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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Citações Bíblicas

Dia 12 de Outubro 2013
Dia de Nossa Senhora Aparecida
1ª Leitura - Est 5,1b-2; 7,2b-3 
Salmo - Sl 44(45),11-12a.12b-13.14-15a.15b-16 (R. 11.12a)
2ª Leitura - Ap 12,1.5.13a.15-16a
Evangelho - Jo 2,1-11
 
 28º Domingo doo tempo comum - 13/10/2013
1ª Leitura - 2Rs 5,14-17
Salmo - Sl 97,1.2-3ab.3cd-4 (R.cf 2b
2ª Leitura - 2Tm 2,8-13
Evangelho - Lc 17,11-19
 
Veja os textos em Liturgia Dominical na coluna ao lado


Por que Nossa Senhora Aparecida é Padroeira do Brasil?


Porque o Papa Pio XI, em 16 de Julho de 1930, assinou o Decreto constituindo Nossa Senhora da Conceição Aparecida Padroeira do Brasil. Ele legitimou um fato já consagrado pelo povo.
Logo após a realização do Congresso Mariano de 1929, por empenho do então arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Sebastião Leme, e do reitor do Santuário na época, padre Antão Jorge Hechenblaickner, os bispos presentes no Congresso pediram e obtiveram do Papa Pio X, a graça de Nossa Senhora Aparecida ser declarada Padroeira do Brasil.
O decreto foi assinado pelo papa no dia 16 de julho daquele ano e a proclamação oficial se deu no Rio de Janeiro, então Capital Federal, no dia 31 de maio de 1931, perante uma multidão de fiéis, do Presidente da República, Dr. Getúlio Vargas, do Corpo Diplomático, de 25 bispos, do Núncio Apostólico, Dom Aloísio Masela, de autoridades civis e militares.
Arquivo CDM/Santuário Nacional
 Proclamação oficial no Rio de Janeiro.
Dom Leme conseguiu de Dom Duarte e do Cabido Metropolitano da Sé de São Paulo a licença, que a principio lhe foi negada, para levar à capital da República a Imagem de Nossa Senhora Aparecida.
O Missionário Redentorista, padre Júlio Brustoloni descreve em seu livro ‘História de Nossa Senhora Aparecida: A Imagem, o Santuário e as Romarias’ que naquele ano, a Imagem foi conduzida, saindo de Aparecida no dia 30 de maio para o Rio de Janeiro.
“A Imagem deixou seu nicho e foi conduzida pelo povo de Aparecida até a Estação local. Preces, lágrimas e emoção acompanhavam essa peregrinação histórica”, descreve padre Júlio no livro.
A publicação ainda relata que cerca de um milhão de pessoas foram prestar suas homenagens à Padroeira naquele dia 31. De manhã, o ponto alto foi a Missa Campal celebrada diante da Igreja de São Francisco de Paula, onde a multidão cantou e rezou participando da eucaristia.
Mais tarde, uma procissão conduziu a Imagem para a Praça da Esplanada do Castelo. Junto do altar da Padroeira, encontrava-se o então presidente da república, Getúlio Vargas, Ministros de Estado, autoridades civis, militares e eclesiásticas. O Núncio Apostólico, Dom Aloísio Masella também esperava pela Virgem de Aparecida junto ao povo.
Notícias de jornais da época relatam que a imensa multidão repetiu com entusiasmo as palavras da consagração da nação e do povo a Nossa Senhora, proferidas por Dom Leme.

Era o Brasil que se consagrava à sua Senhora e Mãe:“Senhora Aparecida, o Brasil é vosso! Rainha do Brasil, abençoai a nossa gente. Paz ao nosso povo! Salvação para a nossa Pátria! Senhora Aparecida, o Brasil vos ama, O Brasil, em vós confia! Senhora Aparecida, o Brasil vos aclama, Salve Rainha!”
Após os atos de consagração e prece, Dom Duarte levou a Imagem para o carro-capela, estacionado na Estação Dom Pedro II com destino à Aparecida.
Na época, o Superior Vice-Provincial, padre José Francisco Wand escreveu no livro de ponto da paróquia que é absolutamente certo que o dia 31 de maio de 1931 seria sempre um dos mais memoráveis na história eclesiástica da Terra de Santa Cruz.
“Este dia significa para Aparecida o desenvolvimento grandioso das romarias”, afirmava a mensagem.
Ainda nos dias de hoje, o Santuário Nacional de Aparecida, local onde se encontra a Imagem da Padroeira do Brasil, aos cuidados dos Missionários Redentoristas acolhe centenas de romarias vindas de todas as partes do país.
 
Foto: CDM- Centro de Documentação e Memória do Santuário Nacional

terça-feira, 24 de setembro de 2013

5º Fórum Social

 
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O 5º Fórum Social pela Vida, da Arquidiocese de Mariana, acontecerá nesse fim de semana, 26 a 29 de setembro, na cidade de Piranga, região centro. Com o tema “Por um Estado do Bom Viver” e lema “Em nossa organização a força da transformação”, o evento contará com a participação de 500 pessoas, entre delegados inscritos, assessores e equipe de trabalho.
Oração
Deus da justiça e da ternura; com o coração cheio de fé e de esperança, vimos colocar em tuas mãos o 5º Fórum Social pela Vida, da Igreja particular de Mariana.
Temos consciência de que é um momento marcante em nossa história e em nossa caminhada. Há muita coisa que nos inspira e nos motiva: a fecundidade do Ano da Fé, a alegria contagiante da Jornada Mundial da Juventude, o Projeto Arquidiocesano de Evangelização, que nos convida a ser uma Igreja viva, comprometida e missionária. Há também coisas que nos desafiam: o clamor dos pobres, dos injustiçados, dos excluídos, dos explorados; a natureza cada vez mais depredada; a corrupção que se alastra, o mau uso do poder.
O povo de Israel, às margens dos rios da Babilônia, chorava com saudade da sua terra, arrependido pelas divisões e infidelidades que o levaram ao exílio (Sl 137). Agora, o nosso encontro se dá às margens do Rio Piranga. Não para chorar de saudade, mas para cantar nossa esperança. Não para lamentar o passado, mas para construir um futuro melhor. Acreditamos que um outro mundo é possível. Cremos no poder da organização que leva à transformação. Por isso, não iremos pendurar nossos instrumentos. Jamais calaremos nossa voz.
Vivendo ainda o Ano da Fé, queremos reafirmar nossa adesão a Jesus Cristo e ao seu projeto de vida plena para todos. Assumimos nosso compromisso de lutar por um Estado mais democrático, que esteja de fato a serviço do povo, a serviço do bem viver.
Somos gente simples, um povo humilde, mas contamos com a força da fé, com a luz da Palavra de Deus, com o poder da organização, com o dinamismo e a alegria da juventude, com o suporte da nossa solidariedade.
Caminha conosco, Senhor! E abençoa o nosso 5º Fórum Social pela Vida. Amém!

As Próximas Ordenações Sacerdotais

 
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Depois de aprovados os pedidos de ordenação na reunião do conselho presbiteral na última quarta-feira,18, os diáconos se reuniram com o arcebispo de Mariana, dom Geraldo, e foram agendadas as próximas ordenações presbiterais na arquidiocese:
Diácono Adelson: dia 15 de novembro de 2013, às 10h, em Sericita;
Diácono Edir: dia 30 de novembro de 2013, às 10h, em Jequeri;
Diácono Thiago: dia 08 de fevereiro de 2014, às 10h, em Mariana;
Diácono Antônio: dia 15 de fevereiro de 2014, às 10h, em Carandaí.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

DÍZIMO


DÍZIMO, LEI DO AMOR

“Dá glória a Deus de bom coração e nada suprimas das primícias (do produto)
de tuas mãos. Faze todas as tuas oferendas com um rosto alegre, consagra os
dízimos com alegria. Dá ao Altíssimo conforme te foi dado por ele, dá de bom
coração de acordo com o que tuas mãos ganharam, pois o Senhor retribui a
dádiva, e recompensar-te-á tudo sete vezes mais”.(Eclesiástico 35,10-13).

DÍZIMO OU OFERTA?
O Dízimo faz
parte da lei do amor. Só quem ama a Deus e ao próximo persevera como dizimista.
E justamente por essa razão existe o quinto mandamento da Igreja - Pagar o
Dízimo segundo o costume - que não somente reconhece seu valor, como também
necessita dele para evangelizar. Com o dízimo, a evangelização se propaga de
maneira digna e equilibrada.
É verdade que na
Bíblia Sagrada Deus nos pede o Dízimo e a Oferta. “Pagai integralmente os
dízimos à casa do Senhor” (Mal 3,10). “Dizei ao povo de Israel que me
faça uma oferta diz o Senhor”(Ex 25,2). Existe uma grande diferença entre Dízimo
e Oferta, embora ambos sejam fruto de nossa fé, do nosso reconhecimento,
da nossa gratidão para com Deus, da nossa generosidade, de nosso coração. Dízimo é devolver a Deus, com fidelidade, uma parte de tudo aquilo que
Ele próprio nos dá, como primícias da nossa renda. Quer dizer que toda vez que
Deus nos dá, nós separamos “as primícias”, a parte consagrada a Ele, e fazemos
a devolução. Se a nossa renda é a colheita, nós daremos o nosso Dízimo quando
realizarmos a nossa colheita nocampo. Se a nossa renda é o nosso salário,
devolveremos nosso Dízimo como primeiro gesto de gratidão a Deus, logo que
recebermos o nosso salário. Se a nossa renda for fruto da venda de algum bem,
daremos o Dízimo da nossa renda ao receber o que ganhamos com a venda daquele
bem. O Dízimo tem um destino certo: a Igreja de Jesus Cristo, para a realização
da obra de Deus, de acordo com um plano pastoral que abrange a dimensão
religiosa, social e missionária. Este plano tem continuidade, não pode sofrer
interrupções, por isso deve contar com recursos regulares. É o Dízimo que deve sustentar o plano
pastoral da Igreja para a realização da obra de Deus. A Oferta é livre,
não tem momento certo, depende da necessidade de quem solicita e da
disponibilidade de quem oferece. As ofertas se destinam geralmente para a
realização de obras complementares ou para socorrer alguma emergência pessoal
ou comunitária, ou ajudar o plano pastoral da Igreja, mas como acréscimo ao
Dízimo, que constitui a pastoral de sustentação da vida paroquial.

OFERECER O DÍZIMO
Quando oferecemos o dízimo, por amor a Deus, o céu se abre e muitas bênçãos são
derramadas. O amor de Deus invade todo o nosso ser, transcendendo o visível,
fazendo-se percebido nas ações mais condizentes com o cristão: de fraternidade,
justiça, paciência, humildade, alegria,

Mensagem
Com o Dízimo você ajuda a transformar a Igreja para que ela seja cada vez mais unida e fraterna, a fim de que possa cumprir a sua missão evangelizadora como Jesus a quer. "tende todos um só coração e uma só alma, sentimentos de amor fraterno, de misericórdia, de humildade". Ipd3,8.
ORAÇÃO
Jesus Mestre, vós dissestes
que a vida eterna consiste em conhecer a vós e ao Pai.
Derramai
sobre nós a abundância do Espírito Santo! Que ele os ilumine, guie e fortaleça
no vosso seguimento, porque sois o único caminho para o Pai
Fazei-nos
crescer no vosso amor, para que sejamos, como o apóstolo Paulo, testemunhas
vivas do vosso Evangelho.
Com
Maria, Mãe Mestra e Rainha dos apóstolos, guardamos vossa Palavra meditando-a
em nosso coração.
Jesus
Mestre, Caminho, Verdade e Vida, tende piedade de nós.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Papa nomeia Cardeal Brasileiro como seu enviado

      
cardeal Claudio Hummes
O Santo Padre nomeou o prefeito emérito da Congregação para o Clero,  cardeal brasileiro Cláudio Hummes, como seu enviado especial às celebrações conclusivas do 25º aniversário da canonização de São Roque González de Santa Cruz e dos Companheiros mártires, que serão realizadas em Assunção, no Paraguai, em 15 de novembro de 2013.
 
São Roque e seus companheiros foram alguns dos primeiros mártires sul-americanos. Foram assassinados pelos índios em 1628 e canonizados pelo papa João Paulo II. Roque González nasceu em Assunção, Paraguai, em 1576.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

XIV Simpósio Filosófico-Teológico

Documentário, comunicações, mini-Cursos e conferência movimentam o 2º dia de atividades do XIV Simpósio Filosófico-Teológico

Nesta quarta, 11, continuam as atividades do XIV Simpósio Filosófico-Teológico promovido pelo Instituto Teológico São José e pela Faculdade Arquidiocesana de Mariana – Dom Luciano Mendes, que nesta quinta (12) completa 10 anos de criação.
As atividades iniciaram as 09h, com a apresentação do Documentário-memorial, fazendo uma retrospectiva de todos os eventos marcantes no decorrer desta década de fundação. Para o referido vídeo foram colhidas reportagens de todas as entidades que a FAM realiza algum trabalho social. O documentário contou também com algumas colocações do corpo dirigente, docente e discente.
Após a apresentação, houve o lançamento do livro “Provocações Éticas” de padre Edmar José da Silva. Várias pessoas estavam presentes para este momento, vindas de varias localidades da Arquidiocese. Estavam presentes ao lado de sua família, alguns de seus paroquianos, conterrâneos, sacerdotes e diversos amigos.
Das 14h30 às 17h, ocorreram os minicursos. Estes foram anteriormente apresentados e escolhidos por cada um dos participantes do simpósio. Os temas e ministrantes foram os seguintes: F1- Experiência Mística e Filosofia na Tradição Ocidental. Ministrado por Dra. Cláudia M. Rocha Oliveira. F2- É o ateísmo premissa necessária para um novo humanismo? Ministrado por ms. diác. Robson Adriano F. Dias Fonseca. T1- Pensar a presença de Cristo no cosmos. Ministrado por ms. Aparecida Maria de Vasconcelos. T2- Filosofar na Teologia: a mediação filosófica na teologia de Karl Rahner como instância de diálogo com a realidade. Ministrado por ms. padre Luiz Antônio Reis Costa.
O tema do XIV Simpósio “A relação entre fé razão no contexto de mudança de época”, será assunto da conferência que será realizada as 19h30, finalizando o segundo dia de atividades. Este momento contará com a presença do dr. Fernando Altemyer Júnior.
Colaborou: Luis Fernando Alves Cruz – Seminarista 2º período de Filosofia


terça-feira, 10 de setembro de 2013

Desabafo do Padre

Pe. Sena
 
        Se não fosse por causa de vocês, um povo bom que se encontra nesta Paróquia de São João Batista de Barão de Cocais, confesso que eu já estaria bem longe daqui, há muito tempo. Está se aproximando a data de meus dois anos de residência nesta cidade. Desde que cheguei aqui não esgotaram as surpresas agradáveis que venho redescobrindo, a cada dia, no coração de vocês, povo de fé, acolhedor e amigo.

         Somando com as aspirações e boa vontade de muitos, temos trabalhado para que sejam bem conservadas e até criadas novas condições que favoreçam a todos, através de reformas e construções. Só que vocês não ficaram sabendo e nem é hora apropriada para dizer o que passei, durante a reforma e pintura deste Santuário. Poupei vocês e evitei qualquer tipo de mal estar. Sofri no silêncio. Prefiro nem comentar. A história é longa.

        Agora, com a reforma do escritório paroquial, as mesmas situações estão querendo se repetir. O conselho municipal de patrimônio cultural me notificou, alegando que cometi irregularidades graves , segundo o parecer de alguns de seus componentes. Por isto decidi, de agora em diante, não mais sofrer calado. Quero dividir com vocês, ao menos um pouco do que está se passando comigo. Tenho absoluta certeza de que nem todos os membros que compõem este conselho atual estão de acordo com as intenções de uma minoria deles que deseja somente me crucificar.

        Disseram que me notificaram porque receberam denúncias de pessoas que afirmam que a praça Mons. Gerardo está sendo descaracterizada por mim. Eu pergunto: Estou descaracterizando o que mais, se todas as construções próximas do adro da Igreja já se encontram descaracterizadas? Existe algum prédio histórico deste lado da praça com estilo da época da construção da Igreja S. João Batista?

        Penso e me atrevo a dizer que o conselho municipal de patrimônio cultural precisa ouvir mais são os tantos elogios e demonstrações de alegria da parte daqueles que sabem apreciar e reconhecer o cuidado que se tem com o que pertence a eles. Acho que seria até uma irresponsabilidade do conselho municipal de patrimônio cultural dar ouvidos aos que são sempre do contra, apenas usufruem dos espaços da Igreja, enxergam somente o que eles querem ver. Neste meio há também políticos ou politico que com o conselho se somam mais para a defesa de seus interesses.

        Está na hora do conselho municipal de patrimônio cultural dar mais uma prova de seriedade diante do que realmente precisa ser feito pelo bem desta terra. Da minha parte não irei desmanchar nada do que foi construído com o dinheiro sagrado de um povo fiel e generoso.

        Conto com a compreensão, a amizade e o valioso apoio da oração de todos vocês para que o bom senso seja mais forte e este conselho municipal de patrimônio cultural repense as suas atitudes que poderão causar péssimas consequências, caso insistam em manter suas mesmas decisões.             

Obrigado pelo apoio.

                                                                                                                                                         Pe. Sena
                                                                                                   Barão de Cocais 08 de setembro de 2013        
Grito dos Excluídos destaca situação de trabalhadores e jovens marginalizados


A cidade de Congonhas sediou, no sábado, 7, a 19ª edição do Grito dos Excluídos na Arquidiocese de Mariana. O evento foi animado por padres e leigos ligados aos movimentos sociais e à dimensão sociopolítica da arquidiocese. A praça da matriz de Nossa Senhora da Conceição abrigou a concentração inicial do evento, que começou logo pela manhã. O pároco local, pe. Paulo Barbosa, acolheu os participantes e animou a manifestação.
Na praça, os participantes assistiram às apresentações teatrais preparadas pelo grupo de jovens Anjos da Arte. As encenações abordaram as carências do povo marginalizado e o descaso das grandes empresas e do poder público para com as necessidades dos jovens pobres e de grande parte dos cidadãos economicamente desfavorecidos. Também foram resgatadas algumas das demandas que tiveram ênfase nas grandes manifestações que agitaram o país no meio do ano.
O Grito
O Grito dos Excluídos é tradicionalmente promovido por diversas dioceses católicas em todo o país e reúne militantes de movimentos sociais, grupos estudantis, sindicatos, pastorais da Igreja e outras associações que lutam em favor das causas sociais.
Com o lema “Juventude que ousa lutar, constrói o projeto popular”, o Grito deste ano chamou a atenção para as condições de vida e os desafios enfrentados pelos jovens brasileiros, como a violência, a falta de empregos dignos e as drogas, além da situação dos trabalhadores da mineração. Destacou ainda questões mais localizadas, como as campanhas pela criação de um novo hospital e de novas creches municipais em Congonhas.
Durante a concentração, foram servidas refeições, água e refrigerantes para todos os participantes do Grito. Por volta de 13h30, os participantes deixaram a praça e se dirigiram em caminhada rumo à basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos.
Reivindicações
Animados por um trio elétrico, os caminhantes fizeram uma parada no centro de Congonhas para que representantes de movimentos, sindicatos e associações pudessem se pronunciar.
O deputado federal Padre João (PT), sublinhou a Lei que será sancionada pela presidente, nesta segunda-feira, 9, destinando 75% dos royalties do petróleo para a educação e 25% para a saúde .
Já o coordenador arquidiocesano de pastoral, padre Geraldo Martins, que trabalhou na assessoria política e de imprensa da CNBB nos últimos seis anos, ressaltou a importância da participação nos projetos de lei de iniciativa popular. “A 5ª Semana Social Brasileira, realizada nesta semana em Brasília, apontou três urgências que devem merecer nossa atenção: reforma política, demarcação das terras indígenas e solicitação ao papa que convoque um grande evento internacional para discutir a valorização da vida”, disse o coordenador.
Também foram cobrados mais investimentos nos serviços públicos, mais vigilância e o fim da corrupção no país, além do comprometimento do Estado com as classes populares e valorização das mulheres no mercado de trabalho e na sociedade. Os manifestantes reivindicaram ainda o fim da exploração comercial no fornecimento de bens de primeira necessidade, como água e energia.
Os protestos voltaram-se também contra os projetos de facilitação de contratação de serviços terceirizados pelas empresas, contra a redução da maioridade penal e a favor de mais reconhecimento de direitos para os povos indígenas e demarcações de terras.
Paz na Siria
Em comunhão com o papa Francisco, os animadores convocaram todos a pedirem pela paz na Síria, no Oriente Médio e em todo o mundo, pelo fim da indiferença para com as crianças que são abandonadas, para que os direitos humanos sejam mais respeitados em todos os setores da sociedade e para que os jovens sem experiência profissional tenham mais oportunidades de trabalho, mais ofertas de emprego digno.
O encerramento do evento ocorreu com a missa que abriu o jubileu do Bom Jesus, às 15h, presidida pelo arcebispo de Mariana, dom Geraldo Lyrio Rocha, em frente à basílica do Bom Jesus. Em sua homilia, o arcebispo sublinhou os apelos do papa Francisco pela paz. “Não é a cultura do confronto, a cultura do conflito, aquela que constrói a convivência nos povos e entre os povos, mas sim esta: a cultura do encontro, a cultura do diálogo: este é o único caminho para a paz”, disse dom Geraldo recordando as palavras do papa.
Colaboração: Luiz Henrique e Fabiano Alves





quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Papa Francisco pede oração pela Síria

 
O papa Francisco dedicou o Angelus do último domingo, 1º, ao tema da paz, recordando os tantos conflitos em diversas partes do mundo, em especial na Síria. O papa convocou o mundo todo para um Dia de Oração e Jejum, em 7 de setembro, com um gesto simbólico que lembra o apelo feito pelo papa João Paulo II após os atentados de 11 de setembro de 2001.
 
Hoje, queridos irmãos e irmãs,
queria fazer-me intérprete do grito que se eleva, com crescente angústia, em todos os cantos da terra, em todos os povos, em cada coração, na única grande família que é a humanidade: o grito da paz! É um grito que diz com força: queremos um mundo de paz, queremos ser homens e mulheres de paz, queremos que nesta nossa sociedade, dilacerada por divisões e conflitos, possa irromper a paz! Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra! A paz é um dom demasiado precioso, que deve ser promovido e tutelado.
Vivo com particular sofrimento e com preocupação as várias situações de conflito que existem na nossa terra; mas, nestes dias, o meu coração ficou profundamente ferido por aquilo que está acontecendo na Síria, e fica angustiado pelos desenvolvimentos dramáticos que se preanunciam.
Dirijo um forte Apelo pela paz, um Apelo que nasce do íntimo de mim mesmo! Quanto sofrimento, quanta destruição, quanta dor causou e está causando o uso das armas naquele país atormentado, especialmente entre a população civil e indefesa! Pensemos em quantas crianças não poderão ver a luz do futuro! Condeno com uma firmeza particular o uso das armas químicas! Ainda tenho gravadas na mente e no coração as imagens terríveis dos dias passados! Existe um juízo de Deus e também um juízo da história sobre as nossas ações aos quais não se pode escapar! O uso da violência nunca conduz à paz. Guerra chama mais guerra, violência chama mais violência.
Com todas as minhas forças, peço às partes envolvidas no conflito que escutem a voz da sua consciência, que não se fechem nos próprios interesses, mas que olhem para o outro como um irmão e que assumam com coragem e decisão o caminho do encontro e da negociação, superando o confronto cego. Com a mesma força, exorto também a Comunidade Internacional a fazer todo o esforço para promover, sem mais demora, iniciativas claras a favor da paz naquela nação, baseadas no diálogo e na negociação, para o bem de toda a população síria.
Que não se poupe nenhum esforço para garantir a ajuda humanitária às vítimas deste terrível conflito, particularmente os deslocados no país e os numerosos refugiados nos países vizinhos. Que os agentes humanitários, dedicados a aliviar os sofrimentos da população, tenham garantida a possibilidade de prestar a ajuda necessária.
O que podemos fazer pela paz no mundo? Como dizia o Papa João XXIII, a todos corresponde a tarefa de estabelecer um novo sistema de relações de convivência baseados na justiça e no amor (cf. Pacem in terris, [11 de abril de 1963]: AAS 55 [1963], 301-302).
Possa uma corrente de compromisso pela paz unir todos os homens e mulheres de boa vontade! Trata-se de um forte e premente convite que dirijo a toda a Igreja Católica, mas que estendo a todos os cristãos de outras confissões, aos homens e mulheres de todas as religiões e também àqueles irmãos e irmãs que não creem: a paz é um bem que supera qualquer barreira, porque é um bem de toda a humanidade.
Repito em alta voz: não é a cultura do confronto, a cultura do conflito, aquela que constrói a convivência nos povos e entre os povos, mas sim esta: a cultura do encontro, a cultura do diálogo: este é o único caminho para a paz.
Que o grito da paz se erga alto para que chegue até o coração de cada um, e que todos abandonem as armas e se deixem guiar pelo desejo de paz.
Por isso, irmãos e irmãs, decidi convocar para toda a Igreja, no próximo dia 7 de setembro, véspera da Natividade de Maria, Rainha da Paz, um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, no Oriente Médio, e no mundo inteiro, e convido também a unir-se a esta iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade.
No dia 7 de setembro, na Praça de São Pedro, aqui, das 19h00min até as 24h00min, nos reuniremos em oração e em espírito de penitência para invocar de Deus este grande dom para a amada nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo. A humanidade precisa ver gestos de paz e escutar palavras de esperança e de paz! Peço a todas as Igrejas particulares que, além de viver este dia de jejum, organizem algum ato litúrgico por esta intenção.
Peçamos a Maria que nos ajude a responder à violência, ao conflito e à guerra com a força do diálogo, da reconciliação e do amor. Ela é mãe: que Ela nos ajude a encontrar a paz; todos nós somos seus filhos! Ajudai-nos, Maria, a superar este momento difícil e a nos comprometer a construir, todos os dias e em todo lugar, uma autêntica cultura do encontro e da paz. Maria, Rainha da paz, rogai por nós

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Santo e Santa do dia 05 de setembro


Madre Tereza de calcutá
crianças, atraida, missionarias, doentes,
Bem-aventurada-1910-1997
Fundou a Congregação das Missionárias da Caridade
Agnes Gouxha Bojaxhiu, madre Teresa de Calcutá, nasceu, no dia 27 de agosto de 1910, em Skopje, Iugoslávia, de pais albaneses. Seus pais, Nicolau e Rosa, tiveram três filhos. Na época escolar, Agnes tornou-se membro de uma associação católica para crianças, a Congregação Mariana, onde cresceu em ambiente cristão. Aos doze anos, já estava convencida de sua vocação religiosa, atraída pela obra dos missionários.
Agnes pediu para ingressar na Congregação das Irmãs de Loreto, que trabalhavam como missionárias em sua região. Logo foi encaminhada para a Abadia de Loreto, na Irlanda, onde aprenderia o inglês e depois seria enviada à Índia, a fim de iniciar seu noviciado. Feitos os votos, adotou o nome Teresa, em homenagem à carmelita francesa, Teresa de Lisieux, padroeira dos missionários.
Primeiramente, irmã Teresa foi incumbida de ensinar história e geografia no colégio da Congregação, em Calcutá. Essa atividade exerceu por dezessete anos. Cercada de crianças, filhas das melhores famílias de Calcutá, impressionava-se com o que via quando saia à rua: pobreza generalizada, crianças e velhos moribundos e abandonados, pessoas doentes sem a quem recorrer.
O dia 10 de setembro de 1946 ficou marcado na sua vida como o “dia da inspiração”. Numa viagem de trem ao noviciado do Himalaia, percebeu que deveria dedicar toda a sua existência aos mais pobres e excluídos, deixando o conforto do colégio da Congregação.
E assim fez. Irmã Teresa tomou algumas aulas de enfermagem, que julgava útil a seu plano, e misturou-se aos pobres, primeiro na cidade de Motijhil. A princípio, juntou cinco crianças de um bairro miserável e passou a dar-lhes escola. Passados dez dias, já se somavam cinqüenta crianças. O seu trabalho começou a ficar conhecido e a solidariedade do povo operava em seu favor, com donativos e trabalho voluntário.
Para irmã Teresa, o trabalho deveria continuar a dar frutos sem depender apenas das doações e dos voluntários. Seria necessário às suas companheiras que tivessem o espírito de vida religiosa e consagrada. Logo, uma a uma ouviram o chamado de Deus para entregarem-se ao serviço dos mais pobres. Nascia a Congregação das Missionárias da Caridade, com seu estatuto aprovado em 1950. E ela se tornou madre Teresa, a superiora.
As missionárias saíram às ruas e passaram a recolher doentes de toda espécie. Para as irmãs missionárias, cada doente, cada corpo chagado representava a figura de Cristo, e sua ajuda humanitária era a mais doce das tarefas. Somente com essa filosofia é que as corajosas irmãs poderiam tratar doentes de lepra, elefantíase, gangrena, cujos corpos, em putrefação, eram imagens horrendas que exalavam odores intoleráveis. Todos eles tinham lugar, comida, higiene e um recanto para repousar junto às missionárias.
Reconhecido universalmente, o trabalho de madre Teresa rendeu-lhe um prêmio Nobel da Paz, em 1979. Esse foi um dos muitos prêmios recebidos pela religiosa devido ao seu trabalho humanitário. Nesse período, sua obra já se havia espalhado pela Ásia, Europa, África, Oceania e Américas.
No dia 5 de setembro de 1997, madre Teresa veio a falecer, na Índia. A comoção foi mundial. Uma fila de quilômetros formou-se durante dias a fio, diante da igreja de São Tomé, em Calcutá, onde o seu corpo estava sendo velado. Ao fim de uma semana, o corpo da madre foi trasladado ao estádio Netaji, onde o cardeal Ângelo Sodano, secretário de Estado do Vaticano, celebrou a missa de corpo presente.
Em 2003, o papa João Paulo II, seu amigo pessoal, ao comemorar o jubileu de prata do seu pontificado, beatificou madre Teresa de Calcutá, reconhecida mundialmente como a “Mãe dos Pobres”. Na emocionante solenidade, o sumo pontífice disse: “Segue viva em minha memória sua diminuta figura, dobrada por uma existência transcorrida a serviço dos mais pobres entre os mais pobres, porém sempre carregada de uma inesgotável energia interior: a energia do amor de Cristo”.

Oração de Madre Teresa de Calcutá
Se você é gentil, o povo pode acusá-lo de egoísta e interesseiro.
Seja gentil assim mesmo.
Se você for um vencedor, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros.
Vença assim mesmo.
Se você é honesto e franco, o povo pode enganá-lo.
Seja honesto e franco assim mesmo.
O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para outra.
Construa assim mesmo.
Se você tem paz e é feliz, o povo pode sentir inveja.
Seja feliz assim mesmo.
O bem que você faz hoje, o povo pode esquecê-lo amanhã.
Faça o bem assim mesmo.
Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante.
Dê o melhor de você assim mesmo.
Veja você que, no fim das contas, é entre VOCÊ E DEUS.
Nunca foi entre você e o povo.
- Madre Teresa de Calcutá -

São Lourenço Justiniano-1381-1455
Filho da nobre família Justiniano, Lourenço nasceu em Veneza, no dia 1º de julho de 1380. Desde cedo, já manifestava seu repúdio ao orgulho, à ganância e à corrupção que havia em sua terra natal. Na adolescência, teve uma visão da Sabedoria Eterna e decidiu dedicar-se à vida religiosa.
Sua única ambição era amar e servir a Deus. Procurando o aprimoramento espiritual, tornou-se um mendigo em sua cidade, chegando a esmolar na porta da casa de seus próprios pais. A vanguardista Veneza do século XV era um efervescente laboratório de reforma católica, destinado a produzir frutos preciosos. Um deles foi Lourenço Justiniano.
Aos dezenove anos de idade ele era considerado um modelo de virtude, austeridade e humildade. Em 1404, já diácono, uniu-se a outros sacerdotes e ingressou no Mosteiro de São Jorge, em Alga, para viver em comunidade com eles, depois reconhecidos como “Companhia dos Cônegos Seculares”, pioneiros do esforço reformador. Tornou-se sacerdote em 1407 e dois anos depois foi eleito superior da Comunidade de São Jorge, em Alga.
Não era um bom orador, em contrapartida tornava sua pregação eficiente com sua dedicação ao mistério do confessionário, seu exemplo de humilde mendicante e seu trabalho de escritor incansável. Sua obra inclui livros para doutores e leigos, incluindo tratados teológicos e simples manuais de catequese. Os seus escritos trazem a matriz da idéia da “Sabedoria Eterna”, eixo da sua mística, tanto para a perfeição interior como para a retidão da vida episcopal.
A contragosto, em 1433, foi consagrado bispo de Castelo, uma pequena diocese. Em 1451, o papa Nicolau V extinguiu essa diocese e consagrou Lourenço Justiniano primeiro patriarca de Veneza. Nessas administrações, deixou sua marca singular impressa com suas virtudes, sendo considerado um homem sábio, piedoso e caridoso, principalmente com os mais pecadores. Nesses cargos ergueu mais de quinze conventos e muitas igrejas, aumentando, assim, seu já enorme rebanho. Tornou-se um exemplo de pastor, amado por todos os fiéis, que obedeciam à sua pregação e ao seu exemplo no seguimento de Cristo.
Rodeado por seus amigos do clero em seu leito de morte, no dia 8 de janeiro de 1456, Lourenço Justiniano deixou, como mensagem aos cristãos, observar os mandamentos da lei de Deus.
Depois de sua morte, muitos milagres foram atribuídos à sua intercessão, por isso foi canonizado, no ano de 1690, pelo papa Alexandre VIII. Sua festa foi indicada para ser celebrada no dia 5 de setembro.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Grito dos Excluídos

19º Grito dos Excluídos tem foco na juventude



Paz * Respeito * Vida

“Juventude que ousa lutar constrói o projeto popular”
Congonhas se prepara para receber mais uma edição do Grito dos Excluídos. Em sua 19ª edição este evento é parte do processo da 5ª Semana Social Brasileira e, neste ano, conclama a juventude para “anunciar, em diferentes espaços, sinais de esperança com a perspectiva de transformação e construção de um Estado efetivamente a serviço da Nação e que respeite os direitos fundamentais da pessoas humana”, segundo sugere o objetivo geral do evento.
Este ano o Grito dos Excluídos terá como eixos os temas: “Mundo do Trabalho, Juventude e a Exclusão, Comunicação Políticas Públicas, Extermínio da juventude, Juventude e projeto popular para o Brasil, Mística, Povos indígenas/tradicionais, Violência contra a mulher, Estado e a juventude”, todos eles devem ser debatidos nas cidades, através de encontros, mesa redonda e outras iniciativas populares. Além disso, esses assuntos terão destaque na programação do evento sendo discutidos cada um deles durante três grandes momentos.
Programação:O Grito dos Excluídos 2013, realizado no dia 7 de setembro, conta com a participação de diversas pastorais, movimentos sociais, sindicatos e da presença da sociedade. Para melhor receber os participantes, foi pensada uma programação acessível contando com a acolhida e concentração a partir das 11 horas em frente a Matriz de Nossa Senhora da Conceição.
Às 12h30 terá início à caminhada para a Basílica do Bom Jesus, tradicional momento onde as pessoas percorrem as principais ruas e avenidas da cidade dizendo palavras de ordem e gritos de guerra. Com chegada prevista para as 15 horas, será celebrada missa presidida pelo arcebispo metropolitano de Mariana, dom Geraldo Lyrio Rocha, abrindo o Jubileu do Bom Jesus

domingo, 18 de agosto de 2013

A Voz do Papa


“Não cristãos, nunca cristãos de etiqueta!
Cristãos de verdade, de coração”,
 refletiu o Papa no Angelus
                                
no-angelus-papa-fala-da-salvaçãoNo Angelus do domingo, 25, Papa Francisco refletiu sobre a salvação, tema proposto pelo Evangelho do dia. O Santo Padre enfatizou que não se deve ter medo de atravessar a porta da fé em Jesus, pois Ele ilumina a vida do homem com uma luz que não se apaga nunca. Referindo-se à figura da “porta estreita”, aquela que leva à salvação, Francisco explicou que ela aparece várias vezes no Evangelho e remete à casa, ao lar, onde se encontra segurança e amor. E esta porta de salvação é o próprio Cristo.
“Ele é a porta. Ele é a passagem para a salvação. Ele nos conduz ao Pai. E a porta que é Jesus não está nunca fechada, esta porta não está nunca fechada, está aberta sempre e a todos, sem distinção, sem exclusão, sem privilégios”, disse. O Santo Padre falou ainda das várias portas existentes hoje que prometem uma felicidade, mas trata-se de algo passageiro. Ao contrário, a porta da fé em Jesus é o caminho a seguir sem medo. Ele explicou que esta porta de Jesus é estreita, pois requer a abertura do coração a Cristo. “Ser cristão é viver e testemunhar a fé na oração, nas obras de caridade, no promover a justiça, no fazer o bem. Pela porta estreita que é Cristo deve passar toda a nossa vida”.
Leia na íntegra a homilia:
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
O Evangelho de hoje nos convida a refletir sobre o tema da salvação. Jesus está saindo da Galileia rumo à cidade de Jerusalém e ao longo do caminho alguém – conta o evangelista Lucas – aproxima-se a Ele e lhe pergunta: “Senhor, são poucos os que se salvam?” (13, 23). Jesus não responde diretamente à pergunta: não é importante saber quantos se salvam, mas é bastante importante saber qual é o caminho da salvação. E então à pergunta Jesus responde dizendo: “Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão” (v. 24). O que Jesus quer dizer? Qual é a porta pela qual devemos entrar? E porque Jesus fala de uma porta estreita?
A imagem da porta volta várias vezes no Evangelho e remete àquela da casa, do lar, onde encontramos segurança, amor, calor. Jesus nos diz que há uma porta que nos faz entrar na família de Deus, no calor da casa de Deus, da comunhão com Ele. Esta porta é o próprio Jesus (cfr Jo 10, 9). Ele é a porta. Ele é a passagem para a salvação. Ele nos conduz ao Pai. E a porta que é Jesus não está nunca fechada, esta porta não está nunca fechada, está aberta sempre e a todos, sem distinção, sem exclusão, sem privilégios. Porque, vocês sabem, Jesus não exclui ninguém. Algum de vocês poderia dizer-me: “Mas padre, com certeza eu sou excluído, porque sou um grande pecador: fiz tantas coisas más, fiz tantas, na vida”. Não, você não está excluído! Justamente por isso você é o preferido, porque Jesus prefere o pecador, sempre, para perdoá-lo, para amá-lo. Jesus está esperando você para te abraçar, te perdoar. Não ter medo: Ele te espera. Animado, tenha coragem para entrar pela sua porta. Todos são convidados a atravessar esta porta, a atravessar a porta da fé, a entrar na sua vida e a fazê-Lo entrar na nossa vida, para que Ele a transforme, a renove, dê a ela alegria plena e duradoura.
Nos dias de hoje, passamos diante de tantas portas que nos convidam a entrar prometendo uma felicidade que depois percebemos que dura somente um instante, que é um fim em si mesma e não tem futuro. Mas eu pergunto a vocês: nós, por qual porta queremos entrar? E quem queremos fazer entrar pela porta da nossa vida? Gostaria de dizer com força: não devemos ter medo de atravessar a porta da fé em Jesus, de deixá-Lo entrar sempre mais na nossa vida, de sair de nossos egoísmos, dos nossos fechamentos, das nossas indiferenças com os outros. Porque Jesus ilumina a nossa vida com uma luz que não se apaga mais. Não é um fogo de artifício, não é um flash! Não, é uma luz tranquila que dura sempre e nos dá paz. Assim é a luz que encontramos se entramos pela porta de Jesus.
Certo, aquela de Jesus é uma porta estreita, não porque seja uma sala de tortura. Não, não por isto! Mas porque nos pede para abrir o nosso coração a Ele, para reconhecer-nos pecadores, necessitados da sua salvação, do seu perdão, do seu amor, de ter humildade para acolher a sua misericórdia e fazer-nos renovar por Ele. Jesus no Evangelho nos diz que ser cristãos não é ter uma “etiqueta”! Eu pergunto a vocês: vocês são cristãos de etiqueta ou de verdade? E cada um responda para si! Não cristãos, nunca cristãos de etiqueta! Cristãos de verdade, de coração. Ser cristão é viver e testemunhar a fé na oração, nas obras de caridade, no promover a justiça, no fazer o bem. Pela porta estreita que é Cristo deve passar toda a nossa vida.
À Virgem Maria, Porta do Céu, peçamos que nos ajude a atravessar a porta da fé, a deixar que o seu Filho transforme a nossa existência como transformou a sua para levar a todos a alegria do Evangelho.
Apelo pela Síria
Com grande sofrimento e preocupação continuo acompanhando a situação na Síria. O aumento da violência em uma guerra entre irmãos, com o multiplicar dos massacres e atrocidades, que todos pudemos ver também nas terríveis imagens destes dias, leva-me mais uma vez a exortar para que cesse o barulho das armas. Não é o conflito que oferece perspectivas de esperança para resolver os problemas, mas é a capacidade de encontro e de diálogo.
Do fundo do meu coração, gostaria de manifestar a minha proximidade com a oração e a solidariedade a todas as vítimas deste conflito, a todos aqueles que sofrem, especialmente as crianças, e convidar a ter sempre viva a esperança de paz. Faço apelo à Comunidade Internacional para que se mostre mas sensível a esta trágica situação e coloque todo o seu empenho para ajudar a amada nação síria a encontrar uma solução a uma guerra que semeia destruição e morte.
 
 
Papa Francisco agradece, em carta ao presidente da CNBB, acolhida no Brasil
papaedamasceno
O presidente da CNBB e arcebispo de Aparecida (SP), cardeal Raymundo Damasceno Assis, recebeu esta semana uma carta do papa Francisco. No texto, o Santo Padre agradece a acolhida recebida no Brasil e, em especial, na cidade de Aparecida.
Confira a íntegra da carta:
Querido irmão,
Venho renovar-lhe a expressão do meu agradecimento e, através de sua pessoa, a todos quantos o mesmo seja devido nessa amada diocese, particularmente no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, pelo carinho que me receberam e tudo predispuseram da melhor maneira para que eu pudesse visitar a casa da Mãe de todos os brasileiros.
Guardo indeléveis, na memória e no coração, as imagens daquela ativa assembleia litúrgica e da multidão festiva que na esplanada do Santuário, mesmo com frio e a chuva, quiseram acompanhar-me na minha peregrinação à Aparecida. Sem dúvidas foi também uma oportunidade para reviver as belas recordações da minha permanência no Santuário, durante a Quinta Conferência do Episcopado Latino-Americano e do Caribe. Confiei a Ela, Nossa Mãe, a vida de cada brasileiro, bem como pedi que fizesse arder no coração de cada sacerdote desse imenso País um zelo sempre maior por anunciar a Boa Nova de Jesus Cristo.
Peço-lhe também para que, na sua qualidade de Presidente da CNBB, se faça intérprete do meu vivo apreço e gratidão aos Bispos do Brasil, a todos os párocos, pastorais e movimentos eclesiais pelo carinho e empenho postos na preparação e realização da Jornada Mundial da Juventude. Esta foi, certamente, um evento em que o Senhor cumulou de graças a Igreja que está no Brasil. Faço votos para que as sementes que foram lançadas possam frutificar permitindo uma nova primavera para a Igreja nesta amada Nação.
Reconhecido, retribuo todas as gentilezas recebidas, confiando a Deus, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, as dioceses e prelazias brasileiras, juntamente com os seus pastores, enquanto de coração a todos concedo uma especial Benção Apostólica e peço que, por favor, não deixem de rezar por mim.
Vaticano, 2 de Agosto de 2013.
Semana Nacional da Família: Iniciação Cristã – educação para a felicidade
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sacra-famigliaDurante a Semana Nacional da Família (SNF) que está sendo realizada, entre os dias 11 e 17 de agosto, em paróquias e comunidades de todo o Brasil, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família (CEPVF), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), preparou alguns textos para aprofundamento e reflexão.
Este ano, o tema da SNF é “Transmissão e educação da fé cristã na família”, dentro desse contexto, a CEPVF divulgou mais um texto para colaborar com as atividades, e grupos de estudos que estão sendo realizadas pelas dioceses do país.
Confira a mensagem:
Iniciação Cristã – educação para a felicidade
O ser humano é imagem e semelhança de Deus, para viver e conviver com Ele. Nem o ateísmo, nem o agnosticismo, nem a indiferença religiosa são situações naturais da pessoa humana e tampouco podem ser situações definitivas para uma sociedade. Todos nós estamos ligados essencialmente a Deus, como uma casa o está com relação ao engenheiro ou arquiteto que a construiu.
As dolorosas consequências dos nossos pecados podem obscurecer este horizonte, mas cedo ou tarde sentimos a falta da casa e do amor do Pai do Céu. Acontece conosco o que aconteceu com o filho pródigo da parábola: não deixou de ser filho quando foi embora da casa do seu pai e, por isso, apesar de todos os seus extravios, terminou sentindo um desejo irresistível de voltar. De fato, as pessoas que experimentam a misericórdia tem sempre saudade de Deus.
Consciente desta realidade, a família cristã apresenta, ensina, fala, expressa a presença de  Deus no horizonte da vida dos seus filhos que desde os primeiros momentos da sua existência consciente,  respiram e assimilam essa presença misteriosa de amor. A família é o lugar onde o filho é sempre filho: quando bem “comportado” ou quando se desvia daquilo que é o sonho dos pais para eles. Essa certeza deve ser o que o trará de volta, caso tenha se afastado da família. Isto os ajuda a descobrir e experimentar o amor acolhedor de Deus, e como consequência os leva com entusiasmo aos sacramentos de iniciação cristã.
A família é, também, a primeira experiência de Igreja que recebe uma pessoa, pois nela a pessoa recebe uma primeira e elementar iniciação à fé, recebe os sacramentos mais importantes e tem a primeira experiência da caridade.
De fato, nascendo, os pais levam seus filhos para serem batizados e se comprometem a educa-los e iniciá-los á Vida Cristã, para que possam receber os demais sacramentos que confirmam e sustentam a fé: Confirmação e Eucaristia. Quando já têm a capacidade de entender algo, ensinam-lhes as primeiras orações, abençoam os alimentos com eles, usam sinais religiosos, e iniciam-lhes nos primeiros passos do amor à Mãe de Jesus.
Quando já são capazes de compreender algo, leem com eles a Palavra de Deus e a explicam de uma maneira singela e acessível. No momento de assumir as responsabilidades de sua vocação pessoal: matrimonial, presbiteral, religiosa, ou celibatária no meio do mundo, estão com eles. Desde o mesmo momento do seu nascimento, mostram-lhes um imenso carinho e uma constante dedicação, sobretudo, quando estão doentes ou têm alguma má formação ou deficiência física e/ou psíquica.
A educação na centralidade do amor a Deus não para nos sacramentos da Iniciação Cristã, mas continua a ser realizada pelos pais sobretudo através das realidades da vida diária: rezando em família nas refeições, estimulando nos filhos a gratidão a Deus pelos dons recebidos, recorrendo a Ele nos momentos de dor em qualquer uma das suas formas, participando na missa dominical com eles, acompanhando-os para receber o sacramento da Reconciliação, e outras.
Uma experiência particularmente intensa de Igreja em família acontece quando pais e filhos participam na Missa do domingo. Nela, ao reunir-se com outras famílias e outros irmãos na fé, escutam a Palavra de Deus, rezam pelas necessidades de todos os necessitados e se alimentam de Cristo imolado por nós. A fé cresce e se desenvolve com estas experiências tão bonitas que dão sentido à vida ordinária, infundem paz no coração.
- Educar para o amor a Deus consequentemente nos impulsiona ao amor aos irmãos. A pergunta do doutor da Lei só incluía “qual é o primeiro mandamento”. Mas Jesus, ao responder-lhe, acrescentou: o segundo, semelhante a este é: “amarás o próximo como a ti mesmo” (Mt 22, 39). O amor ao próximo, portanto, é “o seu mandamento” e “o distintivo” dos seus discípulos. “Se não amamos o próximo a quem vemos, como vamos amar a Deus, a quem não vemos?”(Jo,4,20).
A Catequese Familiar é uma grande proposta evangelizadora para pais e filhos, ambos são evangelizados e evangelizam-se.
Uma experiência, entre tantas, é a da Paróquia Santa Cruz, em Santa Cruz das Palmeiras-SP, que percebeu a eficiência e propriedade quando os pais ensinavam pela vida e catequese os valores cristãos/católicos para os seus filhos.
Vale a pena investirmos na Catequese Familiar, ela pode ser um precioso recurso para a Iniciação na Vida Cristã.
Padre Wladimir Porreca
Assessor Nacional para a Vida e a Família - CNBB

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

“Meu filho, você não merece nada”


A premiada escritora e jornalista gaúcha Eliane Brum escreveu um texto muito interessante, que vale a pena partilhar. É sobre a maneira como a nossa geração lida com a questão da felicidade. E, naturalmente, como lida com a dor e a falta. Há algum tempo escrevi sobre este tema: a falta que faz falta. Embora conscientes de que a dor e a falta são ingredientes indispensáveis da vida, poucos conseguem encarar essa realidade. Como dizem: é a “ditadura da felicidade”; ou o “ser feliz a qualquer custo”.
O texto da Eliane toca na ferida de uma forma muito contundente. Lembra que “nossa geração está mais preparada, do ponto de vista das habilidades, mas, ao mesmo tempo, despreparada, porque não sabe lidar com frustrações”. Sabe usar bem da tecnologia, mas não sabe a importância do esforço pessoal, da luta. Conhece todas as potencialidades, mas desconhece a fragilidade da vida. Aprendeu que todos nascemos para ser felizes, mas não foi ensinado que a felicidade é também fruto do esforço, da luta e, muitas vezes, da dor.
É comum ouvir dos pais: “eu quero dar aos meus filhos o que eu não tive”. Muitos se matam para dar tudo aos filhos e evitar que sofram. Pais que super protegem. Quando esses(as) jovens chegam ao mercado de trabalho terão a ilusão de encontrar ali uma continuação de suas casas, onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Como raramente isso irá acontecer, vem a frustração, o desânimo, a sensação de infelicidade.
Muitos desconhecem que a felicidade, como a própria vida, é construção. E que, na maioria das vezes, pra se chegar lá, “é preciso ralar muito”. Terão de aprender com a vida, com as quedas e decepções, aquilo que os pais não ensinaram.
Muito forte a reflexão que a escritora faz em seguida: “Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. Há pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de tudo. E como se angustiam quando não o conseguem! É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites?”
E a visão de muitos é tão deturpada que chegam a pensar que a “genialidade” é mais importante que o esforço. Dizer que alguém é “esforçado é quase uma ofensa”. Ter de lutar, de dar duro parece a marca dos fracos. E junto com isso vem a falsa ideia de que é possível viver sem sofrer, que a dor é uma espécie de “anomalia”, que a felicidade é um direito: eu mereço ser feliz! Mas são poucos os que aprendem a lidar com a dor e as decepções. Desconhecem que ninguém consegue tudo o que quer.
É um peso cruel sobre os ombros dos pais: os filhos têm o direito de ser felizes; e cabe aos pais garantir esse direito. E os pais, tão limitados e frágeis, se sentirão culpados, sofrerão ao perceber que não dão conta do recado. Aí se arma um verdadeiro teatro: os filhos fingem felicidade, se empanturrando de coisas materiais, mais fáceis de alcançar; os pais fingem ser capazes de garantir a felicidade, mesmo sabendo que é uma mentira.
E conclui Eliane: “Os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. (…) Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa”.
Os pais deveriam entender que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”.
Pe. José Antonio de Oliveira

Francisco e a conversão pastoral


A repercussão da visita do papa Francisco ao Brasil foi surpreendente. As lições que deixou com seus gestos, palavras e silêncios ecoarão por muito tempo em nossos corações e em nossa vida. São tão numerosas e relevantes que fica difícil enumerá-las ou apontar a mais importante.
Detenho-me aos discursos que dirigiu ao episcopado brasileiro e aos dirigentes do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam). O pano de fundo de suas palavras é o Documento de Aparecida, do qual foi um dos principais redatores durante a V Conferência do Episcopado da América Latina e Caribe, realizada em Aparecida há seis anos.
Aos bispos da CNBB o papa mostrou o caminho de renovação da Igreja quando destacou que ela deve ser instrumento de reconciliação, dar espaço ao mistério de Deus, ser missionária. Quando insistiu que ela não se afaste da simplicidade; se faça companheira e vá além da escuta; que seja capaz de devolver a cidadania aos filhos de Deus e redescubra as entranhas de misericórdia.
Com delicadeza de pastor e sabedoria de mestre, sublinhou cinco desafios postos à Igreja no Brasil: formação dos leigos, religiosos, padres e bispos; colegialidade dos bispos; estado permanente de missão e conversão pastoral; função da Igreja na sociedade e a Amazônia.
Aos dirigentes do Celam, Francisco enfatizou a urgência da conversão pastoral. Fez inquietantes perguntas cujas respostas revelarão a Igreja que temos e a Igreja que queremos. As interrogações do papa têm como base a Igreja-Comunhão-Participação que nasce do Concílio Vaticano II e, na América Latina, se solidifica com Medellín e Puebla.
Questionou, por exemplo, se o trabalho da Igreja é mais administrativo que pastoral; se os leigos são realmente participantes da missão; se os problemas enfrentados pela Igreja são tratados de forma reativa ou proativa; se os Conselhos Pastorais e Econômicos das dioceses e paróquias são realmente espaço de participação e levados em conta para o discernimento pastoral; se os ministros ordenados já superaram a tentação de manipulação ou submissão em relação à missão dos leigos.
Para o papa estes questionamentos constituem a chave da conversão pastoral porque dizem respeito a atitudes. “A conversão pastoral diz respeito, principalmente, às atitudes e a uma reforma de vida”, diz o papa. Isso implica “entrar em processo” na dinâmica própria da mudança de atitudes. De acordo com Francisco, pastoral é o “exercício da maternidade da Igreja” que “gera, amamenta, faz crescer, corrige, alimenta, conduz pela mão”, daí a necessidade de ser misericordiosa. “Sem misericórdia, poucas possibilidades temos hoje de inserir-nos em um mundo de feridos que têm necessidade de compreensão, de perdão, de amor”.
A conversão pastoral exige, segundo o papa, que a Igreja deixe de ser autorreferencial e que as pastorais sejam próximas para que promovam o encontro de Deus com as pessoas e vice-versa. Além disso, é necessário vencer pelo menos três grandes tentações: a ideologização do evangelho, o funcionalismo e o clericalismo. O caminho que Francisco propõe para superação deste último é simples e bastante conhecido: Grupos Bíblicos, Comunidades Eclesiais de Base e Conselhos Pastorais.
Estas palavras do papa Francisco jogam especial luz sobre o estudo que nossas comunidades por todo o Brasil fazem do texto da CNBB “Comunidade de Comunidades: uma nova paróquia”. A renovação da paróquia que se busca terá sua efetiva concretização a partir de verdadeira conversão pastoral, que implica também na mudança de estruturas caducas.
Em boa hora Deus inspirou o papa Francisco que nos ajuda a perceber o caminho de renovação de nossas paróquias. Vale seu alerta: “a mudança de estruturas – de caducas a novas – não é fruto de um estudo de organização do organograma funcional eclesiástico, de que resultaria uma organização estática, mas é consequência da dinâmica da missão”. E ainda: “O que derruba as estruturas caducas, o que leva a mudar os corações dos cristãos é a missionariedade”.
Pe. Geraldo Martins Dias


Dimensão Litúrgica lança novo volume da coleção “Celebrando o Cristo na vida do povo”



Terceiro Caderno de formação para Ministros da Palavra e agentes da pastoral litúrgica
Seguindo as orientações do Conselho Arquidiocesano de Pastoral (CAP) e dando continuidade aos trabalhos de implementação do Ministério da Palavra e formação litúrgica das comunidades da Arquidiocese de Mariana, a Comissão Arquidiocesana de Liturgia apresenta o subsídio litúrgico “Sacrosanctum Concilium – Um novo olhar sobre a Liturgia da Igreja”, terceiro volume da coleção “Celebrando o Cristo na vida do povo”.
Este fascículo visa implementar o estudo da Constituição sobre a Sagrada Liturgia, a Sacrosanctum Concilium (SC), neste ano em que ela completa 50 anos de promulgação.
Assim dispõe a Sacrosanctum Concilium 14: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem àquela plena, consciente e ativa participação nas celebrações litúrgicas que a própria natureza da Liturgia exige e que é, por força do Batismo, um direito e um dever do povo cristão, ‘raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido” (1 Ped. 2,9; cfr. 2, 4-5).
Dentro desta linha de formação, acolhendo as preciosas contribuições da SC, o material apresentado oferece a oportunidade de um estudo mais aprofundado acerca da natureza da liturgia.  Eis a temática dos capítulos: Capítulo Primeiro: Liturgia do Coração e Liturgia da Igreja, Capítulo Segundo: A vida litúrgico-profética de Jesus, Capítulo Terceiro: Estrutura da Constituição Conciliar SC, Capítulo Quarto: A celebração litúrgica do agir de Deus na história e o Anexo: Processo de redação a aprovação da Constituição.
“Incentive-se o estudo deste subsídio nas paróquias, comunidades, nas diversas reuniões de equipes de liturgia e nos grupos de formação paroquial para o Ministério da Palavra. Que o estudo deste material estimule as pessoas, grupos e comunidades a uma melhor compreensão, uma nova mentalidade e um novo agir que resulte de fato em participação mais consciente e ativa na  sagrada Liturgia”, disse o assessor da Dimensão, padre Geraldo Buziani.
Adquira seu exemplar (R$ 2,50) na sua paróquia ou através do Centro de Pastoral de sua região e aproveite bem este valioso material de estudo. “Continuamos contando com o empenho e a participação de todos nesse projeto”, concluiu.
 
Confira a apresentação do Caderno de Formação feita pelo arcebispo metropolitano
Na comemoração do Jubileu de Ouro da promulgação da Constituição Sacrosanctum Concilium sobre a Sagrada Liturgia, primeiro documento do Concílio Vaticano II, a Arquidiocese de Mariana publica esse precioso subsídio pastoral.
Esse “novo olhar sobre a Liturgia da Igreja” permitirá especialmente aos agentes da pastoral litúrgica e aos ministros da Palavra penetrarem, de maneira sistemática e com grande profundidade, no mistério que celebramos na Sagrada Liturgia. Sem pretender apresentar uma definição acadêmica ou didática sobre a Liturgia, a Sacrosanctum Concilium, de forma magisterial ensina-nos que “a Liturgia é o exercício do múnus sacerdotal de Jesus Cristo, no qual, mediante sinais sensíveis, é significada e, de modo peculiar a cada sinal, realiza-se a santificação do ser humano; e é exercido o culto público integral pelo Corpo Místico de Cristo, Cabeça e membros” (SC 7).
É bom sempre recordar que “toda celebração litúrgica como obra de Cristo sacerdote e de seu Corpo que é a Igreja, é uma ação sagrada por excelência, cuja eficácia, no mesmo título e grau, não é igualada por nenhuma outra ação da Igreja” (SC 7).
Com o Vaticano II, soprou um vento renovador em toda a Igreja. O Povo de Deus experimentou a atmosfera alegre e vibrante de um novo Pentecostes. A Constituição sobre a Sagrada Liturgia abriu caminhos novos para a vida litúrgica e mesmo para toda a vida eclesial. Por ocasião do 25.º aniversário da SC, o Papa João Paulo II, em sua Carta Apostólica Vicesimus Quintus Annus assim se expressa: “A renovação litúrgica é o fruto mais visível de toda a obra conciliar. Para muitos, a mensagem do Concílio Vaticano II foi percebida antes de tudo por meio da reforma litúrgica” (VQA, 12).
Por intercessão de Nossa Senhora da Assunção e de São José, Padroeiros de nossa Arquidiocese, imploro ao Espírito de Deus que, “com um novo olhar sobre a Liturgia da Igreja”, possamos sempre mais traduzir em nossa vida o que celebramos na fé.
Mariana, 31 de maio de 2013
+Geraldo Lyrio RochaArcebispo Metropolitano

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

CNBB entregará assinaturas para projeto Saúde + 10

CNBB entregará assinaturas para projeto Saúde + 10

Na próxima segunda-feira, 5 de agosto,  “Dia Nacional da Saúde”, o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, fará a entrega de assinaturas coletadas pelas dioceses, pastorais e organismos da Igreja Católica para o Comitê Saúde + 10. O Ato Público será às 11h, na Sede da Conferência em Brasília (SE/Sul – Quadra 801 – Conjunto B). O ato contará com a presença de lideranças de saúde que compõem a coordenação do Movimento Saúde +10.  A coleta de assinaturas é em prol do Projeto de Lei de iniciativa popular que propõe a destinação de 10% das receitas correntes brutas da União para a Saúde Pública. A iniciativa visa agregar, de maneira contínua e crescente, as entidades organizadas no esforço de encaminhar à Câmara Federal o mínimo de 1,5 milhão de assinaturas que pede a aprovação desta nova lei.

Criado há um ano, o Movimento Saúde + 10 conta com o apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e de mais de 100 entidades, entre elas estão Conselho Nacional de Saúde (CNS), Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conselho Federal de Medicina (CFM), Assembleia Legislativa de Minas Gerais, e outros parceiros.