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quinta-feira, 1 de maio de 2014

Bispos apresentam amplo panorama sobre a 52ª AG da CNBB

Abrindo os trabalhos do primeiro dia da 52ª Assembleia Geral (52ª AG) da CNBB nesta quarta-feira (30), os bispos que compuseram a mesa da primeira coletiva de imprensa apresentaram um amplo panorama sobre os debates e reflexões para o encontro anual do episcopado brasileiro.

Os três bispos escolhidos para a primeira coletiva dedicaram-se à explanação da pauta geral dos bispos, o Tema Central e o clima de santidade que vive a Igreja com a canonização dos Papas João Paulo II e João XXIII.

Compuseram a mesa, o arcebispo de Manaus (AM) e presidente da Comissão para o Tema Central, dom Sérgio Castriani, o arcebispo de Salvador (BA) e Primaz do Brasil, dom Murilo Krieger e o arcebispo de Mariana (MG), dom Geraldo Lyrio Rocha.



Dom Dimas Lara Barbosa que coordenou a entrevista apresentou os bispos e destacou os primeiros trabalhos da 52ª AG, como o relatório do presidente da CNBB, dom Raymundo Damasceno Assis, sobre os passos da Igreja do Brasil desde a assembleia do ano passado ao momento presente e alguns dados sobre o programa da assembleia.

“Durante o período em que estão reunidos os bispos em assembleia são tratados assuntos pastorais de ordem espiritual e temporal, os problemas emergentes da vida das pessoas, da sociedade sempre na perspectiva da evangelização”, destacou dom Dimas sobre a finalidade da assembleia.

Foto de: Ivan Simas/A12.


Dom Geraldo Lyrio Rocha.

A seguir, tomou a palavra dom Geraldo Lyrio que apresentou o conjunto da pauta da assembleia de forma geral. A respeito do Tema Central, o arcebispo enumerou os diversos temas como, por exemplo, a preparação para a 3ª Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos; a exortação sobre a nova evangelização do Papa Francisco; a avaliação e encaminhamento das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE) de 2015 a 2018; as consequências e desafios pastorais da Jornada Mundial da Juventude, os Regionais da CNBB e a questão ambiental na Amazônia, e ainda as temáticas dos organismos (conselhos) vinculados à CNBB.

Ao finalizar sua fala o arcebispo assinalou o grande esforço dos bispos do Brasil ao discutirem temas tão diversos e tão amplos em poucos dias de encontro. “Estamos com uma pauta muito longa e muito diversificada, mas parece muito ligada a nossa realidade, ao nosso contexto da Igreja e da própria realidade nacional”, disse.


Foto de: Ivan Simas/A12.


Dom Sérgio Castriani.

Dom Sérgio Castriani, responsável pela Comissão do Tema Central enfatizou a retomada do tema e o empenho da Igreja na busca da renovação das paróquias em vista da conversão pastoral para consequentemente acontecer a renovação da Igreja.

“A intenção de nós destacarmos este ano também como tema central a paróquia, não era simplesmente de elaborar um texto bonito, mas de deslanchar um processo de reflexão que chegasse até às bases, envolvendo todas as instâncias da Igreja" e, completou: "Posso testemunhar que de fato durante todo este ano a partir da assembleia do ano passado que aprovou o [documento] como um texto de estudos, que todas as pessoas foram envolvidas”, explicitou.

“Acredito que todo esse processo já valeu a pena, o processo foi muito fecundo e marcou profundamente a vida da Igreja no Brasil da última assembleia até hoje”. O documento final será apresentado aos bispos e espera-se que seja aprovado ainda nesta assembleia, acrescentou dom Sérgio.

Foto de: Ivan Simas/A12.


Dom Murilo Krieger.

Por último, dom Murilo Krieger apresentou alguns temas da vida da Igreja no momento atual e outros que encontram eco a partir do passado. O arcebispo considerou aspectos históricos em torno dos processos de beatificação e canonização ao longo das últimas décadas e o “despertar” para as causas de santos brasileiros, e ainda, o valor desse “movimento” que contribuiu para a evangelização. “Começamos a colher os frutos e descobrir que os santos evangelizam e, muito. Eles são um testemunho vivo daquilo que é o Evangelho”, assinalou.

Nesse sentido, lembrou a recente canonização do Padre José de Anchieta, a organização que surgiu na Igreja do Brasil a partir das luzes do Concílio Vaticano II, e também os efeitos dos pontificados dos mais novos santos, São João Paulo II e São João XXIII e encerrou dizendo do valor da fraternidade conjugada nos dias de assembleia, que favorece o encontro, a partilha e a unidade da Igreja diante de sua diversidade

Mensagem da CNBB por ocasião do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora

Dia TrabalhadorA CNBB divulgou a sua mensagem pelo Dia do Trabalhador. No texto, o episcopado brasileiro reconhece os avanços conquistados pela classe trabalhadora, mas também pontua os desafios que ainda persistem neste campo.

A mensagem é assinada pelo arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis; pelo arcebispo de São Luís (MA) e vice-presidente, dom José Belisário Silva; e pelo bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral, dom Leonardo Steiner.

Confira abaixo a mensagem na íntegra:

Nota da CNBB por ocasião do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora

Reunidos na 52ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, de 30 de abril a 9 de maio de 2014, em Aparecida-SP, nós, os bispos do Brasil, dirigimos esta mensagem de esperança aos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros na comemoração de seu dia neste 1º de Maio. Ao saudá-los, pedimos que estejam com vocês a graça e a paz de Cristo Ressuscitado, o Filho do Carpinteiro, a quem confiamos a vida, a luta, os sonhos e as utopias de todos vocês.

O Dia do Trabalhador e da Trabalhadora é ocasião propícia para recordar que o trabalho “constitui uma dimensão fundamental da existência humana sobre a terra” (Laborem Exercens, 4). Vocês, trabalhadores e trabalhadoras, “conhecem a dignidade e a nobreza do próprio trabalho, vocês que trabalham para viver melhor, para ganhar para suas famílias o pão de cada dia, vocês que se sentem feridos na sua afeição de pais e de mães ao verem filhos mal alimentados, vocês que ficam tão contentes e orgulhosos quando lhes podem oferecer uma mesa farta, quando podem vesti-los bem, dar-lhes um lar decente e aconchegante, dar-lhes escola e educação em vista de um futuro melhor. O trabalho é um serviço a suas famílias, e a toda a cidade, um serviço no qual o próprio homem cresce na medida em que se dá aos outros” (São João Paulo II aos trabalhadores em São Paulo, 3 de julho de 1980).

Assegurar trabalho decente a todos, com condições dignas para exercê-lo e com justa remuneração, é responder a esta vocação que faz do homem e da mulher colaboradores de Deus na obra da criação. Assim, constitui sinal de esperança constatar a queda do desemprego em nosso país, bem como o aumento dos salários e a ascensão social de milhares de trabalhadores.

Reconhecemos, no entanto, a permanência de situações que depõem contra a dignidade dos trabalhadores. O salário mínimo ainda é muito baixo e se mantém distante do valor digno preconizado pela nossa Constituição. A disparidade salarial entre os que exercem a mesma função também é uma triste realidade em nosso país quando se observa o fator gênero e raça.

Persistem igualmente situações de trabalho precário e de desemprego disfarçado, em que pessoas entram nas estatísticas como ocupadas, quando, na verdade, estão inseridas no mercado informal à procura de novas e melhores ocupações. Esta realidade tem atingido a maioria dos nossos jovens. Acrescente-se também o trabalho escravo que vitima milhares de pessoas em todas as regiões do país, bem como as más condições laborais a que são submetidos muitos trabalhadores imigrantes, conforme denúncia da Campanha da Fraternidade 2014.

O Brasil tem uma das taxas de rotatividade no trabalho mais altas do mundo. Preocupa-nos o crescimento vertiginoso dos acidentes de trabalho e das doenças ocupacionais. Confirmam isso as recentes mortes de operários nas obras da Copa. A essas se somam as inúmeras mortes de trabalhadores que ficam no anonimato pelo país.

"A todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, nossa especial e carinhosa bênção. O operário São José alcance de seu Filho, Jesus Cristo, proteção e graça para todos".

Outra realidade inquietante é a expansão da terceirização do trabalho no Brasil. Estudos do DIEESE (2011) revelam que o trabalhador terceirizado fica 2,6 anos a menos no emprego, tem uma jornada semanal de trabalho de três horas a mais e ganha 27% menos. A cada dez acidentes de trabalho, oito ocorrem entre terceirizados. A aprovação do Projeto de Lei 4.330, que regulamenta a prática da terceirização no país, poderá aumentar a precarização no mundo do trabalho.

A redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem diminuição do salário é uma justa reivindicação dos trabalhadores que não pode mais ser protelada. Da mesma forma, a regulamentação da ‘PEC das domésticas’ é uma urgência que colocará fim a esta dívida social da nação brasileira. O mesmo se diga em relação aos aposentados que, após doarem sua vida com seu trabalho, são prejudicados com perdas na aposentadoria que lhes tiram o direito a uma vida tranquila e segura. Rever o fator previdenciário é demonstração de respeito e de reconhecimento aos aposentados.

Lembramos estas situações no Dia do Trabalhador e da Trabalhadora para chamar a atenção da sociedade brasileira para seu compromisso com os trabalhadores e trabalhadoras com quem a CNBB se faz solidária, manifestando apoio às suas lutas e reivindicações. Anime a esperança de nossos trabalhadores e trabalhadoras a palavra de Cristo: “tenham coragem, eu venci o mundo” (Jo 16,33).

A todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, nossa especial e carinhosa bênção. O operário São José alcance de seu Filho, Jesus Cristo, proteção e graça para todos.

Aparecida-SP, 1º de maio de 2014


Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva, OFM
Arcebispo de São Luís do Maranhão
Vice Presidente da CNBB


Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Evangelho do Dia 30/04


Jo 3, 16-21 - Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito.

Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus.


52ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil em Aparecida SP


Missa de abertura - 52ª Assembleia Geral da CNBB - Diego Simari
Com liturgia e cânticos especiais, a Celebração Eucarística das 7h30 no Santuário Nacional abriu os trabalhos da 52ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil. O episcopado reunido confiou as atividades dos próximos dez dias à Virgem Mãe Aparecida e recordou a ausência dos bispos falecidos recentemente, Dom Aloísio Roque Oppermann, arcebispo emérito de Uberaba, e Dom José Moreira Bastos, bispos de Três Lagoas (MS).

A Celebração foi presidida pelo Cardeal Arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno Assis, e teve início com a leitura do Salmo 76 (77) “Lembrando as maravilhas do Senhor”, seguida do Cântico 1Sm 2,1-10 “Os humildes se alegram em Deus”.

Confiamos nossos trabalhos à virgem Mãe Aparecida, Padroeira e Rainha do Brasil. Este é um dos momentos mais importantes desta assembleia, pois temos os olhos fixos em Jesus Cristo, o Bom Pastor.

(Cardeal Damasceno)

O cardeal iniciou sua homilia citando os novos santos da Igreja Católica, São João Paulo II, São João XXIII e São José de Anchieta: “A santidade é uma vocação universal e as canonizações são estímulos para nós, porque nos oferecem modelos de santidade”. Em seguida, comentou o Evangelho de Marcos, ressaltando que Deus nos enviou Seu filho para que acreditemos no Seu amor. “Ele nos deu a conhecer que Deus é amor, e que podemos depositar Nele nossa confiança, porque Ele nos ama incondicionalmente. Esta é a razão da alegria cristã e motivo de partilharmos a fé crista por meio da evangelização”, disse.

Citando Papa Francisco, afirmou que “a experiência da fé é uma experiência de amor sem limites; a evangelização é a partilha desse amor”.

Em seguida, o celebrante pontou os destaques da 52ª Assembleia Geral, ressaltando o tema central ‘Comunidade de comunidades: uma nova paróquia’: “Ser comunidade é viver a fé na forma do amor fraterno, é o apoio de que necessitamos para anunciar o Evangelho com alegria e entusiasmo”, exaltou Dom Damasceno. Em seguida, lembrou os dois temas prioritários que refletirão sobre o papel do leigo na Igreja e a questão agrária no país.


Foto de: Diego Simari/ A12.com


Cerca de 300 bispos participam da 52ª Assembleia
dos Bispos da CNBB.

Ao final, o cardeal fez uma breve prece a Nossa Senhora Aparecida: “Confiamos nossos trabalhos à virgem Mãe Aparecida, Padroeira e Rainha do Brasil. Este é um dos momentos mais importantes desta assembleia, pois temos os olhos fixos em Jesus Cristo, o Bom Pastor”.

Cardeal Damasceno recordou ainda que Dom Aloísio Roque Oppermann e Dom José Moreira Bastos já haviam confirmado presença na 52ª Assembleia Geral. “Que Deus os acolha e recompense por todo o trabalho que prestaram à Igreja como sacerdotes e bispos”, refletiu.

A 52ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil será realizada até 9 de maio no Centro de Eventos do Santuário Nacional


segunda-feira, 28 de abril de 2014

Evangelho do Dia 29/04

Jo 3, 7b-15 - Jesus disse a Nicodemos: “Vós deveis nascer do alto. O vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito”.

Nicodemos perguntou: “Como é que isso pode acontecer?” Respondeu-lhe Jesus: “Tu és mestre em Israel, mas não sabes estas coisas? Em verdade, em verdade, te digo, nós falamos daquilo que sabemos e damos testemunho daquilo que temos visto, mas vós não aceitais o nosso testemunho.

Se não acre­ditais, quando vos falo das coisas da terra, como acreditareis se vos falar das coisas do céu? E ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna”.


Recadinho



Você pede que Deus lhe aumente a fé? - Você sabe distinguir o que é essencial e o que é secundário nas coisas da fé? - Dê um exemplo de obra que manifesta muita fé. - Mencione um bem que sua comunidade faz em favor do próximo. - Que lugar ocupa a cruz de Cristo em sua casa?

Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R

A 52ª Assembleia Geral da CNBB começa na próxima quarta-feira (30)

A 52ª Assembleia Geral da CNBB começa na próxima quarta-feira (30) e a partir desse dia a TV Aparecida inicia as transmissões e cobertura do evento que reúne os bispos de todo o Brasil para um encontro que debate e define diversos assuntos da Igreja.

A TV Aparecida transmitirá todos os dias da Assembleia, de 30 de abril a 09 de maio, a missa com os bispos no Santuário Nacional às 7h30.

Foto de: Valquiria Vieira


Fachada do Centro de Eventos Padre Vitor
Coelho de Almeida para a 52ª Assembleia Geral

Além disso, a equipe de jornalismo estará na cobertura diária do evento com boletins informativos, entrevistas e flashes ao vivo.

No dia 01 de maio a TV Aparecida transmite ao vivo às 20h45 a entrega dos Prêmios de Comunicação da CNBB que acontecerá no auditório Padre Orlando Gambi na sede da emissora de Nossa Senhora.

A 52ª Assembleia Geral acontece no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida e terá sete temas prioritários, dez temas diversos e o tema central “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia”.

Papa Francisco canoniza João XXIII e João Paulo II



De acordo com informações da agência de notícias do Vaticano, VIS, aproximadamente 500 mil pessoas assistiram hoje, 27, na Praça de São Pedro, à cerimônia de canonização dos papas João XXIII e João Paulo II, e cerca de 300 mil acompanharam o evento pela telas gigantes distribuídas na cidade de Roma.

Estiveram presentes na cerimônia delegações oficiais de mais de cem países, mais de vinte chefes de Estado e personalidades do mundo da política e da cultura.

O papa emérito Bento XVI concelebrou com o papa Francisco, que antes de proceder ao rito da proclamação dos novos santos, dirigiu-se a Bento XVI para abraçá-lo.

Logo após, acompanhado do prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, cardeal Angelo Amato, e dos postuladores das causas, o papa Francisco pronunciou a fórmula de canonização: “Em honra à Santíssima Trindade para exaltação da fé católica e crescimento da vida cristã, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e a nossa, Depois de haver refletido profundamente, invocando muitas vezes a ajuda divina e ouvido o parecer de numerosos irmãos no episcopado, declaramos e definimos santos os beatos João XXIII e João Paulo II e os inscrevemos no Catálogo dos Santos, e estabelecemos que em toda a Igreja sejam devotamente honrados entre os Santos. Em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo”.

Após a leitura do Evangelho, Francisco proferiu a homilia, que segue abaixo, na íntegra:


HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
II Domingo de Páscoa (ou da Divina Misericórdia), 27 de abril de 2014

No centro deste domingo, que encerra a Oitava de Páscoa e que São João Paulo II quis dedicar à Misericórdia Divina, encontramos as chagas gloriosas de Jesus ressuscitado.

Já as mostrara quando apareceu pela primeira vez aos Apóstolos, ao anoitecer do dia depois do sábado, o dia da Ressurreição. Mas, naquela noite – como ouvimos –, Tomé não estava; e quando os outros lhe disseram que tinham visto o Senhor, respondeu que, se não visse e tocasse aquelas feridas, não acreditaria. Oito dias depois, Jesus apareceu de novo no meio dos discípulos, no Cenáculo, encontrando-se presente também Tomé; dirigindo-Se a ele, convidou-o a tocar as suas chagas. E então aquele homem sincero, aquele homem habituado a verificar tudo pessoalmente, ajoelhou-se diante de Jesus e disse: «Meu Senhor e meu Deus!» (Jo 20, 28).

Se as chagas de Jesus podem ser de escândalo para a fé, são também a verificação da fé. Por isso, no corpo de Cristo ressuscitado, as chagas não desaparecem, continuam, porque aquelas chagas são o sinal permanente do amor de Deus por nós, sendo indispensáveis para crer em Deus: não para crer que Deus existe, mas sim que Deus é amor, misericórdia, fidelidade. Citando Isaías, São Pedro escreve aos cristãos: «pelas suas chagas, fostes curados» (1 Ped 2, 24; cf. Is 53, 5).

São João XXIII e SãoJoão Paulo II tiveram a coragem de contemplar as feridas de Jesus, tocar as suas mãos chagadas e o seu lado trespassado. Não tiveram vergonha da carne de Cristo, não se escandalizaram d’Ele, da sua cruz; não tiveram vergonha da carne do irmão (cf. Is 58, 7), porque em cada pessoa atribulada viam Jesus. Foram dois homens corajosos, cheios da parresia do Espírito Santo, e deram testemunho da bondade de Deus, da sua misericórdia, à Igreja e ao mundo.

Foram sacerdotes, bispos e papas do século XX. Conheceram as suas tragédias, mas não foram vencidos por elas. Mais forte, neles, era Deus; mais forte era a fé em Jesus Cristo, Redentor do homem e Senhor da história; mais forte, neles, era a misericórdia de Deus que se manifesta nestas cinco chagas; mais forte era a proximidade materna de Maria.

Nestes dois homens contemplativos das chagas de Cristo e testemunhas da sua misericórdia, habitava «uma esperança viva», juntamente com «uma alegria indescritível e irradiante» (1 Ped 1, 3.8). A esperança e a alegria que Cristo ressuscitado dá aos seus discípulos, e de que nada e ninguém os pode privar. A esperança e a alegria pascais, passadas pelo crisol do despojamento, do aniquilamento, da proximidade aos pecadores levada até ao extremo, até à náusea pela amargura daquele cálice. Estas são a esperança e a alegria que os dois santos Papas receberam como dom do Senhor ressuscitado, tendo-as, por sua vez, doado em abundância ao Povo de Deus, recebendo sua eterna gratidão.

Esta esperança e esta alegria respiravam-se na primeira comunidade dos crentes, em Jerusalém, de que falam os Atos dos Apóstolos (cf. 2, 42-47), que ouvimos na segunda Leitura. É uma comunidade onde se vive o essencial do Evangelho, isto é, o amor, a misericórdia, com simplicidade e fraternidade.

E esta é a imagem de Igreja que o Concílio Vaticano II teve diante de si. João XXIII e João Paulo II colaboraram com o Espírito Santo para restabelecer e atualizar a Igreja segundo a sua fisionomia originária, a fisionomia que lhe deram os santos ao longo dos séculos. Não esqueçamos que são precisamente os santos que levam avante e fazem crescer a Igreja. Na convocação do Concílio, São João XXIII demonstrou uma delicada docilidade ao Espírito Santo, deixou-se conduzir e foi para a Igreja um pastor, um guia-guiado, guiado pelo Espírito. Este foi o seu grande serviço à Igreja; por isso gosto de pensar nele como o Papa da docilidade ao Espírito Santo.

Neste serviço ao Povo de Deus, São João Paulo II foi o Papa da família. Ele mesmo disse uma vez que assim gostaria de ser lembrado: como o Papa da família. Apraz-me sublinhá-lo no momento em que estamos a viver um caminho sinodal sobre a família e com as famílias, um caminho que ele seguramente acompanha e sustenta do Céu.

Que estes dois novos santos Pastores do Povo de Deus intercedam pela Igreja para que, durante estes dois anos de caminho sinodal, seja dócil ao Espírito Santo no serviço pastoral à família. Que ambos nos ensinem a não nos escandalizarmos das chagas de Cristo, a penetrarmos no mistério da misericórdia divina que sempre espera, sempre perdoa, porque sempre ama.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Evangelho do dia 25 /04

Evangelho do dia
Jo 21, 1-14 - Jesus apareceu de novo aos discípulos, à beira do mar de Tiberíades. A aparição foi assim: Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e outros discípulos de Jesus.

Simão Pedro disse a eles: “Eu vou pescar”. Eles disseram: “Também vamos contigo”. Saíram e entraram na barca, mas não pescaram nada naquela noite. Já tinha amanhecido, e Jesus estava de pé na margem. Mas os discípulos não sabiam que era Jesus. Então Jesus disse: “Moços, tendes alguma coisa para comer?” Responderam: “Não”. Jesus disse-lhes: “Lançai a rede à direita da barca, e achareis”. Lançaram pois a rede e não conseguiam puxá-la para fora, por causa da quantidade de peixes.

Então, o discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: “É o Senhor!” Simão Pedro, ouvindo dizer que era o Senhor, vestiu sua roupa, pois estava nu, e atirou-se ao mar.
Os outros discípulos vieram com a  barca, arrastando a rede com os peixes. Na verdade, não estavam longe da terra, mas somente a cerca de cem metros. Logo que pisaram a terra, viram brasas acesas, com peixe em cima, e pão. Jesus disse-lhes: “Trazei alguns dos peixes que apanhastes”. Então Simão Pedro subiu ao barco e arrastou a rede para a terra. Estava cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes; e, apesar de tantos peixes, a rede não se rompeu. Jesus disse-lhes: “Vinde comer”. Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar quem era ele, pois sabiam que era o Senhor. Jesus aproximou-se, tomou o pão e distribuiu-o por eles. E fez a mesma coisa com o peixe. Esta foi a terceira vez que Jesus, ressuscitado dos mortos, apareceu aos discípulo

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Coalização lança cartilha sobre Reforma Política e Eleições Limpas


Membros da Coalização Democrática pela Reforma Política e Eleições Limpas lançaram ontem, 22, a cartilha sobre o Projeto de Lei de Iniciativa Popular de Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, intitulada “Por um sistema político identificado com as reivindicações do povo”. O lançamento ocorreu durante entrevista coletiva à imprensa, na Câmara dos Deputados, da qual participaram o bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, os membros do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Aldo Arantes, Cláudio Pereira e Marcello Lavenère, e da diretora do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, Jovita Rosa. Na ocasião, houve também o lançamento da Coalização Parlamentar pela Reforma Política.

A cartilha explica o que é a Coalização pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, constituída por 95 entidades, entre elas a CNBB, bem como os principais pontos da proposta: proibição de doações de recursos financeiros de empresas para financiar campanhas eleitorais; a mudança no sistema de votação, sendo feito em dois turnos, no qual, no primeiro, o eleitor votaria em um programa, em ideias e, no segundo turno, escolheria as pessoas que irão colocar em prática o projeto; a equiparação entre o número de homens e mulheres no meio político, sendo que, para cada candidato homem, teria uma mulher; e a regulamentação do artigo 14 da Constituição de 1988, que trata dos instrumentos de participação popular.

Financiamento de campanhas

Durante a coletiva, dom Leonardo falou sobre a prévia da votação da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) número 4650, impetrada no Supremo Tribunal Federal (STF) pela OAB. Até o momento, há seis votos a favor da inconstitucionalidade de artigos da Lei Eleitoral (9.504/1997), que tratam de doações a campanhas eleitorais por pessoas físicas e jurídicas, e de trechos da Lei dos Partidos Políticos (9.096/1995), que disciplinam a forma e os limites para efetivação de doações a partidos políticos no Brasil. “A coalizão tem trabalhado para que, realmente, o poder econômico tenha cada vez menos influência nas nossas eleições”, disse dom Leonardo.

Na Câmara dos Deputados, um projeto de emenda constitucional prevê tornar a prática de doações de empresas privadas uma norma da Constituição Federal. Para dom Leonardo, o resultado prévio da votação no STF já demonstra que não será possível. “O desejo aqui na Câmara, por um determinado grupo de trabalho, é que se constitucionalize essa participação econômica. O Supremo está sinalizando que isso não seja constitucional”, resumiu.

O secretário geral do Conselho Federal da OAB, Cláudio Pereira, ressaltou o sentido de igualdade de condições na disputa eleitoral que a inconstitucionalidade da Lei representa. “O que o Supremo faz ao impedir que as empresas interfiram no processo político eleitoral é aprimorar o processo político eleitoral, é permitir que a vontade popular prevaleça em igualdade de condições, contribuindo com isso para legitimação ainda maior dos nossos representantes eleitos pelo voto do povo”, disse.

O membro do Conselho Federal da OAB e Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), Marcello Laverère Machado, considerou a coletiva como um convite à imprensa, “responsáveis pela formação da opinião plural”, para comunicar que, no final deste ano, acontecerão as últimas eleições com financiamento de empresas. “Certamente, em 2016 nós não teremos mais a participação do dinheiro das empreiteiras, das pessoas jurídicas, do capital financeiro, dos bancos, tornando desigual a luta política, entre outras conquistas que esperamos até as próximas eleições, como a paridade de gênero, o fortalecimento dos instrumentos da democracia direta”, comemorou Lavenère.

Coalização Parlamentar

Logo após a coletiva, houve o lançamento da Coalização Parlamentar pela Reforma Política e Eleições Limpas, que conta com o apoio, segundo dados da OAB, de 170 parlamentares

NOMEAÇÕES E TRANSFERÊNCIAS

Depois de ouvir o Conselho Episcopal, o Senhor Arcebispo Dom Geraldo Lyrio Rocha nomeou Reitor do Santuário de Nossa Senhora do Carmo, em Mariana, o Côn. Nedson Pereira de Assis, acumulando as funções de Pároco da Catedral; Pe. Bráulio Sérgio Mendes, Vigário Paroquial da Paróquia de Nossa Senhora da Assunção, em Mariana; e Pe. Marco Antônio Mappa, Colaborador na Paróquia de Cristo Rei, em Ouro Preto.

Nomeou também como Pároco da Paróquia de Santo Antônio, em Silveirânia, o Pe. Luiz Henriques dos Santos; Pe. Adelson Laurindo Sampaio Clemente, Administrador Paroquial da Paróquia do Divino Espírito Santo, em Lamim e Pe. Afrânio Vieira de Almeida, Vigário Paroquial da Paróquia de São Sebastião, em Barbacena, acumulando as funções de Diretor Espiritual do Propedêutico

terça-feira, 22 de abril de 2014

Evangelho do dia 23 de abril

Evangelho do dia
Lc 24, 13-35 - Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido. Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. Então Jesus perguntou: “Que ides conversando pelo caminho?”


Eles pararam, com o rosto triste, e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: “Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias? Ele perguntou: “Que foi?” Os discípulos responderam: “O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram! É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo. Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu”.

Então Jesus lhes disse: “Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?” E, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele. Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem che­gando!” Jesus entrou para ficar com eles. Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía.

Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles. Então um disse ao outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?” Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém onde encontraram os Onze reunidos com os outros. E estes confirmaram: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!” Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido



Recadinho

Em meio às angústias da vida, você reza “fica conosco, Senhor, pois já é tarde e a noite vem chegando?” - Você procura “caminhar” com os que buscam seu apoio, sua amizade, sua força? - Você tem um coração aberto para acolher os que buscam conforto e força na caminhada da vida? - A solidão machuca o mais íntimo do ser humano. Você está sempre atento em dar uma força às pessoas que vivem na solidão? - Reconhecemos o Mestre ao partir o pão. Que lugar ocupa a Eucaristia em sua vida?

Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R

Canonização dos Papas João XXIII e João Paulo II,

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A cerimônia de canonização dos Papas João XXIII e João Paulo II, no próximo dia 27 de abril, será projetada ao vivo e em alta definição, gratuitamente, em 500 cinemas de todo o mundo.

No Brasil, seis cinemas aderiram à iniciativa e transmitirão a cerimônia a partir de 12h.
Confira as salas onde a transmissão estará em exibição: em São Paulo, no Cinemark Santa Cruz e Cinemark Boulevard Tatuapé; no Rio de Janeiro, no Cinemark Botafogo; em Salvador, no Cinemark Salvador; em Recife, no Cinemark Riomar Recife; e Belo Horizonte, no Cinemark BH Shopping.
A informação foi divulgada pela Rádio Vaticano. A iniciativa é oferecida pelo CTV (Centro Televisivo Vaticano), com os parceiros SKY, Sony e Nexco Digital.

Mensagem de Páscoa

Páscoa…É ser capaz de mudar.É partilhar a vida na esperança.É lutar para vencer toda sorte de sofrimento.É ajudar mais gente a ser gente.É viver em constante libertação.É crer na vida que vence a morte.É dizer sim ao amor e à vida.É investir na fraternidade.É lutar por um mundo melhor.É vivenciar a solidariedade.É renascimento, é recomeço.É uma nova chance para melhorarmos as coisas que não gostamos em nós. Para sermos mais felizes por conhecermos a nós mesmos mais um pouquinho.É vermos que hoje…Somos melhores do que fomos ontem.Desejo a todos os amigos e amigas uma Feliz Páscoa, cheia de paz, amor e muita saúde!

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Inscrição para Preparação para o Casamento


Dias: 07 a 11 de abril de 2014

Horário: 13h ás 17h

Local: Secretaria Paroquial

È necessário documento de identidade e presença do casal.

sábado, 5 de abril de 2014

É COM MUITA ALEGRIA QUE ACOLHEMOS PE LUIZ FAUSTINO




Pe. Luís Faustino dos Santos

Nasc.: 05/03/1949

Ord.: 21/07/1977

Exemplo de Missionário: o Pe. Luis Faustino dos Santos natural de Cipotânea. Ele é sacerdote da Arquidiocese de Mariana e trabalhou como missionário em Manaus. Ele já trabalhou três anos e meio na região amazônica prestando serviço às comunidades carentes da região norte. Este missionário tem por princípio não escolher onde trabalhar e ir aonde os mais necessitados que precisam de sua ajuda. Ficou 30 meses em Porto Velho e ficou a cargo do Arcebispo, Dom Moacy Grechi, de reorganizar o Conselho Missionário Diocesano (COMIDI) e preparar as Santas Missões Populares na Arquidiocese. Segundo ele visitou todas as paróquias da Arquidiocese (24), numa área de 82.000 km2,em números redondos (aproximadamente, 4 vezes maior do que a Arquidiocese de Mariana que tem 22.000 km2, em números redondos). Trabalhando com uns 3.500 missionários/as leigos/as. Ultimamente ele está em Manaus, junto com o Pe. Leonardo, na Área Missionária São Francisco. São 16 comunidades com uma população de 80.000 habitantes. A criação de Áreas Missionárias foi uma das experiências que deram certo na Arquidiocese de Manaus, afirma. O plano consiste num conjunto de comunidades com vida própria, porém constituindo uma unidade através do Conselho de Pastoral da Área Missionária (CPAM) e dos trabalhos que realizam juntas: retiros, encontros de formação, Escola de Teologia Popular, etc. Foi uma antecipação do Documento de Aparecida, quanto à descentralização, a rede de comunidades e o empenho evangelizador.

Segundo ele os maiores desafios da Igreja Católica são as divergências internas, geradas pelo individualismo da sociedade pós-moderna, que atingiu a Igreja. Creio que o pluralismo interno da Igreja mais atrapalha do que ajuda na evangelização, afirma que a mídia, em geral, é inimiga da Igreja. Até as redes católicas de televisão deixam muito a desejar quando se trata de unidade pastoral. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aponta numa direção e algumas programações televisivas apontam para outra e, em nome do pluralismo religioso, quebram a unidade tão sonhada pelo fundador desta Igreja, Jesus Cristo (cf. Jo 17,21). Outros grandes problemas são: o eclesiocentrismo em vez do cristocentrismo; a sacramentalização em vez da evangelização; a massificação das pessoas em vez da consciência comunitária.

No mundo atual, ser cristão é uma grande aventura. Ser missionário, qualquer que seja a idade, é fazer a vida renascer a cada dia. Ser missionário é descobrir um grande prazer em pequenas coisas; é saber sorrir com as crianças, inquietar-se com os jovens, sonhar com os adultos e esperar com os idosos. Nunca diga que não é missionário. Existe a missão para quem parte para longe: são os seguidores de S. Francisco Xavier; e a missão de quem fica: são os seguidores de Santa Teresinha. É vergonhoso um padre dizer que não é missionário. A Paróquia é o lugar onde ele deve exercer sua missão, organizando e animando comunidades missionárias. Mesmo que a missão não seja uma aventura, não deixa de oferecer ao missionário-trampolins, taxados de obstáculos, que o faz caminhar para além do alcance das pernas e enxergar mais longe que o alcance das vistas. Vale a pena empenhar-se nesta busca, pois disse Jesus: “Eu estarei com vocês até o fim dos tempos” (Mt 8,20).