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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Atenção Noivos

As inscrições para a preparação do matrimônio acontecerá nos dias 06, 07, 08, 09 e 10 de abril de 2015. Pedimos a gentileza de não deixar para última hora. Aproveite a oportunidade do dia 06 a 10 deste mês.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Em mensagem de Páscoa, Papa pede paz para a humanidade

Da redação, com Agência Ecclesia
O Papa Francisco fez neste domingo, 5, no Vaticano, um apelo à paz, em sua mensagem de Páscoa, recordando as vítimas das guerras, do terrorismo e das perseguições religiosas em vários países.
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“Do Senhor ressuscitado imploramos a graça de não cedermos ao orgulho… mas termos a coragem humilde do perdão e da paz”, pediu o Papa Francisco / Foto: Reprodução CTV
“Pedimos paz, antes de tudo, para a Síria e o Iraque, para que cesse o fragor das armas e se restabeleça a boa convivência entre os diferentes grupos que compõem estes amados países”, referiu, numa intervenção proferida antes da bênção ‘urbi et orbi’ [à cidade (de Roma) e ao mundo], na varanda central da Basílica de São Pedro.
Francisco exigiu que a comunidade internacional “não permaneça passiva perante a “imensa tragédia humana” nesses países e “o drama dos numerosos refugiados”.
O Papa reforçou as suas preocupações em relação aos cristãos perseguidos por causa da sua fé, lembrando ainda todos os “que sofrem injustamente as consequências dos conflitos” em curso.
Segundo o Pontífice, o terrorismo não pode ser justificado com motivos religiosos, porque “quem traz dentro de si a força de Deus, o seu amor e a sua justiça, não precisa de usar violência, mas fala e age com a força da verdade, da beleza e do amor” e com “a coragem humilde do perdão e da paz”.
Francisco falou também aos habitantes da Terra Santa; fez votos de que israelitas e palestinos retomem o processo de paz, “a fim de pôr fim a tantos anos de sofrimentos e divisões”.
“Suplicamos paz para a Líbia a fim de que cesse o absurdo derramamento de sangue em curso e toda a bárbara violência”, prosseguiu o Papa, que aludiu ainda à situação no Iémen.
Francisco saudou o acordo de princípio sobre o dossiê nuclear iraniano, alcançado em Lausana, esperando “que seja um passo definitivo para um mundo mais seguro e fraterno.
O documento celebrado entre os representantes do Irã e os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha prevê o fim das sanções econômicas que afetam o país asiático.
A intervenção do Papa pediu ainda a paz para a Ucrânia, a Nigéria, o Sudão do Sul, o Sudão e a República Democrática do Congo, lembrando em particular os jovens mortos na última quinta-feira, 2,  numa Universidade de Garissa, no Quénia.
A mensagem pascal deixou uma oração “por quantos foram raptados, por quem teve de abandonar a própria casa e os seus entes queridos”.
O Papa referiu-se às vítimas da escravatura “por parte de indivíduos e organizações criminosas”, dos traficantes de armas “que lucram com o sangue de homens e de mulheres” e “dos traficantes de droga, muitas vezes aliados com os poderes que deveriam defender a paz e a harmonia”.
“Aos marginalizados, aos presos, aos pobres e aos migrantes que tantas vezes são rejeitados, maltratados e descartados; aos doentes e atribulados; às crianças, especialmente as vítimas de violência; a quantos estão hoje de luto; a todos os homens e mulheres de boa vontade chegue a voz consoladora do Senhor Jesus”, apelou.
Francisco sublinhou que a ressurreição de Jesus mostra aos crentes a humildade como “caminho da vida e da felicidade”.
“A proposta do mundo é impor-se a todo o custo, competir, fazer-se valer, mas os cristãos, pela graça de Cristo morto e ressuscitado, são os rebentos duma outra humanidade, em que se procura viver ao serviço uns dos outros, não ser arrogantes mas disponíveis e respeitadores”, enfatizou.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Semana Santa 2015 - Barão de Cocais




Como os afetos e estímulos podem ajudar o desenvolvimento das crianças

Muitos pais não têm a real noção da importância de como podem contribuir para o desenvolvimento mental, emocional e físico de seus filhos. O afeto tem um papel predominante para que as crianças se sintam confiantes, além dos estímulos físicos, que podem ser oferecidos desde o ventre materno, pois contribuem para o amadurecimento psicomotor.
Entretanto, os pais precisam ter cuidado para que isso não se torne uma neurose e sobrecarregar as crianças com excesso de atividades, visando otimizar o desenvolvimento e obtendo resultados não esperados. Crianças submetidas ao excesso de pressão podem se tornar ansiosas e apresentar dificuldades de aprendizado.
Brincadeiras de rolar as crianças, brincar de “ serra, serra, serrador”, levantar os braços e pernas, fazem parte da interação entre adultos e crianças e permitem o desenvolvimento físico, o qual as prepara para engatinhar, andar e realizar outras atividades que fazem parte do dia a dia delas. Existem exemplos de crianças criadas sem amor num berço, que não andam aos três anos de idade, mas, após a fisioterapia com essas pequenas brincadeiras, retomam o desenvolvimento.
O amor é transmitido por palavras e atos, os toques e os elogios servem como estímulos para as crianças buscarem novas atividades. Uma característica interessante de quando se conta uma história ou faz-se uma brincadeira que elas gostem, é vê-las pedirem que esta se repita várias vezes. Os pais reclamam que as crianças não se cansam, porque estão em processo de aprendizado.
A inteligência também pode ser desenvolvida com atividades, tais como jogos, brincadeiras de roda, música e teatro. Cantigas de roda e de ninar, ou uma simples brincadeira de recortar ou pintar, preparam as crianças para atividades mais maduras.
A simplicidade é importante, as atividades diárias de cuidado com a criança, tais como o banho, a alimentação, o colocar para dormir entre outras, são oportunidades para estimulá-las. Passeios e idas ao cinema ou parquinhos podem ser experiências para se trabalhar a criatividade e o espírito de explorador de ambiente.
Os professores também podem contribuir com o desenvolvimento intelectual, oferecendo um ambiente acolhedor, onde o aprendizado cognitivo, as emoções e a afetividade podem e devem ser trabalhadas, pois algumas crianças iniciam sua vida escolar muito cedo.
Assim como para os pais, os jogos, as cantigas e as brincadeiras também servem como ferramentas para estimular atitudes e comportamentos que serão fundamentais na vida futura das crianças.
Ou seja, não importa a atividade, o importante é que esses momentos sejam acompanhados de estímulos e carinhos.

terça-feira, 24 de março de 2015

As novelas envenenam a saúde da família

As novelas envenenam os valores que a família possui, atingindo a mente até dos cristãos.



Certa vez, um amigo chamado Franz Victor, psicólogo já falecido, disse-me que “as novelas fazem uma pregação sistemática de antivalores”. Embora isso já faça bastante tempo, eu nunca esqueci essa frase. Meu amigo me disse uma grande verdade.

Enquanto a evangelização procura incutir nas pessoas uma vida de acordo com os valores do Evangelho, muitas novelas estragam seus telespectadores, incutindo-lhes antivalores cristãos.

As novelas, em sua maioria, exploram as paixões humanas, muito bem espelhadas nos chamados pecados capitais – soberba, ganância, luxúria, gula, ira, inveja e preguiça–, e faz delas objeto dos seus enredos, estimulando o erro e o pecado, mas de maneira requintada.

Na maioria delas, vemos a exacerbação do sexo, explora-se descaradamente este ponto, desvirtuando o seu sentido e o seu uso. Em muitas cenas, podem ser vistos casais não casados vivendo a vida sexual, muitas vezes, de maneira explícita, acintosa e provocante. E isso no horário em que as crianças e os jovens estão na sala. Aquilo que um casal casado tem direito de viver na sua intimidade, é colocado a público de maneira despudorada, ferindo os bons costumes e os mandamentos de Deus.

Mas tudo isso é apresentado de uma maneira “inteligente”, com uma requintada técnica de imagens, som, música e um forte aparato de belas mulheres e rapazes que prendem a atenção dos telespectadores e os transforma em verdadeiros viciados. Em muitas famílias, já não se faz nada na hora da novela, nem mesmo se dá atenção aos que chegam, aos filhos ou aos pais.

Assim, os valores cristãos vão sendo derrubados um a um: a humildade, o desprendimento, a pureza, a continência, a mansidão, a bondade, o perdão, entre outros, vão sendo jogados por terra, mas de maneira homeopática; de forma que, aos poucos, lentamente, para não chocar, os valores morais vão sendo suprimidos. Faz-se apologia ao sexo a qualquer instante e sem compromisso familiar ou conjugal; aprova-se e estimula-se a prática homossexual como se fosse algo natural e legítimo, quando o Catecismo da Igreja Católica (CIC) chama a prática homossexual de “depravação grave” (CIC §2357).

O roteiro e o enredo dos dramas das novelas são cuidadosamente escolhidos de modo a enfocar os assuntos mais ligados às pessoas e às famílias, mas, infelizmente, a solução dos problemas é apresentada de maneira nada cristã. O adultério é, muitas vezes, incentivado de maneira sofisticada e disfarçada, buscando-se quase sempre “justificar” um triângulo amoroso ou uma traição.

O telespectador é quase sempre envolvido por uma trama em que um terceiro surge na vida de um homem ou de uma mulher casados, que já estão em conflito com seus cônjuges. A cena é formada de modo que o telespectador seja levado a desejar que o adultério se consuma por causa da “maldade” do cônjuge traído.

Assim, a novela vai envolvendo e “fazendo a cabeça” dos cristãos. A consequência disso é que elas passaram a ser a grande formadora dos valores e da mentalidade da maioria das pessoas, de modo que os comportamentos – antes considerados absurdos, agora já não o são, porque as novelas tornaram o pecado “palatável”. O erro vai se transformando em algo comum e perdendo a sua conotação de pecado.

Por outro lado, percebe-se que a novela tira o povo da realidade de sua vida difícil, fazendo-o sonhar diante da telinha. Nela, ele é levado a realizar o sonho que na vida real jamais terá condições de realizar: grandes viagens aéreas para lugares paradisíacos, casas superluxuosas com todo requinte de comidas, bebidas, carros, jóias, vestidos, luxo de toda sorte; fazendas belíssimas onde mulheres e rapazes belíssimos têm disputas entre si.

E esses modelos de vida recheados de falsos valores são incutidos na cabeça das pessoas. A consequência trágica disso é que a imoralidade prevalece na sociedade; a família é destruída pelos divórcios, traições e adultérios; muitos filhos são abandonados pelos pais, carregando uma carência que pode desembocar na tristeza, na depressão, na bebida e até nas coisas piores. A banalização do sexo vai produzindo uma geração de mães e pais solteiros que mal assumem os filhos. É a destruição da família.

O melhor que se pode fazer é proibir os filhos de acompanhar essas novelas. Contudo, os pais precisam ser inteligentes e saber substituí-las por outras atividades atraentes. Não basta suprimir a novela, é preciso colocar algo melhor em seu lugar. Essa é uma missão urgente para os pais.

Prof Felipe Aquino.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Sua Assinatura vai virar Lei

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A Secretaria Executiva da Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas conclama a sua rede de Entidades e a sociedade em geral para participarem da “Semana de Mobilização Pela Reforma Política Democrática” que acontecerá de 20 a 29 de março de 2015.

O processo de luta pela aprovação da Reforma Política Democrática foi acelerado com a decisão da Câmara dos Deputados de criar e instalar imediatamente a Comissão Especial para discutir a PEC nº 344/2013 e nº 352/2013, o que representa uma verdadeira contrarreforma política. Assim, temos que intensificar as ações de coleta das assinaturas e enviá-las, semanalmente, até que se atinja um milhão e meio.

Para marcar a semana, foram feitas as seguintes propostas:

Ato de Abertura da Semana de Mobilização

a) Realizar o ato de abertura, de preferência na sexta-feira, dia 20/03/2015. Sugere-se um abraço na Câmara Municipal; e nas capitais além do Legislativo local, realizar um abraço na Assembleia Legislativa. Em Brasília a Coalizão realizará o abraço no Congresso Nacional.
b) Organizar coleta de assinaturas durante a realização do ato.

Durante a semana:
a) Atos de mobilização nas capitais e nas cidades onde for possível realizar;
b) Elaboração e divulgação de manifestos, dos diversos segmentos da sociedade, em apoio ao Projeto de Iniciativa Popular.
c) Reuniões nos estados entre as lideranças da Coalizão, com vereadores (as), deputados (as) estaduais, deputados (as) federais e senadores (as), com os objetivos de apresentar o Projeto e solicitar o apoio por escrito, por meio do modelo do termo de compromisso de Voto no Projeto de Lei 6316/2013.
d) Divulgar pontos fixos e móveis de coleta de assinaturas nas universidades, escolas, igrejas, movimentos sociais, clubes esportivos, rodoviárias, entidades sociais e associações, entre outros espaços.
e) Promover reuniões, debates, estudos e seminários com representações estaduais e municipais das entidades que compõe a Coalizão e outras que possam vir a aderir à proposta, a partir dos vídeos e cartilhas sobre a Reforma Política, que podem ser baixados da páginareformapoliticademocratica.org.br
f) Organizar atividades públicas e iniciativas nas redes sociais de mobilização como caminhadas, romarias, passeatas, cartazes, circulação de “memes”, “twitaço”, manifestações massivas para divulgar a proposta de iniciativa popular da Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas.
g) Enviar a agenda das ações da Semana de Mobilização para a Secretaria Executiva da Coalizão – coalizao2013@gmail.com ou secretaria@reformapoliticademocratica.org.br

Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas

Secretaria da Coalizão – SAS Quadra 05, Lote 02, Bloco N, Edifício OAB, 1º andar – Brasília/DF, CEP: 70070-913 Telefone: (61)2193-9750 | (61) 2193 9725 – E-mail:secretaria@reformapoliticademocratica.org.br, coalizao2013@gmail.com

Site: www.reformapoliticademocratica.org.br

Ato de Encerramento da Semana de Mobilização:
a) Sugere-se organizar uma reunião ou audiência pública para balanço das ações realizadas, bem como a divulgação do número de assinaturas coletas.
b) Publicação dos nomes dos parlamentares que decidiram apoiar o Projeto da Coalizão. É importante enviar os termos de Compromissos assinados pelos parlamentares para a Secretaria da Coalizão.
c) Enviar as assinaturas coletadas para a Secretaria Nacional da Coalizão.

A Secretaria Executiva da Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas também solicita que as representações estaduais, do DF e municipais se reúnam para planejar e realizar a Semana de Mobilização e divulguem a agenda construída, enviando as informações para a Secretaria Nacional da Coalizão e por meio das Redes Sociais.

Abaixo seguem:

1 – Formulário de Coleta de Assinaturas

2 -Carta Compromisso Senadores

3 – Carta Compromisso Deputados

Executiva da Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas

OAB (Ordem dos Advogados do Brasil)

CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil)

Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura)

CTB Nacional (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

CUT Brasil (Central Única dos Trabalhadores)

MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral)

Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político

UNE (União Nacional dos Estudantes

quinta-feira, 12 de março de 2015

AVISOS


*No dia 16, segunda-feira, Mutirão de Confissões.
Horário de: 17h ás 20h
Os Padres estarão atendendo confissões nos seguintes locais:
Igreja Nossa Senhora do Rosário (Viúva)
Igreja Nossa Senhora Perpétuo Socorro (Leão XIII)
Santuário São João Batista
*E no Dia 17, terça-feira ás 19h:
Igreja Matriz de São José, Igreja São Judas Tadeu e Igreja do Rosário em Cocais.

Reuniões desta Semana no Salão Paroquial ás 19h30:

*Dia 17 – Terça-feira: Ministros da Comunhão Eucarística e Agentes da Pastoral do Batismo.

*Dia 20 - sexta-feira: reunião com o Conselho Paroquial de Pastoral. Convidamos todos os coordenadores e vice coordenadores de Pastorais, Movimentos e Comunidades para participarem.

*A Pastoral da Juventude convida a todos para participarem da via sacra encenada, os ensaios estão acontecendo aos sábados á 19h e domingos ás 09h no Salão Paroquial.

*Os formulários de Coleta de Assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular da Reforma Política já estão disponíveis no Escritório Paroquial. O Brasil precisa recolher 1 milhão e meio de Assinaturas. Documento necessário é o título eleitoral.

terça-feira, 3 de março de 2015

O verdadeiro jejum vem do coração, diz Papa na Quaresma


Francisco fala sobre o verdadeiro jejum, que é um compromisso também para com o outro, não só com Deus / Foto: L’Osservatore Romano
Os cristãos, especialmente na Quaresma, são chamados a viver coerentemente o amor a Deus e ao próximo. Essa foi uma das passagens-chave da homilia do Papa Francisco da sexta-feira, 20/02, na Casa Santa Marta. O Santo Padre destacou que o verdadeiro jejum vem do coração, além de alertar sobre a atitude de ajudar a Igreja e, pelas costas, ser injusto com o próximo.
O Papa se inspirou na Primeira Leitura extraída do Livro de Isaías, em que o povo se lamenta a Deus por não ouvir seus jejuns. Francisco destacou que é preciso distinguir entre o “formal” e o “real”, pois, para Deus, não é jejum deixar de comer carne e depois brigar e explorar os trabalhadores. Jesus condenou os fariseus, porque faziam tantas observações exteriores, mas sem a verdade do coração.
O jejum que Jesus quer, segundo o Papa, é aquele que dissolve as cadeias injustas, liberta os oprimidos, veste os nus e faz justiça. Isso porque o verdadeiro jejum vem do coração, não é somente externo. “O amor a Deus e o amor ao próximo são uma unidade, e se você quer fazer penitência, real e não formal, deves fazê-la diante de Deus e também com o seu irmão, com o próximo”.

Fé sem obras é fé morta
O Santo Padre também recordou que a pessoa pode até ter fé, mas, como diz o apóstolo Tiago, se não faz obras é uma fé morta. Assim, se alguém vai à Missa todos os domingos e comunga, pode-se perguntar como é sua relação, por exemplo, com os funcionários: se os paga de maneira irregular, com um salário justo e assistência de saúde.
“Quantos homens e mulheres têm fé, mas dividem as tábuas da lei: ‘Sim, eu faço isso’. ‘Mas você dá esmolas?’. ‘Sim, sim, sempre mando um cheque para a Igreja’. ‘Ah, então tá. Mas, na sua Igreja, na sua casa, com quem depende de você (filhos, avós, funcionários), você é generoso, é justo?’. Não se pode fazer ofertas à Igreja e pelas costas ser injusto com seus funcionários. Este é um pecado gravíssimo: usar Deus para cobrir a injustiça”.
Francisco citou ainda o que diz o profeta Isaías: “Não é um bom cristão quem não faz justiça com as pessoas que dependem dele”. E não é um bom cristão aquele que não se despoja de algo necessário para dar ao próximo, que precisa.
O caminho da Quaresma é duplo: a Deus e ao próximo, lembrou o Papa; é um caminho real, não simplesmente formal. “Não é somente deixar de comer carne sexta-feira, fazer alguma coisinha e, depois, deixar aumentar o egoísmo, a exploração do próximo, a ignorância dos pobres”.
Alguns – contou o Papa –, quando precisam se curar, vão ao hospital, e por ter um plano de saúde, obtém a consulta rápido. “É uma coisa boa – comentou Francisco – agradeça ao Senhor. Mas, diga-me, você pensou naqueles que não têm esta facilidade e quando vão ao hospital devem esperar 6, 7, 8 horas para uma coisa urgente?”.
Abraçar quem errou
O Santo Padre mencionou, por fim, a necessidade de aproveitar o tempo quaresmal para se aproximar daqueles que ainda não seguem os mandamentos, que erraram e até mesmo dos que estão presos.
“’Como será a sua Quaresma?’, pergunta Francisco. ‘Graças a Deus tenho uma família que cumpre os mandamentos, não temos problemas’. Mas, nesta Quaresma – pergunta o Papa –, em seu coração existe ainda lugar para quem não cumpriu os mandamentos? Que cometeram erros e estão encarcerados?”.
Se uma pessoa não está encarcerada, é porque Deus a ajudou a não cair, disse o Papa, por isso ela precisa dar lugar no seu coração aos presos, rezar por eles.
“Em seu coração, os presos têm um lugar? Você reza por eles, para que o Senhor lhes ajude a mudar de vida? Acompanha, Senhor, o nosso caminho quaresmal, para que a observância exterior corresponda a uma profunda renovação espiritual. Assim rezamos. Que o Senhor nos dê essa graça”.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Como fazer uma boa confissão?

Cada vez mais e mais pessoas têm buscado a cura da alma, fiéis têm também encurtado o tempo de uma confissão para outra. Mas é preciso ficar atento, pois não basta confessar várias vezes, é preciso confessar-se bem. Mas como fazer isso?


Bom, confessar-se é dizer a verdade, relatar algo que foi feito; confessar significa assumir tal ato. No caso da confissão sacramental, significa dizer os pecados, os erros cometidos contra os mandamentos de Deus.

Podemos dizer que são necessários quatro passos. No primeiro, a pessoa deve se colocar em oração, pedir a Deus a graça de uma sincera contrição; no segundo, fazer um bom exame de consciência ao rezar, lembrar como foi a caminhada da última confissão até o presente; depois, buscar o sacerdote e confessar. Por fim, após a confissão, cumprir a penitência.

Então, o primeiro passo é rezar, orar a Deus pedindo um coração arrependido do mal realizado, pois nem sempre este se arrepende; muitas vezes, a consciência está laxa, ou seja, até sabe que errou, mas não veio o arrependimento. A oração será esse pedido a Deus para que se convença do mal e se arrependa.

Segundo passo: importante fazer um bom exame de consciência, ou seja, fazer um balanço desde a última confissão sobre os males cometidos. Nesse momento, vale dizer que pecado confessado é pecado perdoado. Se um pecado foi confessado e não mais cometido, não se confessa novamente. Outra dica interessante: se você tem dificuldades, medo ou vergonha de se confessar, faça o seguinte: anote seus pecados. Isso ajudará muito você e o sacerdote.

O terceiro passo: buscar um sacerdote católico, um padre ligado à Igreja Católica Apostólica Romana, pois ele recebeu o múnus, o serviço de celebrar este sacramento pela autoridade do bispo que o ordenou e do bispo local. É em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Igreja que o padre perdoa os pecados.

Não se preocupe: “O que o padre vai pensar de mim?” ou “O padre é pecador como eu!”. O padre não vai ficar pensado nisso. Imagine! Se assim fosse, não iria conseguir viver só pensando nos males do ser humano. Ele recebe a graça de acolher, ouvir, dar uma direção. Pela imposição das mãos dos apóstolos, pela graça da sucessão apostólica, os sacerdotes são colaboradores dos bispos, dos primeiros apóstolos que deram este poder para os outros apóstolos até chegar aos de hoje. Por que confessamos? Porque acreditamos no perdão e na autoridade de perdoar pecados concedida por Jesus Cristo aos apóstolos (Jo 20,22-23). O padre é pecador, mas é um escolhido; e independente de sua santidade, quando ele ministra e perdoa os pecados, a pessoa está perdoada.

O quarto passo: depois de confessar, o padre dá alguma orientação. Pode ser que ele peça para o fiel rezar o ato de contrição; depois, dá a penitência. Sobre o ato de contrição, existem fórmulas longas, outras curtas e também pode ser rezado espontaneamente. O padre, normalmente, dá alguma penitência para que o fiel repare o mal; pode ser uma oração, um gesto para que se retome à santidade perdida pelo pecado. E se o padre não deu penitência? Acalme-se! A confissão é válida. Faça uma oração e tenha atitudes de um cristão, ou seja, retome a vivência dos mandamentos, viva a vida perguntando-se como Jesus faria se estivesse no seu lugar.

A confissão é uma bênção, por isso não a banalize, não a trate de qualquer forma. Examine a sua consciência, confesse-se e proponha-se a não mais pecar. Seja firme com você mesmo e tenha atenção às brechas que você deixa para o inimigo. Quando se deixa de rezar e vigiar, qualquer um se torna presa fácil.

Reze sua oração pessoal, vá à Missa, tenha devoções e reze o terço. Vigie. Esse ambiente é legal? Esse programa convém? Por fim, como foi dito acima, lembre-se de que não basta se confessar várias vezes, é preciso confessar-se e romper com o pecado. Com a graça de Deus, siga em frente e tenha a santidade como meta.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Quaresma

Quaresma é o tempo propício de escuta da Palavra de Deus,
de conversão e de reconciliação com os irmãos e com Deus.

Vivendo a Quaresma

Durante esse tempo especial de purificação e santificação, contamos com diversos meios propostos pela Igreja que nos ajudam a viver a dinâmica quaresmal.

Antes de tudo, a vida de oração é condição indispensável para o encontro com Deus. Na oração, quando o cristão inicia um diálogo íntimo com o Senhor, a graça divina penetra em seu coração e, a semelhança da Virgem Maria, se abra à ação do Espírito cooperando com ela com sua resposta livre e generosa (cf.Lc 1,38).

Como também devemos intensificar a escuta e a meditação atenta à Palavra de Deus, a assistência frequente ao sacramento da reconciliação e a Eucaristia, e mesmo a prática do jejum, segundo as possibilidades de cada um.

A mortificação e a renúncia nas circunstâncias ordinárias de nossa vida também constituem um meio concreto para viver o espírito de Quaresma. Não se trata tanto de criar ocasiões extraordinárias, mas de saber oferecer aquelas circunstâncias cotidianas que nos são incômodas, de aceitar com alegria os diferentes contratempos que nos são apresentados no dia a dia. Da mesma maneira, o saber renunciar a certas coisas nos ajuda a viver o desapego e o desprendimento. Dentre as diversas práticas quaresmais que a Igreja nos propõe, a vivência da caridade ocupa um lugar especial. Assim nos recorda São Leão Magno: "Estes dias de Quaresma nos convidam de maneira apremiante ao exercício da caridade; se desejamos chegar à Páscoa santificados em nosso ser, devemos por um interesse especialíssimo na aquisição desta virtude, que contém em si as demais e cobre multidão de pecados".

Esta vivência da caridade deve ser vivida de maneira especial com aqueles a quem temos mais próximos, no ambiente concreto em que nos movemos. Assim, vamos construindo no outro "o bem mais precioso e efetivo, que é o da coerência com a própria vocação cristã" (João Paulo II)
Como viver a Quaresma

1. Arrepender-se dos pecados e confessar-se

Pensar em que ofendi a Deus, Nosso Senhor, se me dói tê-Lo ofendido, se estou realmente arrependido. Este é um bom momento do ano para realizar uma confissão preparada e de coração. Revise os mandamentos de Deus e da Igreja para poder fazer uma boa confissão. Sirva-se de um livro para estruturar sua confissão. Busque tempo para realizá-la.

2. Lutar para mudar:

Analise sua conduta para conhecer em que está falhando. Faça propósitos para cumprir dia a dia e revise à noite se os alcançou. Lembre-se de não colocar muitos propósitos porque será muito difícil cumpri-los todos. Deve-se subir as escadas degrau por degrau, não se pode subi-la de uma só vez. Conheça qual é o seu defeito dominante e faça um plano para lutar contra ele. Seu plano deve ser realista, prático e concreto para poder cumpri-lo.

3. Fazer sacrifícios:

A palavra "sacrifício" vem do latim sacrum-facere e significa "fazer sagrado". Então, fazer um sacrifício é fazer alguma coisa sagrada, quer dizer, oferecê-la por amor a Deus, por amá-Lo, coisas que dão trabalho. Por exemplo, ser amável com um vizinho com quem você não simpatiza ou ajudar alguém em seu trabalho. A cada um de nós há algo que nos custa fazer na vida todos os dias. Se oferecemos isso a Deus por amor, estamo fazendo um sacrifício.

4. Oração:

Aproveite estes dias para rezar, para conversar com Deus, para dizer que O ama e que quer estar com Ele. Pode ser útil um bom livro de meditação para Quaresma. Você pode ler na Bíblia passagens relacionadas com esse período.
Jejum e abstinência


O jejum consiste em fazer uma só refeição completa ao dia. A abstinênica consiste em não comer carne. A Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa são dias de abstinência e jejum, que é obrigatória a partir dos quatorze anos e o jejum dos dezoito aos cinquenta e nove anos de idade.

O objetivo dessas práticas cristãs é fazer com que todo nosso ser (alma e corpo) participe de um ato por meio do qual reconheça a necessidade de fazer obras com as quais reparemos o dano causado com nossos pecados e para o bem da Igreja.

O jejum e a abstinênica podem ser trocados por outro sacrifício, dependendo do que ditem as Conferências Episcopais de cada país, pois elas têm autoridade para determinar as diversas formas de penitências cristãs.

Por que o jejum?

É necessário dar uma profunda resposta a esta pergunta, para que fique clara a relação entre o jejum e a conversão, isto é, a transformação espiritual que aproxima o homem de Deus.

O abster-se de comida e bebida tem com como fim introduzir na existência do homem não somente o equilíbrio necessário, mas também o desprendimento do que se poderia definir como "atitude consumística".Tendo em vista que o consumismo é uma das características mais marcantes da civilização ocidental. O homem, cada vez mais voltado para os bens materiais, muito frequentemente abusa deles. Essa civilização consumista faz uso dos bens materiais não somente para que estes lhe sirvam para o desenvolvimento de atividades criativas e úteis, mas cada vez mais para satisfazer-lhes os sentidos, a excitação que deriva deles, o prazer, uma multiplicação de sensações cada vez mais intensas.

O homem de hoje precisa abster-se de muitos meios de consumo, de estímulos, de satisfação dos sentidos para voltar a ser como Deus o criou. Jejuar significa abster-se de algo. O homem cresce e adquire autodomínio ao dizer a si mesmo: "Não".

Não é uma renúncia simplesmente; o objetivo dessa prática é o desenvolvimento mais equilibrado de si mesmo para a vivência mais aprofundada dos valores superiores e a conquista do autocontrole.

Exame de consciência

Precisamente por sermos pecadores, ficamos cegos diante de nossos pecados. Satanás quer nos fazer ver que não há mal no que fazemos. Então o coração se endurece, torna-se insensível às exigências do amor. Por isso é tão importante a conversão do coração.

"Por isso, como diz o Espírito Santo: "Se escutardes hoje MINHA voz, não endureceis o coração... Atenção irmãos! Que nenhum de vós tenhais um coração mau e incrédulo [...]" (Hb 3).

Deus é um Pai amoroso que nos faz ver o pecado para nos dar a graça do arrependimento e nos perdoar. Porque nos quer livres. No entanto, o demônio não quer que vejamos nosso pecado. Mas se procurarmos o caminho de Deus, o maligno tratará de nos acusar com nossos pecados para que desanimemos e voltemos atrás. Podemos discernir então a diferença. Deus mostra o pecado para libertar e perdoar; o demônio o esconde, mas quando o mostra é para que nos desesperemos e nos distanciemos de Senhor. Devemos rejeitar energicamente estes pensamentos e ir à confissão com toda confiança no perdão de Deus Pai. Deus SEMPRE nos perdoa quando há arrependimento.

É muito proveitoso fazer exame de consciência diário e também, com toda humildade, nos abrir a que pessoas próximas de nós nos corrijam. "Se examinássemos a nós mesmos, não seríamos condenados" (I Cor. 11, 31)

O exame se faz diante de Deus, escutando Sua voz na consciência.
Preparação para a confissão
Preparação remota: Educamo-nos na fé pelo estudo da Palavra de Deus, do Catecismo e demais obras e documentos da Igreja, assim como com a leitura e a imitação da vida dos santos, a vivência dos sacramentos, a participação na Santa Missa e o seguimento aos ensinamentos de Cristo.
Preparação imediata: Fazer o exame de consciência antes da confissão. Ir a um lugar tranquilo, preferivelmente diante do sacrário, para orar. Só Deus pode iluminar nossa realidade e nos dar os meios para responder à graça.

Contemplamos a vida de Jesus e Seu amor manifesto na cruz. "Contemplai ao que transpassaram" (cf. Jo 19,37). Como tenho respondido a tanto amor e a tantas graças? Examinamos nossa vida diante da lei de Deus. Por isso ajuda fazer um exame escrito que nos recorde o que esquecemos. Recordamos que não se trata de sugestões, Deus nos deu MANDAMENTOS. Quebrá-los é quebrar nossa aliança com Deus e cair em pecado.

Não se trata tão somente de enumerar pecados, mas sim de descobrir a atitude do coração e com dor por nossos pecados, FAZER O FIRME PROPÓSITO DE NÃO VOLTAR A COMETÊ-LOS.

Sempre há áreas nas quais somos mais fracos e requerem atenção especial, mas se compreendermos que Cristo - não a cultura - é o exemplo que debvemos seguir –, veremos que em tudo temos muito o que crescer.

A confissão só pode ser feita diante de um sacerdote.

Exame de conciência com base nas três rupturas

Examine-se - ajudado por estas perguntas - quais pecados você cometeu desde sua última confissão? Trate de não ficar no exterior, mas sim nas atitudes do coração e as omissões.

Ruptura com Deus: Amo verdadeiramente a Deus com todo meu coração ou vivo mais apegado às coisas materiais? Preocupei-me por renovar minha fé cristã com a ajuda da oração, da participação ativa e atenta da Santa Missa dominical, a leitura da Palavra de Deus, etc.? Guardo os domingos e dias de festa da Igreja? Cumpri com o preceito anual da confissão e a comunhão pascal? Tenho uma relação de confiança e amizade com Deus, ou cumpro somente com ritos externos? Professei sempre, com vigor e sem temores, minha fé em Deus? manifestei minha condição de cristão na vida pública e privada? Ofereço ao Senhor meus trabalhos e alegrias? Recorro a Ele constantemente, ou só O busco quando necessito d'Ele? Tenho reverência e amor para o nome de Deus ou O ofendo com blasfêmias, falsos juramentos ou usando Seu santo nome em vão?
Ruptura comigo mesmo: Sou soberbo e vaidoso? Considero-me superior a outros? Procuro aparentar algo que não sou para ser valorizado pelos outros? Aceito a mim mesmo ou vivo na mentira e no engano? Sou escravo de meus complexos? Que uso tenho feito do tempo e dos talentos que Deus me deu? Eu me esforço por superar os vícios e inclinações más como a preguiça, a avareza, a gula, a bebida, a droga? Caí na luxúria com palavras e pensamentos impuros, com desejos ou ações impuras? Realizei leituras ou assisti a espetáculos que reduzem a sexualidade a um mero objeto de prazer? Caí na masturbação ou a fornicação? Cometi adultério? Recorri a métodos artificiais para o controle da natalidade?
Ruptura com os irmãos e com a criação: Amo de coração o meu próximo como a mim mesmo e como o Senhor Jesus me pede que O ame? Em minha família colaboro em criar um clima de reconciliação com paciência e espírito de serviço? Tenho sido um filho obediente a meus pais, prestando-lhes respeito e ajuda em todo momento? Preocupo-se em educar na vida cristã meus filhos e de respirá-los em seu compromisso de vida com o Senhor Jesus? Abusei de meus irmãos mais fracos e indefesos, usando-os para meus interesses? Insultei meu próximo? Escandalizei-o gravemente com palavras ou com ações? Se me ofenderam, sei perdoar, ou guardo rancor e desejo de vingança? Compartilho meus bens e meu tempo com os mais pobres, ou sou egoísta e indiferente à dor de outros? Participo das obras de evangelização e promoção humana da Igreja? Eu me preocupo pelo bem e a prosperidade da comunidade humana em que vivo ou passo a vida preocupado tão somente comigo mesmo? Tenho cumprido com meus deveres cívicos? Pago meus tributos? Sou invejoso? Sou fofoqueiro e enganador? Difamei ou caluniei alguém? Violei segredos? Fiz julgamentos temerários sobre outros? Sou mentiroso? Causei algum dano físico ou moral a outros? Inimizei-me com ódios, ofensas ou brigas com meu próximo? Tenho sido violento? Procurei ou induzi alguém ao aborto? Tenho sido honesto em meu trabalho? Usei corretamente a criação ou abusei dela com fins egoístas? Roubei? Sou justo na relação com meus subordinados tratando-os como eu gostaria de ser tratado por eles? Participei do negócio ou consumo de drogas? Caí na fraude ou estelionato? Recebi dinheiro ilícito?

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Avisos

·       Reuniões desta semana no Salão Paroquial:

Dia 03 – Terça-feira – 17h – Pastoral Carcerária;
Dia 04 – Quarta-feira – 15h – Pastoral da Criança;
Dia 05 – Quinta-feira – 19h30 - Pastoral da Promoção Humana;

·       No próximo domingo, dia 08 de março, a partir das 08hs no Salão Paroquial, teremos 2º Encontro de Formação para os Catequistas.
Favor confirmar sua presença na Secretaria Paroquial.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2015

brasão do Papa FranciscoMENSAGEM
Boletim da Santa Sé
“Fortalecei os vossos corações” (Tg 5, 8)
Amados irmãos e irmãs,

Tempo de renovação para a Igreja, para as comunidades e para cada um dos fiéis, a Quaresma é sobretudo um «tempo favorável» de graça (cf. 2 Cor 6, 2). Deus nada nos pede, que antes não no-lo tenha dado: «Nós amamos, porque Ele nos amou primeiro» (1 Jo 4, 19). Ele não nos olha com indiferença; pelo contrário, tem a peito cada um de nós, conhece-nos pelo nome, cuida de nós e vai à nossa procura, quando O deixamos. Interessa-Se por cada um de nós; o seu amor impede-Lhe de ficar indiferente perante aquilo que nos acontece. Coisa diversa se passa connosco! Quando estamos bem e comodamente instalados, esquecemo-nos certamente dos outros (isto, Deus Pai nunca o faz!), não nos interessam os seus problemas, nem as tribulações e injustiças que sofrem; e, assim, o nosso coração cai na indiferença: encontrando-me relativamente bem e confortável, esqueço-me dos que não estão bem! Hoje, esta atitude egoísta de indiferença atingiu uma dimensão mundial tal que podemos falar de uma globalização da indiferença. Trata-se de um mal-estar que temos obrigação, como cristãos, de enfrentar.

Quando o povo de Deus se converte ao seu amor, encontra resposta para as questões que a história continuamente nos coloca. E um dos desafios mais urgentes, sobre o qual me quero deter nesta Mensagem, é o da globalização da indiferença.

Dado que a indiferença para com o próximo e para com Deus é uma tentação real também para nós, cristãos, temos necessidade de ouvir, em cada Quaresma, o brado dos profetas que levantam a voz para nos despertar.

A Deus não Lhe é indiferente o mundo, mas ama-o até ao ponto de entregar o seu Filho pela salvação de todo o homem. Na encarnação, na vida terrena, na morte e ressurreição do Filho de Deus, abre-se definitivamente a porta entre Deus e o homem, entre o Céu e a terra. E a Igreja é como a mão que mantém aberta esta porta, por meio da proclamação da Palavra, da celebração dos Sacramentos, do testemunho da fé que se torna eficaz pelo amor (cf. Gl 5, 6). O mundo, porém, tende a fechar-se em si mesmo e a fechar a referida porta através da qual Deus entra no mundo e o mundo n’Ele. Sendo assim, a mão, que é a Igreja, não deve jamais surpreender-se, se se vir rejeitada, esmagada e ferida.

Por isso, o povo de Deus tem necessidade de renovação, para não cair na indiferença nem se fechar em si mesmo. Tendo em vista esta renovação, gostaria de vos propor três textos para a vossa meditação.

1. «Se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros» (1 Cor 12, 26): A Igreja.

Com o seu ensinamento e sobretudo com o seu testemunho, a Igreja oferece-nos o amor de Deus, que rompe esta reclusão mortal em nós mesmos que é a indiferença. Mas, só se pode testemunhar algo que antes experimentámos. O cristão é aquele que permite a Deus revesti-lo da sua bondade e misericórdia, revesti-lo de Cristo para se tornar, como Ele, servo de Deus e dos homens. Bem no-lo recorda a liturgia de Quinta-feira Santa com o rito do lava-pés. Pedro não queria que Jesus lhe lavasse os pés, mas depois compreendeu que Jesus não pretendia apenas exemplificar como devemos lavar os pés uns aos outros; este serviço, só o pode fazer quem, primeiro, se deixou lavar os pés por Cristo. Só essa pessoa «tem a haver com Ele» (cf. Jo 13, 8), podendo assim servir o homem.

A Quaresma é um tempo propício para nos deixarmos servir por Cristo e, deste modo, tornarmo-nos como Ele. Verifica-se isto quando ouvimos a Palavra de Deus e recebemos os sacramentos, nomeadamente a Eucaristia. Nesta, tornamo-nos naquilo que recebemos: o corpo de Cristo. Neste corpo, não encontra lugar a tal indiferença que, com tanta frequência, parece apoderar-se dos nossos corações; porque, quem é de Cristo, pertence a um único corpo e, n’Ele, um não olha com indiferença o outro. «Assim, se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros; se um membro é honrado, todos os membros participam da sua alegria» (1 Cor 12, 26).

A Igreja é communio sanctorum, não só porque, nela, tomam parte os Santos mas também porque é comunhão de coisas santas: o amor de Deus, que nos foi revelado em Cristo, e todos os seus dons; e, entre estes, há que incluir também a resposta de quantos se deixam alcançar por tal amor. Nesta comunhão dos Santos e nesta participação nas coisas santas, aquilo que cada um possui, não o reserva só para si, mas tudo é para todos. E, dado que estamos interligados em Deus, podemos fazer algo mesmo pelos que estão longe, por aqueles que não poderíamos jamais, com as nossas simples forças, alcançar: rezamos com eles e por eles a Deus, para que todos nos abramos à sua obra de salvação.

2. «Onde está o teu irmão?» (Gn 4, 9): As paróquias e as comunidades

Tudo o que se disse a propósito da Igreja universal é necessário agora traduzi-lo na vida das paróquias e comunidades. Nestas realidades eclesiais, consegue-se porventura experimentar que fazemos parte de um único corpo? Um corpo que, simultaneamente, recebe e partilha aquilo que Deus nos quer dar? Um corpo que conhece e cuida dos seus membros mais frágeis, pobres e pequeninos? Ou refugiamo-nos num amor universal pronto a comprometer-se lá longe no mundo, mas que esquece o Lázaro sentado à sua porta fechada (cf. Lc 16, 19-31)?

Para receber e fazer frutificar plenamente aquilo que Deus nos dá, deve-se ultrapassar as fronteiras da Igreja visível em duas direcções.

Em primeiro lugar, unindo-nos à Igreja do Céu na oração. Quando a Igreja terrena reza, instaura-se reciprocamente uma comunhão de serviços e bens que chega até à presença de Deus. Juntamente com os Santos, que encontraram a sua plenitude em Deus, fazemos parte daquela comunhão onde a indiferença é vencida pelo amor. A Igreja do Céu não é triunfante, porque deixou para trás as tribulações do mundo e usufrui sozinha do gozo eterno; antes pelo contrário, pois aos Santos é concedido já contemplar e rejubilar com o facto de terem vencido definitivamente a indiferença, a dureza de coração e o ódio, graças à morte e ressurreição de Jesus. E, enquanto esta vitória do amor não impregnar todo o mundo, os Santos caminham connosco, que ainda somos peregrinos. Convicta de que a alegria no Céu pela vitória do amor crucificado não é plena enquanto houver, na terra, um só homem que sofra e gema, escrevia Santa Teresa de Lisieux, doutora da Igreja: «Muito espero não ficar inactiva no Céu; o meu desejo é continuar a trabalhar pela Igreja e pelas almas» (Carta 254, de 14 de Julho de 1897).

Também nós participamos dos méritos e da alegria dos Santos e eles tomam parte na nossa luta e no nosso desejo de paz e reconciliação. Para nós, a sua alegria pela vitória de Cristo ressuscitado é origem de força para superar tantas formas de indiferença e dureza de coração.

Em segundo lugar, cada comunidade cristã é chamada a atravessar o limiar que a põe em relação com a sociedade circundante, com os pobres e com os incrédulos. A Igreja é, por sua natureza, missionária, não fechada em si mesma, mas enviada a todos os homens.

Esta missão é o paciente testemunho d’Aquele que quer conduzir ao Pai toda a realidade e todo o homem. A missão é aquilo que o amor não pode calar. A Igreja segue Jesus Cristo pela estrada que a conduz a cada homem, até aos confins da terra (cf. Act 1, 8). Assim podemos ver, no nosso próximo, o irmão e a irmã pelos quais Cristo morreu e ressuscitou. Tudo aquilo que recebemos, recebemo-lo também para eles. E, vice-versa, tudo o que estes irmãos possuem é um dom para a Igreja e para a humanidade inteira.

Amados irmãos e irmãs, como desejo que os lugares onde a Igreja se manifesta, particularmente as nossas paróquias e as nossas comunidades, se tornem ilhas de misericórdia no meio do mar da indiferença!

3. «Fortalecei os vossos corações» (Tg 5, 8): Cada um dos fiéis

Também como indivíduos temos a tentação da indiferença. Estamos saturados de notícias e imagens impressionantes que nos relatam o sofrimento humano, sentindo ao mesmo tempo toda a nossa incapacidade de intervir. Que fazer para não nos deixarmos absorver por esta espiral de terror e impotência?

Em primeiro lugar, podemos rezar na comunhão da Igreja terrena e celeste. Não subestimemos a força da oração de muitos! A iniciativa 24 horas para o Senhor, que espero se celebre em toda a Igreja – mesmo a nível diocesano – nos dias 13 e 14 de Março, pretende dar expressão a esta necessidade da oração.

Em segundo lugar, podemos levar ajuda, com gestos de caridade, tanto a quem vive próximo de nós como a quem está longe, graças aos inúmeros organismos caritativos da Igreja. A Quaresma é um tempo propício para mostrar este interesse pelo outro, através de um sinal – mesmo pequeno, mas concreto – da nossa participação na humanidade que temos em comum.

E, em terceiro lugar, o sofrimento do próximo constitui um apelo à conversão, porque a necessidade do irmão recorda-me a fragilidade da minha vida, a minha dependência de Deus e dos irmãos. Se humildemente pedirmos a graça de Deus e aceitarmos os limites das nossas possibilidades, então confiaremos nas possibilidades infinitas que tem de reserva o amor de Deus. E poderemos resistir à tentação diabólica que nos leva a crer que podemos salvar-nos e salvar o mundo sozinhos.

Para superar a indiferença e as nossas pretensões de omnipotência, gostaria de pedir a todos para viverem este tempo de Quaresma como um percurso de formação do coração, a que nos convidava Bento XVI (Carta enc. Deus caritas est, 31). Ter um coração misericordioso não significa ter um coração débil. Quem quer ser misericordioso precisa de um coração forte, firme, fechado ao tentador mas aberto a Deus; um coração que se deixe impregnar pelo Espírito e levar pelos caminhos do amor que conduzem aos irmãos e irmãs; no fundo, um coração pobre, isto é, que conhece as suas limitações e se gasta pelo outro.

Por isso, amados irmãos e irmãs, nesta Quaresma desejo rezar convosco a Cristo: «Fac cor nostrum secundum cor tuum – Fazei o nosso coração semelhante ao vosso» (Súplica das Ladainhas ao Sagrado Coração de Jesus). Teremos assim um coração forte e misericordioso, vigilante e generoso, que não se deixa fechar em si mesmo nem cai na vertigem da globalização da indiferença.

Com estes votos, asseguro a minha oração por cada crente e cada comunidade eclesial para que percorram, frutuosamente, o itinerário quaresmal, enquanto, por minha vez, vos peço que rezeis por mim. Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora vos guarde!

Vaticano, Festa de São Francisco de Assis

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Um longo caminho a percorrer

Padre Geraldo Martins *

A Assembleia Arquidiocesana de Pastoral, realizada no último mês de novembro, tomou a prudente decisão de manter a missão junto aos afastados como prioridade da ação evangelizadora de nossa arquidiocese ao longo de 2015. A proposta do Ano da Escuta, vivido em 2014, foi muito bem acolhida, mas nem todas as paróquias e comunidades conseguiram ir ao encontro das pessoas que estão fora da comunidade para escutá-las a partir de seu lugar. Estamos convictos de que esse é o caminho e nele precisamos avançar.

A assembleia reafirmou, então, seis ações ou situações que poderão nos ajudar a atingir essa meta. A primeira diz respeito aos ministérios confiados aos leigos e leigas. Algumas dificuldades precisam ser vencidas para sermos uma Igreja ministerial. Uma delas é o clericalismo manifestado na resistência à atuação do leigo na Igreja. Outra é a definição de quais ministérios a comunidade efetivamente tem necessidade. Além disso, não pode faltar uma sólida formação para os candidatos aos ministérios. À arquidiocese cabe oferecer as diretrizes desta formação a exemplo do material elaborado pela Dimensão Litúrgica para o Ministério da Palavra.

A segunda ação aponta para a juventude ou “juventudes” como muitos preferem dizer para caracterizar melhor o perfil plural dos jovens de nossas comunidades. Nesse campo, pelo menos duas perguntas devem ser respondidas: como atingir o coração do jovem e fazê-lo apaixonar-se por Jesus? Como reunir e dar unidade às várias iniciativas de evangelização junto à juventude respeitando sua especificidade sem destoar da caminhada pastoral da arquidiocese?

Uma terceira preocupação indicada pela assembleia é com a dimensão política da fé. O pedido é que a Dimensão Sociopolítica esteja mais presente em nossas paróquias através, especialmente, das Pastorais Sociais com destaque para a da Sobriedade, Carcerária e da Saúde. Destacou também os Fóruns Intermunicipais que vêm sendo constituídos em algumas comarcas por iniciativa da Pastoral da Criança e do Menor com o objetivo de definir políticas públicas para crianças e adolescentes.

As outras três ações propostas pela assembleia são formação, espiritualidade e a descentralização das paróquias. Muitas iniciativas já acontecem em relação a isso e com muito sucesso. A novidade, porém, está no fato de que estas ações devem preparar nossos agentes e comunidades de tal modo que os ajudem a ir ao encontro dos afastados tanto eclesial quanto socialmente.

Temos um longo caminho a percorrer. Que Deus nos ajude com a luz de seu Espírito a fim de que os caminhos propostos sejam trilhados na alegria do Evangelho que “enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus” (EG 1).

* Coordenador Arquidiocesano de Pastoral

Papa Francisco participa de Semana de Exercícios Espirituais


papa retiro quaresma 2“Rezem para que neste ‘deserto’ que são os Exercícios, possamos escutar a voz de Jesus e também corrigir tantos defeitos que todos nós temos e também fazer frente às tentações que a cada dia nos atacam. Vos peço, portanto, para nos acompanhar com a vossa oração”, pediu o papa Francisco na Oração do Angelus, do domingo, 22.
Acompanhado de um grupo de bispos colaboradores da Cúria Romana, o papa participa da Semana de Exercício Espirituais da Quaresma até 1º de março.
O encontro acontece na cidade de Ariccia, em Roma, na Casa “Divino Mestre”, da Congregação dos Padres e Irmãos Paulinos. Este ano, o sacerdote carmelita, padre Bruno Secondin, é o responsável pelas pregações e meditações do retiro, que tem como tema “Sair da própria Aldeia”, com leitura pastoral do profeta Elias.
Durante estes dias de Exercícios Espirituais estão suspensas as audiências privadas e especiais, inclusive a audiência geral de quarta-feira, no Vaticano. Não haverá, também, as celebrações das missas da manhã na Casa Santa Marta.
Acolhida fraterna
Ao chegar na Casa “Divino Mestre”, o papa Francisco foi recebido pelo recém-eleito superior da Pia Sociedade de São Paulo, o padre brasileiro Valdir José de Castro. Em entrevista à Rádio Vaticano, o sacerdote manifestou alegria pelo encontro com o papa.
“A presença do papa em nossa casa é uma confirmação para a nossa evangelização com os meios de comunicação social. Ele esteve aqui no ano passado, sendo uma grande alegria e satisfação tê-lo entre nós”, disse padre Valdir.
Em 4 de fevereiro, padre Valdir José de Castro foi eleito superior geral da Congregação dos Padres e Irmãos Paulinos. Ele é o sétimo sucessor do fundador da Congregação, padre Tiago Alberione.  Padre Valdir é jornalista, mestre em Comunicação e Mercado. É doutor em Comunicação e Semiótica. Ocupava, até a data da nomeação, a função de diretor da Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (Fapcom) e a presidência da Pia Sociedade de São Paulo.
CNBB com informações e fotos do News.va.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Mensagem do Papa Francisco


Campanha da Fraternidade 2015:

A Campanha da Fraternidade 2015, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi apresentada nacionalmente nesta Quarta-feira de Cinzas, 18 de fevereiro. O Papa Francisco enviou mensagem pela ocasião e destacou que o tempo quaresmal é propício para a vivência dos sentimentos de fraternidade e cooperação.

No texto, Francisco fala da importância da contribuição da Igreja no respeito à laicidade do Estado, sem esquecer a autonomia das realidades terrenas, conforme motiva a Doutrina Social, em vista do bem do ser humano. "Cada um deve fazer a sua parte, começando pela minha casa, no meu trabalho, junto das pessoas com que me relaciono. E de modo concreto, é preciso ajudar aqueles que são mais pobres e necessitados", disse Francisco.

Confira aqui a íntegra da mensagem do Papa.