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domingo, 9 de fevereiro de 2014

As ‘heresias’ do Pe. Fábio de Melo


Pe. José Antônio de Oliveira

Corre pela internet uma campanha de assinaturas, com o objetivo de pedir à Rede Canção Nova o afastamento do Pe. Fabio de Melo. Motivo? Anda falando muitas heresias. E o texto cita as principais.
Em primeiro lugar, diz que “Cristo queria implantar o Reino de Deus na Terra”, e não a Igreja. “Isso é Teologia da Libertação já condenada pela Sé Apostólica”, diz o texto.
Teria dito também que a presença real de Cristo “não é apenas na Eucaristia”. O texto rebate:
“884. Cân. 2. Se alguém disser (…) seja excomungado [cfr. n° 877].” (Sic)
A outra acusação é de que o mesmo “não usa vestes clericais”. A Igreja “obriga o sacerdote a se vestir de forma diferente da dos leigos, utilizando a batina, ou camisa com colarinho romano, ou o clergyman”. Além de não usar, o padre prega “abertamente que “o hábito não faz o monge”. Mas a falta de clergyman, com certeza, faz um sacerdote desobediente”, acrescentam.
Muitos já estão assinando a petição. E aí vêm as opiniões, as condenações sumárias, muitas vezes sem um mínimo de conhecimento. Por isso, penso que vale a pena fazer algumas observações.
Com relação ao Reino e Igreja, me parece que é consenso entre quase todos os cristãos e na hierarquia católica que o objetivo primeiro de Jesus não foi fundar uma Igreja, mas instaurar o Reino de Deus. Nos evangelhos aparece a palavra Reino cerca de 114 vezes. Jesus fala do Reino mais ou menos cem vezes. Por outro lado, a palavra Igreja aparece duas vezes (Mateus 16 e 18).
Está claro que a proposta de Jesus é a construção do Reino de Deus, ou seja, a humanidade organizada a partir do Plano de Deus, marcada pela justiça, pelo amor, pela paz: “Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais vos será dado como acréscimo” (Mt 6,33). A Igreja é uma ferramenta, um instrumento para a construção do Reino. Não é fim, mas um meio. A Lumen Gentium e o Catecismo da Igreja Católica dizem que ela é semente e sinal (sacramento) do Reino. É importante e necessária, mas o Reino a transcende, vai além.
Normalmente, as pessoas que identificam a Igreja com o Reino, ou a colocam como centro e fim, têm uma dificuldade enorme para aceitar o diálogo e viver o ecumenismo. Não conseguem ver nos que creem diferente irmãos e parceiros, mas pessoas afastadas ou que estão no caminho errado.
Dizer que a Teologia da Libertação é condenada pela Igreja é um pouco temerário. Em carta aos Bispos do Brasil, em 1986, o papa João Paulo II dizia: “Estamos convencidos, nós e os Senhores, de que a teologia da libertação é não só oportuna mas útil e necessária”. O texto, na íntegra, pode ser encontrado no site do Vaticano. Quando Deus se revela a Moisés, para dar início ao processo do êxodo, afirma: “Eu vi a aflição do meu povo… Eu desci para libertá-lo” (Ex 3,7-8). Jesus, ao definir sua missão, diz: O Espírito do Senhor me ungiu (…) “enviou-me para proclamar a libertação aos presos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos…” (Lc 4,18, tradução da CNBB). A teologia ou é libertadora ou não é teologia. Os desvios são outra história…
A outra acusação é por afirmar ele que a presença real de Jesus não é só na Eucaristia. Isso depende muito do que entendemos por ‘real’. Jesus disse: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou no meio deles” (Mt 18,20). Essa presença é real ou não?! “Eu estarei convosco todos os dias…” (Mt 28,20). “Quem acolhe uma destas crianças é a mim que acolhe” (Mc 9,37). “Eu estava com fome… Cada vez que fizestes isso, foi a mim” (Mt 25,31ss). Essa presença de Jesus é real?! É presença, ou não?! Em tempo: as citações do Código são falsas. Aqueles números e o teor são do Concílio de Trento, de 1545.
Finalmente, a acusação de não usar “vestes clericais”. Jesus e os apóstolos não usaram roupa diferente dos demais. O que distingue alguém não é a roupa, mas a vida. Inclusive, porque é muito fácil falsificar rótulos. E Jesus nos alerta que há muitos lobos com pele de ovelha (cf. Mt 7,15). “É pelos frutos que se conhece a árvore” (Mt 7,20). Sem querer julgar ou generalizar, é muito comum encontrar bispos, padres e pastores sem as ‘vestes clericais’ nas periferias, nos sertões, entre os pobres, nas lutas do povo, e deparar com gente de clergyman entre carreiristas e seminaristas. Tem muito ‘sacerdote desobediente’ fazendo um belo trabalho de promoção da vida por aí.
E quanto à campanha contra o Pe. Fábio (e outros), é bom lembrar que o tempo de “caça às bruxas” e da intolerância foi na Idade Média. Hoje é tempo de diálogo e tolerância. E o mandamento de Jesus é o amor.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Reunião com a Pastoral Familiar


Reunião com todos os casais da Pastoral Familiar nesta 
sexta-feira  dia 14 de fevereiro as 19:30 no Salão Paroquial. 

Contamos com a participação dos casais atuantes e daqueles que queiram nos ajudar  voluntariamente nos diversos movimentos da Pastoral da Família de nossa Paroquia .

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Encontro reúne 530 padres em Aparecida



“Concílio Vaticano II e os Presbíteros no Brasil: Testemunhas de Fé, Esperança e Caridade”. Este é o tema do 15º Encontro Nacional de Presbíteros do Brasil (ENP), que começou na quarta-feira, 5, na cidade de Aparecida (SP). Promovido pela Comissão Nacional dos Presbíteros (CNP), o encontro reúne 530 padres de todos os Regionais da CNBB.

Os presbíteros da Arquidiocese de Mariana são representados pelos padres Vanderli Reis Augusto, Luiz Roberto de Souza, Joselito Adriano Moreira, José Raimundo Alves e Walter Jorge Pinto.

O presidente da Comissão Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, dom Pedro Brito, fez memória dos 29 anos do ENP. Segundo dom Pedro, o encontro dos presbíteros é uma oportunidade de formação e discussão acerca de temas ligados à Pastoral Presbiteral, em vistas da missão dos presbíteros. Destacou ainda a oportunidade do lema deste ano: “Estai sempre prontos a dar a razão da esperança a quem a pedir” (Cf. 1Pd 3,15), por causa da “preocupante situação de desesperança e falta de testemunho cristão nos tempos atuais”.

O ENP segue até terça-feira, 11, e contará com assessores bispos, padres e leigos que ajudarão nas conferências, análises de conjuntura, momentos de espiritualidade e debates.


Colaborou: Pe. Walter Jorge

Especial - Terço dos Homens em Aparecida do Norte




A comunidade São José convida os homens para participarem da VI Romaria Nacional do Terço dos Homens no Santuário de Aparecida em SP.

Saída: Dia 22 de fevereiro ás 18h
Retorno: Dia 23 de fevereiro ás 16h.
Valor da Passagem: R$ 240,00

Os homens interessados poderão procurar Tião 9886-9222 ou Edilson 9732-5945.

Curso de Fotografia - FAM


A Faculdade Arquidiocesana de Mariana (FAM) está com inscrições abertas para o curso de extensão em fotografia digital. O curso, de caráter introdutório, será oferecido no prédio da FAM junto da Igreja de São Pedro, em Mariana, entre os dias 17 e 20 de fevereiro, das 19h às 21h30h.

“A iniciativa do curso nasce da consciência da importância da fotografia sob muitos aspectos, estando presente na ação evangelizadora e como arquivo documental para fatos e eventos”, explica o diretor geral da FAM, padre José Carlos dos Santos. “São necessários, contudo, conhecimentos básicos para domínio da técnica fotográfica, e para a utilização dos múltiplos recursos das máquinas fotográficas digitais”, acrescenta.

Para se inscrever, o interessado deve entrar em contato com a FAM pelo sitewww.famariana.edu.br, ou pelo telefone (31) 35581439. As Inscrições estão abertas e as vagas são limitadas.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Crisma na Comunidade do Leão xlll


No dia 02/02 as 19 horas aconteceu a celebração da Crisma no santuário de São João batista. No dia 08 de fevereiro, sábado próximo, será a vez da Comunidade do Leão XIII as 19 horas. Convidamos as família que rezem nas intenções destes jovens.


Arquidiocese de Mariana vive momentos de graças



No sábado dia 02/02 a Arquidiocese de Mariana estava em festa, quando oito jovens receberam o diaconato. A cerimônia aconteceu na Basílica do Sagrado Coração de Jesus em Conselheiro Lafaiete. Foi um momento muito rico com uma grande representação de um povo que veio de várias cidades. Agora já se aproxima outra festa, que desta vez, será em Mariana, onde o Diácono Thiago será ordenado presbítero.
Sua ordenação acontecerá na Arena Mariana à Rua São Vicente de Paulo, s/n - Vila Aparecida às 10 horas de sábado dia 08/02.


Missão em Januária é realizada com sucesso


A diocese de Januária, norte de Minas, recebeu, de 21 a 30 de janeiro, 25 missionários da arquidiocese de Mariana para uma experiência missionária na região. Foram 21 leigos, uma religiosa e três padres, que se dividiram em quatro equipes para o trabalho
“Todo trabalho foi feito na linha das Santas Missões Populares com visitas às famílias, unção dos enfermos, celebrações da Eucaristia, longas caminhadas e encontros com a comunidade”, explica o coordenador arquidiocesano das missões, padre Oldair Mateus. Ele destacou também a importância do contato com a cultura local, como a comida típica do lugar, o pequi e a dança de São Gonçalo, santo de devoção dos fiéis.
O envio de missionários responde a proposta do Projeto Arquidiocesano de Evangelização da arquidiocese de Mariana que estimula a missão além fronteiras. O trabalho é coordenado pelo Conselho Diocesano Missionário, que já realizou outras experiências nessa área.
Segundo padre Oldair, o contato com o povo das comunidades fez os missionários perceberem as carências da população na área da saúde, a falta de água tratada, rede esgoto, policiamento e até calçamentos nas ruas. “O tráfico de drogas e a violência também são um drama vivido pelos moradores da região. Os padres fazem o que podem para atender o povo, mas o grande número de comunidades e a longa distância dificultam o atendimento”, conta o coordenador.
Na avaliação do padre Oldair, a experiência foi muito positiva para os missionários de Mariana. “Fomos muito bem acolhidos pelos padres, leigos e também por Dom José Moreira, bispo de Januária. Cada um trouxe para casa uma experiência marcante que avivou em seu coração a chama da missão”, sublinhou.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Sínodo, família e evangelização


Pe. Geraldo Martins Dias

O papa Francisco convocou para outubro deste ano a 3ª Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos a fim de discutir os desafios pastorais em relação à família. Essa Assembleia prepara o Sínodo ordinário de 2015. Visa avaliar a atual situação da família no contexto de evangelização, cabendo à Assembleia do próximo ano “procurar linhas de ação para a pastoral da pessoa humana e da família”.

Perguntar-se sobre o que é o Sínodo ajuda a ter uma ideia do que pode vir por aí em relação ao tema família e evangelização. A história mais recente dos Sínodos começa com o Concílio Vaticano II que, no Decreto Christus Dominus, o solicitou como forma de colaboração dos bispos com o papa no governo da Igreja. O Sínodo, segundo o Vaticano II, “agindo em nome de todo o Episcopado católico, mostra ao mesmo tempo que todos os Bispos, em comunhão hierárquica, participam da solicitude por toda a Igreja” (CD, 5).

O papa Paulo VI, ainda no calor do Concílio, em setembro de 1965, instituiu o Sínodo, como meio de “propiciar mais autêntica e eficiente participação em nosso zelo pela Igreja universal”. De acordo com Paulo VI, o Sínodo nasce da convicção que o Concílio tem da importância e da necessidade da cooperação dos bispos com o papa para o bem da Igreja. Ele ocorre a cada três anos.

O Código de Direito Canônico de 1983 estabelece as normas para o Sínodo nos cânones 342 a 348. Define-o como uma Assembleia de bispos, escolhidos nas diversas regiões do mundo, mas sem poder deliberativo. É, portanto, um órgão consultivo. Essa é uma de suas fraquezas que, possivelmente, foge das intenções do Concílio. As contribuições dos bispos são entregues ao papa que, posteriormente, publica uma Exortação Apostólica. Trata-se, evidentemente, de um documento importante que aponta caminhos para a evangelização e se torna referência para toda a Igreja. O peso, no entanto, seria outro se saísse como documento do Sínodo que, então, seria uma espécie de miniconcílio.

Em relação ao próximo Sínodo, a novidade é que será precedido por uma Assembleia Extraordinária. O mais interessante, no entanto, é que o papa Francisco está ampliando a participação da Igreja. Um longo questionário foi enviado às dioceses a fim de que envolvam o máximo de pessoas e grupos na discussão do tema. E não poderia ser diferente, afinal, o tema família toca a todos.

O questionário tenta ser o mais abrangente possível incluindo questões delicadas e, muitas vezes, espinhosas. Assim, parte da indagação sobre o conhecimento que os católicos têm dos documentos da Igreja em relação à família e chega até à complexa questão da união de pessoas do mesmo sexo, passando, antes, pela situação dos divorciados, recasados, controle de natalidade e tudo o que isso implica.

A Arquidiocese de Mariana não se omitiu. Enviado aos padres, ao Conselho Arquidiocesano de Pastoral, aos diáconos, aos seminaristas estudantes de teologia e às coordenações da Pastoral Familiar e da Dimensão Missionária, o documento de trabalho do Sínodo foi estudado e debatido por muita gente. À coordenação arquidiocesana de pastoral chegaram doze relatórios com as respostas ao questionário proposto pelo documento. Uma síntese foi feita e enviada à CNBB que recolhe a contribuição das demais dioceses para elaborar um único texto a ser enviado à Secretaria do Sínodo.

Uma breve leitura das contribuições da Arquidiocese de Mariana revela a coincidência das respostas. Mostra, por exemplo, que documentos como a Humanae Vitae e Familiaris Consortio são totalmente desconhecidos da maioria dos católicos. Os relatórios defendem que, em relação a casos complexos como união de pessoas de mesmo sexo, sacramentos para crianças de “famílias irregulares”, uniões sem o sacramento, o caminho é o da acolhida e abertura, jamais o do julgamento e exclusão.

As respostas apontam ainda muita angústia por parte dos que são impedidos de receber o sacramento, especialmente eucaristia e confissão, por causa de sua situação familiar. Reconhecem que, embora haja trabalho pastoral com as famílias nessa situação, a Igreja está longe dessas pessoas e não consegue chegar até elas. Admitem que não é fácil falar-lhes da misericórdia de Deus quando o que prevalece é a norma, a lei.

Não se vê nos relatórios nenhum estímulo à desobediência às orientações da Igreja, mas um enorme desejo de que muitas delas sejam revistas e adequadas aos novos tempos.

Ao propor que o Sínodo discuta a evangelização das famílias de modo a responder os desafios pastorais que as envolvem, o papa Francisco cria a expectativa de que alguma coisa pode mudar. Mais de uma vez ele disse que precisamos abrir portas e cultivar a cultura do encontro. “A Igreja em saída é uma Igreja com as portas abertas”, escreve em sua Exortação Evangelii Gaudium.

É dele esta esperançosa palavra: “Há outras portas que também não se devem fechar: todos podem participar de alguma forma na vida eclesial, todos podem fazer parte da comunidade, e nem sequer as portas dos sacramentos se deveriam fechar por uma razão qualquer” (EG, 47).

Que o Sínodo ajude a Igreja a abrir suas portas para todas as famílias!

24 janeiro, 2014


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Para Refletir



Lembra-se sempre de que nossa primeira missão deve ser servir - Como se consegue ser o primeiro nas coisas de Deus - Jesus falava de modo simples e humilde. Procuramos imitá-lo.

Ainda há tempo

Aproveite o início do ano para organizar melhor sua vida. Com um bom planejamento é possível conseguir um tempo maior para a família, para o lazer e também para dedicar-se mais em sua comunidade. Lembre-se sempre do tripé que deve ser a base da vida cristã: Estudo, oração e ação.


Conheçam os futuros diáconos




Mariana terá oito diáconos que serão ordenados no sábado próximo 1º de fevereiro em Conselheiro Lafaiete (MG). O arcebispo de Mariana, dom Geraldo Lyrio Rocha, presidirá a cerimônia de ordenação a partir das 10h na Basílica do Sagrado Coração de Jesus.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Mudança nos horários das celebrações por motivo da Crisma

As celebrações da Crisma acontecerão 
nas seguintes comunidades:




Dia 01/02/2014-  Sábado - 19h 
 Santuário São João Batista

Dia 08/02/2014 - Sábado - 19h 
 Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro- Leão XIII

Dia 15/02/2014 - Sábado - 19h 
 Igreja Nossa Senhora do Rosário - Viúva

Dia 22/02/2014 - Sábado - 19h 
 Igreja São José

Atentos para o sábado Primeiro de fevereiro
No Santuário porque haverá celebração somente as 19 hs . 

No Rosário  a celebração será as 19h no dia 15/02 e não as 18 hs.


Nota da CNBB por ocasião do Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo





1.A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB se une neste 28 de janeiro - Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo – a todos que se empenham para eliminar a lamentável prática do trabalho escravo que envergonha o país e avilta a dignidade humana.

2.Esta data nos traz à memória, neste ano, os dez anos do assassinato dos profissionais do Ministério do Trabalho, mortos de forma brutal enquanto cumpriam a tarefa de fiscalização de possível situação de trabalho escravo no Município de Unaí-MG. Remete-nos também à Campanha da Fraternidade-2014 que conclamará a sociedade brasileira a tomar consciência do tráfico humano, “uma atividade ignóbil, uma vergonha para as nossas sociedades que se dizem civilizadas”, conforme alerta do Papa Francisco.

3.Tráfico humano e trabalho escravo são atividades que têm, na miséria e na desigualdade social, espaço fértil para a ação de traficantes e exploradores, movidos pela ganância e pela certeza da impunidade. Implicam grave desrespeito aos direitos da pessoa humana, à sua dignidade, e, no caso do trabalho escravo, negam o direito de livre exercício da atividade laboral. Identificar e denunciar tais crimes é dever de toda a sociedade.
4.Causa perplexidade a disseminação da prática do trabalho escravo em diferentes ramos da economia, envolvendo pessoas do campo e da cidade, na agropecuária, na construção civil, na indústria têxtil, nas carvoarias, nos serviços hoteleiros e até em situações familiares classificadas como servidão doméstica. São imigrantes que chegam ao Brasil em busca de trabalho e sobrevivência, e brasileiros que migram internamente sonhando melhores condições de vida.

5.Diante desta triste realidade, urge reafirmar de forma inequívoca o inalienável valor da vida e da dignidade humanas que transcendem qualquer atividade econômica. Criada à imagem e semelhança de Deus, toda pessoa humana é templo de Deus que não pode ser profanado.

6.Cabe ao Estado brasileiro, em primeiro lugar, adotar medidas que erradiquem esta chaga social que vitima milhares de irmãos e irmãs. É sua responsabilidade defender e proteger os que lutam pelo fim do trabalho escravo, bem como garantir às vítimas desta prática infame a reinserção na sociedade. É dever do Estado, ainda, punir de maneira exemplar os responsáveis por este crime que clama aos céus.

7.Que Jesus Cristo, enviado do Pai para proclamar a libertação aos presos e dar liberdade aos oprimidos (cf. Lc 4,18), seja a força e a luz de todos que lutam por um Brasil justo e solidário.

Raymundo, Cardeal, Damasceno Assis

Arcebispo de Aparecida – SP

Presidente da CNBB


Dom José Belisário da Silva

Arcebispo de São Luís

Vice-presidente da CNBB
  
Dom Leonardo Steiner

Bispo-Auxiliar de Brasília – DF

Secretário-Geral da CNBB






segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

 A Pastoral da Juventude convida a todos que desejarem participar da Via Sacra encenada que se realiza dentro das celebrações da Semana Santa, para participarem de uma reunião que acontecerá dia 02 de fevereiro (domingo) ás 08h30 no Salão Paroquial.