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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Papa às famílias: “Solidão e isolamento, maus conselheiros”


Encerrando essa segunda-feira (15), o Papa cumpriu um evento que consta quase sempre na agenda de suas viagens internacionais: o encontro com as famílias.
Antes de ingressar no estádio de Tuxtla Gutiérrez, o Papa deu voltas com o papamóvel, aproximando-se das milhares de pessoas que estavam nas redondezas. Dentro do estádio, mais de 50 mil o aguardavam cantando o hino preparado para a visita, “Francisco, amigo”, e dançando músicas típicas. O encontro começou com uma saudação do Arcebispo Fabio Martínez Castilla, que entregou como presente a Francisco uma estola bordada com rostos de crianças. A seguir, foi a vez de quatro famílias darem o seu testemunho.
Famílias diversas, iguais testemunhos de amor
O primeiro testemunho foi o de Manuel, 14 anos, vítima de distrofia muscular. Ele agradeceu ao Papa por ser amigo dos jovens e por levar a sua mensagem ao povo do Chiapas e lhe pediu para rezar por todos os adolescentes que vivem desanimados e atravessam momentos difíceis.
Em seguida, um casal ofereceu um depoimento sobre a sua vida de seus pais, que têm 50 anos de casados. Falaram da aliança matrimonial, do amor fiel e de sua participação nos sacramentos.
A terceira família era formada por um casal de divorciados e recasados civilmente, que não têm acesso à comunhão, mas participam da comunidade e têm a percepção de recebê-la, segundo revelaram, através do serviço a seus irmãos mais carentes, doentes ou encarcerados.
O último testemunho foi o de Beatriz, enfermeira e mãe solteira, de origem simples, que renunciou ao aborto várias vezes e criou seus filhos sozinha. Ela pediu a Deus que, assim como ela foi amada e acolhida pela Igreja, outras mulheres tenham esta mesma bênção.
Obrigado por nos deixar sentar em suas mesas
O Papa iniciou seu discurso agradecendo estas famílias, que “nos permitiram sentar à sua ‘mesa’ onde partilham o pão que as alimenta e o suor perante as dificuldades diárias: o pão das alegrias, da esperança, dos sonhos, e o suor perante as amarguras, as decepções e as quedas: Obrigado por nos ter permitido sentar à sua mesa e conhecer o seu lar”.
Partindo das palavras de Manuel, que se “encheu de vontade” para a vida, Francisco refletiu que “é isto o que Deus sempre sonhou: quando chegou a plenitude dos tempos, Deus Pai encheu de vontade a humanidade para sempre, dando-nos o seu Filho”. O Papa emocionou todos ao citar o exemplo dos pais de Manuel, que ouviram ajoelhados o testemunho do menino.
E sempre com mais vigor, Francisco disse, quase gritando, que “Deus Pai encheu de vontade a nossa vida, porque o seu nome é amor, é dom gratuito, é dedicação, é misericórdia. Ele nos mostrou isso tudo, em toda a sua força e clareza, no seu Filho Jesus, que gastou a sua vida até à morte para tornar possível o Reino de Deus; um Reino que tem sabor de família, que tem sabor de vida partilhada”.  
Precariedade e isolamento, maus conselheiros
Lembrando o testemunho de Beatriz, Francisco afirmou que “a precariedade ameaça não só o estômago (o que é já muito!), mas pode ameaçar também a alma, pode insinuar-se em nós sem nos darmos conta: é a precariedade que nasce da solidão e do isolamento; e o isolamento é sempre um mau conselheiro”.
A receita para combater esta situação, que nos torna vulneráveis a muitas soluções aparentes, pode ser concretizada, por exemplo, por meio de leis que protejam e garantam o mínimo necessário para que as famílias e cada pessoa cresçam através do estudo e de um trabalho digno. Outro caminho é o compromisso pessoal, como sublinharam os testemunhos de Humberto e Cláudia: transmitindo o amor de Deus no serviço e na assistência aos outros. “Leis e engajamento pessoal são um binômio muito útil para romper a espiral de precariedade”, frisou o Pontífice.
Abordando as dificuldades que fragilizam as famílias hoje e que tornam suas vidas por vezes árduas e dolorosas, o Papa disse preferir uma família ferida que cada dia procura harmonizar o amor, a uma sociedade doente pelo confinamento e a comodidade do medo de amar. E criticou a “colonização ideológica que apresenta a família como um ‘modelo superado'”. 
“Prefiro famílias feridas”
“Prefiro uma família que procura uma vez e outra recomeçar a uma sociedade narcisista e obcecada com o luxo e o conforto. Prefiro uma família com o rosto cansado pelos sacrifícios aos rostos embelezados que nada entendem de ternura e compaixão”.
Terminando seu discurso, Francisco pediu a todos que rezassem com ele a Ave Maria e levou flores a uma imagem da Sagrada Família.
Outro momento tocante foi quando o Papa interrompeu o andamento do encontro e às beiras do palco, pediu que erguessem um menino com deficiências, cadeirante, até o ponto em que o pudesse tocar e beijar. Em vários momentos do evento, o Pontífice trocou o seu carinho com as crianças presentes.
Promessas matrimoniais renovadas
Na sequência, cerca de 200 casais com mais de 50 anos de matrimônio renovaram suas promessas matrimoniais diante do Papa e cantaram o hino “Amar é entregar-se”. Uma família fez uma oração, cantaram todos juntos o Pai Nosso e o Papa concedeu a bênção, encerrando o encontro.
Em seguida, o Papa se dirigiu ao aeroporto da cidade, de onde voou até Cidade do México, para passar a noite na Nunciatura Apostólica.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Horários das Celebrações nesta Quarta feira de Cinzas




07h e 19h30 - Santuário São João Batista
19h30 - Igreja Nossa Senhora Perpétuo Socorro
19h30 - Igreja Nossa Senhora do Rosário





A Quarta-feira de Cinzas foi instituída há muito tempo na Igreja; marca o início da Quaresma, tempo de penitência e oração mais intensa. Para os antigos judeus se sentar sobre as cinzas já significava arrependimento dos pecados e volta para Deus. As Cinzas bentas e colocadas sobre as nossas cabeças nos fazem lembrar que vamos morrer; que somos pó e que ao pó da terra voltaremos (cf. Gn 3, 19) para que nosso corpo seja refeito por Deus de maneira gloriosa para não mais perecer.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Padre José Antônio de Oliveira é novo pároco de São João Batista, em Barão de Cocais

A paróquia São João Batista, em Barão de Cocais, Região Pastoral Mariana Norte, recebeu na quarta-feira, 3 de fevereiro, seu novo pároco, o padre José Antônio de Oliveira. Pela primeira vez na região norte, ele foi acolhido com muitas emoções e homenagens. Com a presença do vigário episcopal da região, padre José Geraldo Coura, e do vgário geral, monsenhor Celso Murilo Souza, além de 14 padres da Arquidiocese.
Com quase 40 anos como padre, José Antônio já cumpriu sua missão em muitas paróquias e já exercitou diversas atividades na Igreja. “Em todo lugar há trabalho a ser feito, gente à espera da Palavra, da Eucaristia, do carinho, e desafios a serem enfrentados. Quem age é o Espírito Santo. Somos “servos inúteis”. O importante é passar um bom tempo mais ouvindo, observando, rezando, até ir percebendo as maiores necessidades”, conta.










terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Casa comum, nossa responsabilidade

A Campanha da Fraternidade deste ano terá como plano de fundo das reflexões a situação do saneamento básico no Brasil. Uma proposta que está em sintonia com a Encíclica do papa Francisco, “Laudato Si”.
O objetivo da campanha é debater com a sociedade as questões relativas ao saneamento básico a fim de garantir o desenvolvimento, saúde integral e qualidade de vida dos brasileiros. O tema escolhido para a reflexão é “Casa comum, nossa responsabilidade” e o lema “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5.24).
Realizada durante a quaresma, essa edição será ecumênica, ou seja, a coordenação é da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil e do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil. Integram a comissão da Campanha de 2016 a Igreja Católica, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (Ieab), Igreja Presbiteriana Unida (IPU), Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia (Isoa), Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (Ceseep), Igreja Visão Mundial e Igreja Aliança de Batistas do Brasil.
Para adquirir o o texto-base da Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) de 2016 acesse:www.edicoescnbb.com.br/cfe2016. O texto-base está organizado em cinco partes, a partir do método“ver, julgar e agir”.
Fonte: Conic

Acolhida do novo Pároco Padre José Antônio de Oliveira


É com muita alegria que convidamos a todos para a Celebração de Acolhida do novo Pároco Padre José Antônio de Oliveira. 
Dia 03/02/2016 quarta-feira, ás 19h no Santuário São João Batista.


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Despedida





A casa paroquial de São João Batista felizmente ainda é um lugar que nos sugere acomodar no seu sossego próprio, vindo das matas que a circundam, onde os pássaros se sentem abrigados e nos preenche de alegria com o seu canto, desde o amanhecer. Ainda nos deparamos com o coração fervoroso de um povo amigo em todas as nossas comunidades urbanas e rurais. Isto nos encanta, embala, anima e nos descansa. Estes e outros sentimentos me sustentaram, durante este breve período que aqui permaneci. Posso dizer que humanamente falando, gostaria de ficar neste aconchego por mais tempo!

Nos últimos meses de 2015 fui sacudido e inquietado para tomar um novo rumo na vida. Tudo começou, quando o Bispo Dom Sebastião, da Diocese de Coroatá, do estado do Maranhão, me fez um convite para trabalhar naquela região. Seus argumentos de justificativa me  convenceram que, de fato, eles de lá tem mais carência de sacerdotes do que nós da Arquidiocese de Mariana. Não tive coragem de dizer não.

Depois de 32 anos de serviço à nossa querida Arquidiocese, agora sei que estou me dirigindo ao encontro de maiores desafios, mas estou levando comigo muitas disposições para servir. Tenho certeza de que a graça de Deus, sempre indispensável em nossa vida, nos acompanhará.

Agradeço imensamente a Arquidiocese de Mariana, na pessoa de nosso arcebispo Dom Geraldo, que está me confiando esta tarefa. Sou também muito grato a esta paróquia de São João Batista, de Barão de Cocais que me acolheu com muito carinho e certamente acolherá, do mesmo modo, o companheiro e irmão no sacerdócio, Pe José Antônio de Oliveira. Acrescento aos meus agradecimentos, o Diácono José Apolinário, Pe. Anderson, Pe. André, Pe. Luiz Faustino, Seminarista, os Leigos e leigas que através das diversas atividades nos ajudaram  muito no crescimento desta paróquia. O mesmo sentimento se estende aos Sacerdotes, filhos desta terra e aos demais que, em várias ocasiões, deixaram aqui sua colaboração. Ainda ficam incluídos na minha gratidão todas as Comunidades com seus respectivos Conselhos, o Conselho Paroquial de Pastoral, nossos Secretário e Secretárias e Funcionários e Servidores desta Paroquia. Não posso deixar esquecidos os paroquianos da  Paróquia São José desta cidade que tiveram também grande participação no exercício de meu ministério.  Na pessoa do Pe. Ronaldo Miranda quero expressar meus agradecimentos, desejando-lhe muitas felicidades que virão desta promissora Paróquia.

Uns me perguntam se alguma coisa me contrariou, durante este tempo e eu respondo: Sabendo que nem tudo são flores, aprendemos conviver com os espinhos. Neste período foram maiores os momentos mais importantes, emocionantes e gratificantes que os aborrecimentos tornaram-se insignificantes. Foram descartados. Na bagagem de minha vida, optei por não carregar esse tipo de peso. Estou saindo com um gostinho de quero mais. Feliz e enriquecido pela amizade de tantos. É provável que eu tenha ferido alguém de alguma forma, mas rezo por eles e peço a Deus que irá abençoar a todos e inspirar o Pe. José Antônio pra realizar um trabalho que compensará o que eu não consegui fazer, em favor de um bem maior do nosso povo.
Faço votos que ele também seja muito feliz aqui.

Um abraço a todos e até uma próxima oportunidade.

Pe. José de Souza Sena
29 de Janeiro de 2016


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Dioceses da Bacia do Rio Doce publicam declaração sobre a tragédia socioambiental causada pelo rompimento da barragem de Fundão

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As dioceses da Bacia do Rio Doce – Mariana, Itabira/Coronel Fabriciano, Caratinga, Governador Valadares e Colatina – reunidas nessa terça-feira, 22 de dezembro, em Mariana, publicaram uma declaração sobre a tragédia socioambiental causada pelo rompimento da barragem de Fundão.

O documento chama atenção para a populações dos municípios atingidos nos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, bem como a fauna e a flora ao longo da bacia do Rio Doce e deixa claro que as dioceses estão ao lado dos atingidos.

“O encontro que hoje tivemos é de uma importância extraordinária e a discussão foi muito rica”, ressaltou o arcebispo de Mariana, Dom Geraldo Lyrio Rocha, que fez, também, questionamentos sobre a consequências e os responsáveis pela tragédia. “Que consequências para o Meio Ambiente essa tragédia vai deixar? Que consequências o mar vai sentir e já está sentido com os dejetos lá na foz do Rio Doce? Quais as implicações na saúde? Como que a vida humana vai se desenrolar daqui para a frente? Porque tudo o que está sendo feito agora é provisório, e o amanhã, como será? Tudo isso nos traz muita preocupação. E uma coisa é séria: por trás de um fenômeno desse há responsáveis. Nós não estamos diante de uma catástrofe da natureza, mas diante de um grande desastre, que tem por trás a mão humana”, disse Dom Geraldo.

Para o bispo da Diocese de Colatina (ES), Dom Joaquim Wladimir, o encontro veio, também, para unificar a linguagem da Igreja. “Vamos ter uma mesma linguagem, mesma reflexão e mostrar que estamos do lado dos atingidos. Vamos caminhar juntos, ano que vem teremos uma avaliação no meio do ano, mostrando a força da Igreja com outras entidades, como a Cáritas, o Mab e com outros comitês, porque se unimos forças cada um entra com uma ideia, um projeto de mobilização aí fica mais completo”, conta.

A reunião foi presidida por dom Geraldo. Além dos bispos de cada diocese, participaram da reunião os coordenadores diocesanos de pastoral, os integrantes da Comissão do Meio Ambiente da Província, Caritas Brasileira Regional Minas e Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

Propostas conjuntas

DSC_0211Durante a reunião foram apresentadas as realidades locais de cada diocese e elaboradas algumas ações que serão realizadas conjuntamente.

“Enquanto Igreja nós temos que zelar pelo bem comum, para que os direitos dos atingidos sejam respeitado. E também para uma maior conscientização da população católica, levando em consideração a Campanha da Fraternidade, para que nós todos sejamos responsáveis por construir um mundo melhor, começando com um maior respeito pelo Meio Ambiente e pensando uma ecologia integral, como diz o Papa Francisco”, comenta o bispo de Governador Valadares, Dom Antônio Carlos Felix.

Leia a declaração na íntegra.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Celebração de Natal e Ano Novo


Horário das Celebrações no Santuário São João Batista

Dia 24/12 quinta feira - 20h
25/12  sexta feira - 07h e 19h30

Dia 31/12 quinta feira - 20h
01/01/2016 sexta feira - 07h e 19h30

domingo, 22 de novembro de 2015

Livros da Novena de Natal 2015


É com alegria que colocamos à sua disposição a Novena em preparação para o Natal deste ano. O tema é a misericórdia de Deus para conosco, manifestada de forma única em Jesus, e a misericórdia entre nós, homens e mulheres. A linguagem é acessível e foi redigida com o objetivo de descobrir na manjedoura, em Belém, o “rosto da misericórdia do Pai” (Papa Francisco). Em cada dia da novena o tema é tratado com profundidade e simplicidade (veja os títulos/temas dos nove dias abaixo).
1º dia da novena: O ano da misericórdia
2º dia da novena: A misericórdia gera a vida
3º dia da novena: O Deus misericordioso
4º dia da novena: A misericórdia se fez gente
5º dia da novena: Jesus, o rosto da misericórdia
6º dia da novena: Misericórdia até na cruz
7º dia da novena: A misericórdia supera a justiça
8º dia da novena: A misericórdia exige o perdão
9º dia da novena: Uma manjedoura acolhe o rosto da misericórdia de Deus

Livro: R$ 1,50 na Secretaria Paroquial.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Papa: o mundo não entendeu o caminho da paz


OSSROM87904_Articolo“O mundo inteiro hoje está em guerra para a qual não há justificativa”, disse o Papa Francisco na homilia da missa celebrada nesta quinta-feira, 19 de novembro, na Casa Santa Marta.
O Pontífice comentou o Evangelho de Lucas em que Jesus se comove e chora sobre Jerusalém. Jesus se aproximou, e quando viu a cidade, começou a chorar. Depois diz: “Se também você compreendesse hoje o caminho da paz! Agora, porém, isso está escondido aos seus olhos”. O Papa repetiu as palavras de Jesus e acrescentou:
“Mas também hoje, Jesus chora. Porque nós preferimos o caminho das guerras, o caminho do ódio, o caminho das inimizades. Estamos próximos ao Natal: teremos luzes, festas, árvores luminosas e presépio. Tudo falso: o mundo continua fazendo guerras. O mundo não entendeu o caminho da paz.”
Se intuem os sentimentos do Papa Francisco, idênticos aos da maioria das pessoas no mundo nestes dias, nestas horas. Francisco recorda as celebrações recentes sobre a II Guerra Mundial, as bombas de Hiroshima e Nagasaki, a sua visita a Redipuglia no ano passado para o aniversário da Grande Guerra. “Tragédias inúteis”, repete usando as palavras de Bento XVI. “Em todo lugar existe guerra, hoje, existe ódio”, ressalta. Depois faz uma pergunta: “O que permanece de uma guerra, desta, que estamos vivendo agora?
“O que resta? Ruínas, milhares de crianças sem educação, tantos mortos inocentes: tantos!, e muito dinheiro nos bolsos dos traficantes de armas. Jesus disse uma vez: ‘Você não pode servir a dois senhores: ou Deus ou as riquezas’. A guerra é a escolha pelas riquezas: “Vamos construir armas, assim a economia vai equilibrar um pouco, e vamos continuamos com os nossos interesses’. Há uma palavra feia do Senhor: ‘Malditos’. Porque Ele disse: “Bem-aventurados os pacificadores”!. Estes que trabalham a guerra, que fazem as guerras, são malditos, são criminosos. Uma guerra pode ser justificada – entre aspas – com muitas, muitas razões. Mas quando todo o mundo, como é hoje, está em guerra, todo o mundo: é uma guerra mundial – a pedaços: aqui, ali, lá, em todos os lugares … – não há nenhuma justificação. E Deus chora. Jesus chora”.
“E enquanto os traficantes de armas fazem o seu trabalho – prossegue Francisco – há os pobres pacificadores que somente para ajudar uma pessoa, outra, outra, outra, dão a vida”. Como fez “um ícone do nosso tempo, Teresa de Calcutá”. Contra quem, observa, “com o cinismo dos poderosos, se poderia dizer. Mas o que fez aquela mulher? Ela perdeu a vida ajudando as pessoas a morrer?”. Não se entende, o caminho da paz … “
“Nós fará bem também a nós pedir a graça das lágrimas, por este mundo que não reconhece o caminho da paz. Quem vive para fazer a guerra, com o cinismo de dizer para não fazê-la. Peçamos a conversão do coração. Precisamente às portas deste Jubileu da Misericórdia, que o nosso júbilo, a nossa alegria sejam a graça que o mundo reencontre a capacidade de chorar pelos seus crimes, por aquilo que faz com as guerras”.
Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Dia 28 de Novembro dia da Arquidiocese de Mariana

No dia 28 de Novembro, sábado,  será comemorado o dia da Arquidiocese de Mariana.
Haverá uma celebração na Arena Mariana as 16 horas.
A igreja particular de Mariana deseja celebrar um dia de agradecimentos a Deus por tudo que tem vivido neste anos. Este dia será também uma oportunidade para expressar gestos de solidariedade e gestos concretos as Vítimas  da tragédia do rompimento das Barragens de Bento Rodrigues.
Pensando nisto, durante a celebração haverá uma coleta em dinheiro como gesto de partilha com as pessoas que estão sofrendo por ter perdido tudo que tinham. Você também é convidado para estar presente e participar neste gesto tão bonito de solidariedade.
Além deste dia e momento para coleta, a Arquidiocese de Mariana disponibiliza uma conta bancária para receber doações em favor dos atingidos pelo rompimento das barragens de Fundão e Santarém. A própria Arquidiocese irá monitorar essa conta que será utilizada para auxiliar os que perderam casas e pertences. As doações podem ser depositadas em:

Titular: Arquidiocese de Mariana
CNPJ: 16.855.611/0001-51
Banco: 104 – Caixa Econômica Federal
Agência: 1701 – Mariana
Operação: 003
Conta Corrente: 00.000.001-7