda ao Brasil, como peregrino, para a celebração da JMJ do Rio de Janeiro. Veio para encontrar, acarinhar e exortar como um pai os jovens do mundo inteiro; chegaram numerosos, de quase 200 países, mas a maioria era mesmo do Brasil. No final chegaram a 3 milhões, conforme cálculos da prefeitura do Rio. O Papa dirigiu-se a eles com uma linguagem direta e fácil, buscando e conseguindo a atenção deles de maneira extraordinária. E os jovens corresponderam com entusiasmo, enchendo as ruas do Rio e a orla de Copacabana de alegria e fé. Espetáculo bonito de se ver! Tantos jovens serenos e sedentos de Deus mostraram que a mensagem da Igreja continua, sim, a lhes interessar e a Igreja tem algo importante para lhes dizer. Foram exortados pelo papa Francisco a serem protagonistas das mudanças sociais e construtores de um mundo melhor para todos; a não se contentarem em ser cristãos “de sacada”, mas a descerem para o meio das realidades, para se envolver e comprometer; a não perderem a esperança e a não deixarem que esta lhes seja roubada. E lhes garantiu: não tenham medo, Cristo não os deixa sós. A Igreja confia em vocês. O Papa confia em vocês! Os pobres. O papa Francisco foi ao encontro das situações de exclusão e sofrimento e teve atitudes e palavras de solidariedade e carinho para com os pobres e os que sofrem. Aliás, a palavra solidariedade, foi uma das palavras mais usadas pelo Papa nesses dias. As atenções aos doentes e excluídos do bem comum, a visita ao Hospital São Francisco e o encontro coma Comunidade da favela da Varginha foram marcantes. Homenageou o coração acolhedor e solidário dos brasileiros e a sua disposição para “colocar mais água no feijão”, para receber sempre mais alguém em casa... Chamou a atenção para a necessidade de mais solidariedade para resolver os problemas sociais no Brasil e no mundo. Alertou os jovens e a todos para não seguirem a mentalidade consumista e a não se “empanturrar” de coisas que não matam a fome existencial, mas a levar vida sóbria e atenta às necessidades do próximo. A Igreja. O Papa pediu uma Igreja atenta aos jovens, aos quais ela precisa encontrar para lhes comunicar a Boa Nova e a alegria da fé; Igreja que deve estar atenta aos jovens, ouvir e dialogar com eles, ajudá-los a se sentirem parte dela. Ao mesmo tempo, nos encontros com os bispos do Brasil e com os diversos responsáveis pelo departamentos do Conselho Episcopal Latino-Americano, na Missa celebrada com os bispos e padres na catedral do Rio, ele recomendou com palavras claras e incisivas que se volte para “as periferias”, as muitas periferias em que vive o homem de hoje. Insistiu o Papa na renovação missionária da Igreja, conforme orientação do Documento de Aparecida; que é preciso renovar a pastoral, com uma renovada atitude amorosa em relação às pessoas, mais que com métodos sofisticados e estruturas sempre mais pesadas e sufocantes. É necessário que a Igreja esteja próxima das pessoas. E pediu muito aos jovens que sejam missionários dos outros jovens. E o próprio papa Francisco nos deu belos exemplos sobre como a Igreja pode ser próxima das pessoas e missionária e como dirigir-se com franqueza, simplicidade e solicitude amorosa a todas as pessoas.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Discurso do Papa em Varginha - Rio de Janeiro


“Vocês não estão sozinhos, a Igreja está com vocês, o papa está com vocês”, disse Francisco na comunidade de Varginha RJ

  RIO DE JANEIRO – 25.07.2013
Varginha (Manguinhos)

Queridos irmãos e irmãs,
Que bom poder estar com vocês aqui! Desde o início, quando planejava a minha visita ao Brasil, o meu desejo era poder visitar todos os bairros deste País. Queria bater em cada porta, dizer “bom dia”, pedir um copo de água fresca, beber um “cafezinho”, falar como a amigos de casa, ouvir o coração de cada um, dos pais, dos filhos, dos avós… Mas o Brasil é tão grande! Não é possível bater em todas as portas! Então escolhi vir aqui, visitar a Comunidade de vocês que hoje representa todos os bairros do Brasil. Como é bom ser bem acolhido, com amor, generosidade, alegria! Basta ver como vocês decoraram as ruas da Comunidade; isso é também um sinal do carinho que nasce do coração de vocês, do coração dos brasileiros, que está em festa! Muito obrigado a cada um de vocês pela linda acolhida! Agradeço a dom Orani Tempestae ao casal Rangler e Joana pelas suas belas palavras.
1.     Desde o primeiro instante em que toquei as terras brasileiras e também aqui junto de vocês, me sinto acolhido. E é importante saber acolher; é algo mais bonito que qualquer enfeite ou decoração. Isso é assim porque quando somos generosos acolhendo uma pessoa e partilhamos algo com ela – um pouco de comida, um lugar na nossa casa, o nosso tempo -não ficamos mais pobres, mas enriquecemos. Sei bem que quando alguém que precisa comer bate na sua porta, vocês sempre dão um jeito de compartilhar a comida: como diz o ditado, sempre se pode “colocar mais água no feijão”! E vocês fazem isto com amor, mostrando que a verdadeira riqueza não está nas coisas, mas no coração!

        E povo brasileiro, sobretudo as pessoas mais simples, pode dar para o mundo uma grande lição de solidariedade,que é uma palavra frequentemente esquecida ou silenciada, porque é incômoda. Queria lançar um apelo a todos os que possuem mais recursos, às autoridades públicas e a todas as pessoas de boa vontade comprometidas com a justiça social:Não se cansem de trabalhar por um mundo mais justo e mais solidário! Ninguém pode permanecer insensível às desigualdades que ainda existem no mundo! Cada um, na medida das próprias possibilidades e responsabilidades, saiba dar a sua contribuição para acabar com tantas injustiças sociais! Não é a cultura do egoísmo, do individualismo, que frequentemente regula a nossa sociedade, aquela que constrói e conduz a um mundo mais habitável, mas sim a cultura da solidariedade; ver no outro não um concorrente ou um número, mas um irmão.

Quero encorajar os esforços que a sociedade brasileira tem feito para integrar todas as partes do seu corpo,incluindo as mais sofridas e necessitadas, através do combate à fome e à miséria. Nenhum esforço de “pacificação” será duradouro, não haverá harmonia e felicidade para uma sociedade que ignora, que deixa à margem, que abandona na periferia parte de si mesma. Uma sociedade assim simplesmente empobrece a si mesma; antes, perde algo de essencial para si mesma. Lembremo-nos sempre: somente quando se é capaz de compartilhar é que se enriquece de verdade; tudo aquilo que se compartilha se multiplica! A medida da grandeza de uma sociedade é dada pelo modo como esta trata os mais necessitados, quem não tem outra coisa senão a sua pobreza!

2.       Queria dizer-lhes também que a Igreja, «advogada da justiça e defensora dos pobres diante das intoleráveis desigualdades sociais e econômicas, que clamam ao céu» (Documento de Aparecida, 395), deseja oferecer a sua colaboração em todas as iniciativas que signifiquem um autêntico desenvolvimento do homem todo e de todo o homem. Queridos amigos,certamente é necessário dar o pão a quem tem fome; é um ato de justiça. Mas existe também uma fome mais profunda, a fome de uma felicidade que só Deus pode saciar. Não existe verdadeira promoção do bem-comum, nem verdadeiro desenvolvimento do homem, quando se ignoram os pilares fundamentais que sustentam uma nação, os seus bens imateriais:a vida, que é dom de Deus, um valor que deve ser sempre tutelado e promovido; a família, fundamento da convivência e remédio contra a desagregação social; a educação integral, que não se reduz a uma simples transmissão de informações com o fim de gerar lucro; a saúde, que deve buscar o bem-estar integral da pessoa, incluindo a dimensão espiritual, que é essencial para o equilíbrio humano e uma convivência saudável; a segurança, na convicção de que a violência só pode ser vencida a partir da mudança do coração humano.

3.      Queria dizer uma última coisa. Aqui, como em todo o Brasil, há muitos jovens. Vocês, queridos jovens, possuem uma s
ensibilidade especial frente às injustiças, mas muitas vezes se desiludem com notícias que falam de corrupção, com pessoas que, em vez de buscar o bem comum, procuram o seu próprio benefício. Também para vocês e para todas as pessoas repito: nunca desanimem, não percam a confiança, não deixem que se apague a esperança. A realidade pode mudar, o homem pode mudar. Procurem ser vocês os primeiros a praticar o bem, a não se acostumarem ao mal, mas a vencê-lo. A Igreja está ao lado de vocês, trazendo-lhes o bem precioso da fé, de Jesus Cristo, que veio «para que todos tenham vida, e vida em abundância» (Jo 10,10).

    Hoje a todos vocês, especialmente aos moradores dessa Comunidade de Varginha, quero dizer: Vocês não estão sozinhos, a Igreja está com vocês, o Papa está com vocês. Levo a cada um no meu coração e faço minhas as intenções que vocês carregam no seu íntimo: os agradecimentos pelas alegrias, os pedidos de ajuda nas dificuldades, o desejo de consolação nos momentos de tristeza e sofrimento. Tudo isso confio à intercessão de Nossa Senhora Aparecida, Mãe de todos os pobres do Brasil, e com grande carinho lhes concedo a minha Bênção.

Fonte: Sala de Imprensa
JMJ Rio2013

25 julho, 2013

 

terça-feira, 23 de julho de 2013

Números da JMJ Rio2013

 

No final da manhã desta terça-feira, 23, no Centro de Mídia localizado em Copacabana, a equipe da JMJ anunciou os números oficiais da Jornada.
Tendo como mediador Benjamín Paz, gerente do Departamento de Comunicação da JMJ, a equipe anunciou por meio da Ir. Shaiane Machado, responsável das inscrições, e da Ir. Graça Maria, responsável das hospedagens, os números finais da JMJ e informações sobre a hospedagem.
Ir. Shaiane Machado introduziu dizendo aos jornalistas “embora vocês queiram saber de números, nos preocupamos muito com as pessoas”.
Temos jovens de 175 países. Um total de 355 mil inscritos, embora as inscrições continuem abertas. Ainda há um ponto no sambódromo para as inscrições. No total são 220 mil brasileiros. 60% da região sudeste, logo após do Sul, Nordeste (o estado mais representativo é Pernambuco). Depois do Brasil está Argentina com um total de 23 mil argentinos, 10800 dos EUA, 9200 do Chile, 7706 italianos, 6153 Venezuela, e logo seguem França, Perú, Paraguai, México e demais países.
A região Sudeste é o maior número, tendo em vista a própria localização e a maior facilidade de transporte. A maioria dos inscritos são mulheres, chegando a um total de 56%. Entre os inscritos a maioria são jovens a partir de 25 anos. E também temos 10% com acima de 45 anos. O idioma de comunicação é principalmente o português e depois o espanhol.
Ir. Graça Maria, responsável das hospedagens, informou que há um total 355 mil vagas que a população ofereceu aos peregrinos, divididos em 127 862 peregrinos em casas de famílias e 227 747 em instituições particulares, colégios, clubes. Também 132 077 peregrinos pediram alojamento para a semana completa e 47 791 só virão no fim de semana.
“Não podemos ficar só com os números, porque são bastante frios, temos que ver e interpretar o que está acontecendo no Rio de Janeiro. A Jornada tem muitas histórias e essas histórias estão aqui”, disse Benjamín Paz, gerente do Departamento de comunicação da JMJ, no final da coletiva.
Fonte: ZENIT

Grito dos Excluídos

Dimensão Sociopolítica organiza
Grito dos Excluídos

A Dimensão Sociopolítica, cujos membros são  representantes das Pastorais Sociais, CEB”s, Movimento Fé e Política,  das cinco regiões pastorais da arquidiocese,  reuniu-se para organizar o XIX Grito dos Excluídos, evento realizado anualmente no dia 7 de setembro. A reunião aconteceu na paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Congonhas, no dia 20 último sábado, dia 20.
Nesta 19ª edição,  o Grito conclama a juventude brasileira e toda população para se manifestar, gritar e contribuir para a construção de outro projeto popular , O Projeto Popular para o Brasil. Tem como objetivo “anunciar sinais de esperança com a perspectiva de transformação e construção de um Estado  a serviço da  Nação … Fortalecer a organização, a mobilização e a luta popular. Denunciar todas as injustiças, promovidas pelo sistema capitalista…”
Após analisar os problemas que hoje atingem a sociedade brasileira, o grupo definiu três eixos para reflexão no dia 7 de setembro: Juventude, Trabalho e Organização Popular.
Juventude –  Aspectos negativos: Drogas, Extermínio, Redução da Maioridade, Falta de Políticas Publicas, Sistema Carcerário, Educação, 1º. Emprego, Prostituição.  Aspectos positivos: 40 Anos da PJ; JMJ; DNJ; Seminários, Secretaria Nacional de Juventude, Estatuto da Juventude, Conselho Nacional da Juventude.
Trabalho –  Aspectos negativos: Salário Digno, Terceirização (PL 4330), Exploração, Mineração, Redução da Jornada, Prefeitura (cabides de emprego); Mulher (salários mais baixos), Êxodo Rural.  Aspectos positivos: Sindicatos, Romaria dos Trabalhadores, Capacitação, Mobilização, EFA’s, CLT.
Organização Popular –  Aspectos negativos: Poder econômico, Comodismo, Massificação, Monopólio da Mídia. Aspectos positivos:  Conscientização, Pastorais, Projetos Sociais, Movimentos, Conselhos de Direitos, Semanas Sociais, Fóruns.
Programação07 de setembro/2013 – em Congonhas
Concentração/Acolhida –  11h às 12 horas –  Equipe de Animação –  P. N. Sra. da Conceição
1º Momento: Juventude –  12h às 12h30 – Past. da Juventude – P. N. Sra. da Conceição
2º Momento: Trabalho  –  13 h às 13h30min – Sindicato, MFP, Pastorais, EFA’s – Pontilhão
3º Momento: Organização Popular   – 14 horas   – Coord.  Dimensão Sociopolítica – Adro Bom Jesus
Encerramento – Missa de Abertura do Jubileu  – 15 horas – Adro Bom Jesus.

Semana de Formação para coordenadores de catequese

Começa a Semana de Formação para coordenadores de catequese


Cerca de 100 catequistas da arquidiocese participam da Semana de Formação para Coordenadores de Catequese em Mariana. A SEFORC teve início na tarde desta segunda-feira, 22, e se estenderá até a próxima sexta-feira, dia 26. Os coordenadores de catequese estão reunidos no Seminário de Filosofia para debater temas como a catequese com crianças, o Plano Arquidiocesano de Catequese, a iniciação cristã de adultos, entre outros.
Os trabalhos foram abertos com a participação do padre José Geraldo de Oliveira falando sobre a importância dos Grupos de Reflexão na Arquidiocese de Mariana. Padre José Geraldo, que também é assessor da Pastoral da Comunicação (Pascom) na arquidiocese mostrou como devem ser os encontros dos grupos, sua formação, objetivo e dinâmica de oração. À noite, os coordenadores participaram da primeira missa do encontro.
Na manhã desta terça-feira, 23, os catequistas discutem sobre o Plano Arquidiocesano de Catequese, a catequese com crianças (Vinde a Mim) e, o assessor arquidiocesano da Dimensão Catequética, padre Paulo Vicente Nobre, reflete o tema “O líder que eu quero ser”. Na sequência dos trabalhos, ao longo da tarde o grupo ainda debate sobre o tema da iniciação cristã e catequese com adultos e a catequese crismal (Preparai o Caminho 3). À noite, em sintonia com a Jornada Mundial da Juventude, rezarão missa na intensão da JMJ.
A SEFORC segue até a sexta-feira com inúmeras atividades e diversos temas que serão debatidos e estudados pelos coordenadores ao longo desses dias. Entre eles, “Liturgia e Catequese”, “Psicologia das idades e “Organização e coordenação de catequese”.

Discurso do Papa no Brasil

Papa Francisco em seu primeiro discurso
 
 

O papa Francisco iniciou o seu discurso, em português, ressaltando que a Providência o quis conduzir na sua primeira viagem internacional, à sua amada América Latina, precisamente ao Brasil “nação que se gloria de seus sólidos laços com a Sé Apostólica e dos profundos sentimentos de fé e amizade que sempre a uniram de modo singular ao Sucessor de Pedro”.
Após, pediu “licença para entrar no coração dos brasileiros, revelando o que veio trazer ao Rio”:
Aprendi que para ter acesso ao Povo Brasileiro, é preciso ingressar pelo portal do seu imenso coração; por isso permitam-me que nesta hora eu possa bater delicadamente a esta porta. Peço licença para entrar e transcorrer esta semana com vocês. Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo! Venho em seu Nome, para alimentar a chama de amor fraterno que arde em cada coração; e desejo que chegue a todos e a cada um a minha saudação: “A paz de Cristo esteja com vocês!”
Após o Papa saudou com deferência a Presidente Dilma Roussef e as autoridades presentes, agradecendo a acolhida e as palavras que externaram a alegria dos brasileiros pela sua presença no Brasil. O Santo Padre dirigiu então uma palavra de afeto aos seus irmãos no Episcopado, “sobre quem pousa a tarefa de guiar o Rebanho de Deus neste imenso País, e às suas amadas Igrejas Particulares. Esta minha visita outra coisa não quer senão continuar a missão pastoral própria do Bispo de Roma de confirmar os seus irmãos na Fé em Cristo, de animá-los a testemunhar as razões da Esperança que d’Ele vem e de incentivá-los a oferecer a todos as inesgotáveis riquezas do seu Amor”.
O Papa observou que a sua presença no Brasil, transcende as fronteiras do país, pois veio para a Jornada Mundial da Juventude: “Vim para encontrar os jovens que vieram de todo o mundo, atraídos pelos braços abertos do Cristo Redentor. Eles querem aconchegar-se no seu abraço para, junto de seu Coração, ouvir de novo o seu potente e claro chamado: ‘Ide e fazei discípulos entre todas as nações’”.
E acrescentou, “Cristo abre espaço para eles, pois sabe que energia alguma pode ser mais potente que aquela que se desprende do coração dos jovens quando conquistados pela experiência da sua amizade. Cristo “bota fé” nos jovens e confia-lhes o futuro de sua própria causa: “Ide, fazei discípulos”. Ide para além das fronteiras do que é humanamente possível e criem um mundo de irmãos. Também os jovens “botam fé” em Cristo. Eles não têm medo de arriscar a única vida que possuem porque sabem que não serão desiludidos”.
O Papa disse ter a consciência de que, ao falar aos jovens, fala também “às suas famílias, às suas comunidades eclesiais e nacionais de origem, às sociedades nas quais estão inseridos, aos homens e às mulheres dos quais, em grande medida, depende o futuro destas novas gerações”. E complementou:
Os pais costumam dizer por aqui: “os filhos são a menina dos nossos olhos”. Que bela expressão da sabedoria brasileira que aplica aos jovens a imagem da pupila dos olhos, janela pela qual entra a luz regalando-nos o milagre da visão! O que vai ser de nós, se não tomarmos conta dos nossos olhos? Como haveremos de seguir em frente? O meu auspício é que, nesta semana, cada um de nós se deixe interpelar por esta desafiadora pergunta”.
O Papa ressaltou que a juventude “é a janela pela qual o futuro entra no mundo” e, por isso, impõe grandes desafios. “A nossa geração – disse Francisco – se demonstrará à altura da promessa contida em cada jovem quando souber abrir-lhe espaço; tutelar as condições materiais e imateriais para o seu pleno desenvolvimento; oferecer a ele fundamentos sólidos, sobre os quais construir a vida; garantir-lhe segurança e educação para que se torne aquilo que ele pode ser; transmitir-lhe valores duradouros pelos quais a vida mereça ser vivida, assegurar-lhe um horizonte transcendente que responda à sede de felicidade autêntica, suscitando nele a criatividade do bem; entregar-lhe a herança de um mundo que corresponda à medida da vida humana; despertar nele as melhores potencialidades para que seja sujeito do próprio amanhã e co-responsável do destino de todos”.
Ao concluir, o Santo Padre pediu a todos a “delicadeza da atenção e, se possível, a necessária empatia para estabelecer um diálogo de amigos. Nesta hora, os braços do Papa se alargam para abraçar a inteira nação brasileira, na sua complexa riqueza humana, cultural e religiosa. Desde a Amazônia até os pampas, dos sertões até o Pantanal, dos vilarejos até as metrópoles, ninguém se sinta excluído do afeto do Papa. Depois de amanhã, se Deus quiser, tenho em mente recordar-lhes todos a Nossa Senhora Aparecida, invocando sua proteção materna sobre seus lares e famílias. Desde já a todos abençôo. Obrigado pelo acolhimento!”.